Brasil
Chamada pública do Projeto Salas Verdes recebe 129 inscrições para incentivar a criação de espaços formativos ambientais
Cento e vinte e nove instituições de diferentes regiões do país se inscreveram na primeira etapa da chamada pública do Projeto Salas Verdes, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O número é o mais alto desde 2022, quando 122 entidades públicas e privadas participaram do processo. A iniciativa é uma das principais estratégias de implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e busca incentivar a criação e o fortalecimento de espaços formativos dedicados à promoção de práticas socioambientais contínuas, críticas e participativas.
Atualmente, o Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) do MMA analisa os projetos político-pedagógicos apresentados. O resultado da seleção será divulgado em 12 de janeiro.
Após o prazo de duas semanas para interposição de recursos, terá início, em 27 de janeiro, a segunda e última etapa do processo, dedicada à apresentação e à análise da documentação obrigatória, com conclusão prevista para 12 de março.
A divulgação da lista final das instituições selecionadas para integrar o projeto em 2026 está prevista para 13 de março pelo DEA. Hoje, o Brasil conta com 283 Salas Verdes.
“As Salas Verdes são ferramentas estratégicas para democratizar o acesso à informação ambiental e transformar a consciência ecológica em ação prática e da política pública. O grande número de inscritos é uma mostra de que o projeto está se enraizando, se consolidando cada vez mais entre a população”, afirmou o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania, Marcos Sorrentino.
Ainda segundo Sorrentino, a implantação de Salas Verdes em instituições públicas e privadas evidencia o compromisso do Governo do Brasil e da sociedade com a sustentabilidade e com o fortalecimento de políticas e ações ambientais. “Esses espaços educadores cumprem uma missão socioambiental muito importante, principalmente nesses tempos de mudanças climáticas”, reforçou.
Protejo Salas Verdes
As Salas Verdes são espaços fixos ou itinerantes, vinculados a instituições públicas ou privadas, voltados ao desenvolvimento de ações de formação e cidadania ambiental no âmbito da educação não formal, com alcance local ou regional.
Criado em 2000, o projeto surgiu para atender à demanda de instituições que buscavam no MMA publicações de apoio a iniciativas na área ambiental, tendo como referência inicial o conceito de bibliotecas verdes. Com o tempo, a iniciativa foi ampliada e passou a contribuir para a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), aprovada em 1999, e de outras políticas públicas correlatas, por meio da criação e do fortalecimento de espaços formativos.
Atualmente, além de estimular a implantação de novas Salas Verdes em todo o país, o projeto incentiva práticas socioambientais sustentáveis, promove a difusão dessas ações junto à população e favorece sua articulação com as políticas públicas do MMA.
Conforme a Portaria nº 524, de 15 de junho de 2023, que atualizou as diretrizes do projeto, as instituições participantes devem manter atuação alinhada aos princípios da PNEA. A adesão é voluntária e não prevê repasse de recursos financeiros por parte do MMA.
As Salas Verdes podem ser implementadas em órgãos públicos, instituições de pesquisa, escolas, universidades, organizações da sociedade civil, empresas públicas ou privadas, colegiados, centros comunitários, espaços religiosos, unidades prisionais e centros de acolhimento de jovens, entre outros.
A proposta é envolver diferentes segmentos da sociedade e ampliar o acesso a conhecimentos e práticas socioambientais, com atenção especial a crianças, jovens e populações mais vulneráveis aos impactos da mudança do clima.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Regionalização do SUS é destaque no encerramento do Congresso do Conasems
A construção de redes regionalizadas de atenção à saúde e o fortalecimento da governança interfederativa estiveram no centro do encerramento do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado nesta quarta-feira (15), em Porto Alegre (RS). O debate reforçou a necessidade de ampliar a cooperação entre União, estados e municípios para qualificar o atendimento à população e consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios atuais e futuros da saúde pública.
Representando o Ministério da Saúde na mesa técnica “Regionalização: os modos de regionalizar e as responsabilidades interfederativas para a efetivação do cuidado em Rede no SUS”, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que a regionalização deve ser compreendida como uma estratégia para alcançar os objetivos do SUS e orientar a organização das redes de atenção. Segundo ele, a governança regional precisa estar articulada ao modelo assistencial e às necessidades concretas da população, permitindo que o sistema responda com mais eficiência às transformações demográficas, epidemiológicas e tecnológicas.
“A regionalização não pode ser entendida como um fim. Ela tem que ser um meio, ancorada aos objetivos estratégicos que o estado brasileiro estabeleceu. A estrutura de governança do sistema precisa estar conectada ao modelo assistencial e à organização das ações de saúde pública”, concluiu.
O processo de regionalização passa pela cooperação entre os três níveis de governo. Os municípios consolidaram seu protagonismo na organização da atenção à saúde nos territórios, enquanto os estados têm papel estratégico na coordenação regional das redes assistenciais. Ao governo federal, cabe ampliar sua presença nos territórios, oferecendo apoio técnico, promovendo a articulação entre os gestores e contribuindo para a superação de desafios estruturais que ultrapassam os limites de atuação de cada ente federativo.
Como parte dessa estratégia, o Ministério da Saúde atua nos territórios, combinando financiamento, apoio técnico e ações estruturantes voltadas ao fortalecimento das redes de atenção. Como exemplos, estão programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, que incorporam apoio direto aos territórios para enfrentar desafios relacionados à disponibilidade de profissionais de saúde e à ampliação do acesso à atenção especializada.
Também foram apresentadas propostas técnicas de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, transformação digital, integração das informações em saúde e de incorporação da inovação tecnológica, que devem estar articuladas ao planejamento regional integrado. A avaliação é de que esses elementos são fundamentais para qualificar a coordenação do cuidado, reduzir desigualdades entre os territórios e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante das mudanças demográficas, epidemiológicas e climáticas.
Além do ministro Adriano Massuda, a mesa de encerramento contou com a participação do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida; do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Cristian Morales Fuhrimann; e do secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi Silva.
Brasil Saudável
No seminário dedicado ao Programa Brasil Saudável, ainda nesta quarta-feira, especialistas, técnicos e gestores públicos discutiram os avanços, desafios e perspectivas da iniciativa, que busca o enfrentamento das doenças determinadas socialmente por meio de ações integradas entre saúde e proteção social. O debate abordou estratégias voltadas à redução das iniquidades étnico-raciais, ao fortalecimento da participação social, à atuação intersetorial e à articulação entre União, estados e municípios para o planejamento de ações alinhadas às necessidades de cada território.
Durante a apresentação, a equipe técnica do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde destacaram a importância da participação dos municípios na construção das estratégias. A proposta é que as ações sejam definidas a partir das prioridades identificadas em cada realidade local, favorecendo respostas mais adequadas aos desafios enfrentados pelos territórios.
Thamirys Santos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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