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8 de Março – Dia Internacional da Mulher

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A propósito do Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira, 8 de março, confira a mensagem abaixo:

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Ainda que o criacionismo, à ancestralidade primogênita, aponte simbolicamente a costela masculina, a única verdade absoluta da origem da humanidade habita o remanso sagrado do ventre feminino. Assim, pudesse ser novamente escrita a história da criação, na certa se cuidaria da mudança de gênero de seu protagonismo. Isso soa melhor a propósito na sinfonia dos tempos modernos, neste dia tão especial. De fato, conquanto se dedique uma data especial, todos os dias são da mulher, do amanhecer ao anoitecer, pois ela está muito além da dimensão de uma característica genética ou de um legado biológico que nos garante a vida. Conduto por via necessária de floração, afirmação e consolidação de nosso caráter, na liturgia da indicação de um caminho ético, na formação de valores que um dia, inexoravelmente, determinarão o conjunto de crenças que forjam nossa trajetória em direção ao horizonte. A imagem e semelhança do Deus de todas as crenças Lhe dá atributos que A elevam a uma dimensão verdadeiramente divina, como a vida, a consciência, a justiça, a ética, a liberdade, a virtude, a criatividade e a sensibilidade. O profeta da esperança, quando pregou na terra, legou-A como Mãe da Humanidade, aliás, já era esse o significado de Eva, saído do Jardim do Éden. A natureza e a essência humana Lhe dão correspondência e equivalência de altura no segmento de gênero. A maternidade, como mais alta dignidade que um ser humano pode receber da natureza, dá razão à máxima judaica no sentido de que como Deus não pode estar em todos os lugares, por isso Ele fez as Mães. Descendente prometido da mulher, Jesus Cristo nos ensinou o canto definitivo de sua glorificação. A civilização dos tempos atuais cuida de completar essa obra redentora, dando-Lhe significado também de Mãe dos desvalidos, dos desamparados, dos esquecidos e abandonados, dos excluídos e desprezados, dos invisíveis sociais. Passando a ideia de que a circularidade desse conceito acompanha a própria história da humanidade. É bem isso que nos diferencia, pois a carga genética que recebemos na corrente maravilhosa da evolução, nos vem preponderantemente Dela, nossa Mãe, com o signo de valores morais que já nos são introjectados pela nossa condição humana. Apenas os humanos os possuem, não os outros animais. Estes podem se preocupar com sua prole, destinando-lhe sustento e garantindo-lhe subsistência, defendendo-a e protegendo-a, entretanto, jamais lhe legarão, porque eles próprios são deles despidos, substratos éticos que nos permitem decidir entre o bem e o mal. E isso nos basta para sinalizar em direção à magnitude do que de melhor nos transferiu, a dignidade humana.

Mas, a mulher é muito mais que mãe, seu maior valor não se prende apenas a essa nobre dádiva de sua natureza, projeta-se muito mais na articulação de um mundo humanizado por sua fina sensibilidade que, nas palavras de Cora Coralina, faz a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores, pois em Ti está presente a humanidade.

A homenagem desta efeméride, pelo drama que vivemos da guerra cruel e da violência desmedida que ainda persiste e queima o tecido social com o lancinante fogo da discriminação e do preconceito, desloca-se um pouco da ambiência festiva própria da ocasião e nos aproxima de sentimentos de solidariedade e empatia pelo próximo, com contritas preces voltadas à permanente descoberta de nossa cura interior no processo de transformação do ego em alteridade, de relações de verticalidade em de horizontalidade,sempre inspirados na formação que nos proporcionou o regaço materno.

Mas, hoje, em especial, vamos nos dar as mãos mais do que nunca e celebrar o presente dos céus que tivemos e que ocupa lugar de destaque em nossos corações. Falo daquelas abnegadas que se sacrificam por valores que acrescentaram e acrescentarão degraus no processo civilizatório, sempre ligados a uma condição feminina, seja de mãe, de líder, de revolucionária, de simplesmente mulher. Como seria bom se fossem eternas aquelas que passaram por nossas vidas. Honrá-Las deve ir muito mais adiante do que abraçá-Las com o coração nesse dia, do que apenas respeitá-Las, mas agora, mais do que nunca, reconhecer e efetivar Seus direitos, cercá-Las de solicitude, acompanhá-Las com carinho e desvelo pelas trincheiras de novas conquistas e de belos horizontes!!!!

Enfim, que a semente por Ela plantada ao longo do caminho de sua emancipação social possa ser santificada pelo ideal de uma causa inspirada em Sua luta e que nos transcende, abrindo nossos olhos e ouvidos, fortalecendo nossas mãos para acender a chama que consumirá o enredo dessa história, evolando-se da região de nossas mais profundas emoções, a imortal imagem de sua majestade moral.

Na final desta semana, na permanente morada dos nossos sagrados lares, na antiga vila coracional que nunca se fecha, peçamos por Elas, com nossas almas de joelhos, da Terra de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, que recebam o pouco do muito que generosamente nos oferecem.

 

Fonte: Ministério Público PR

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PGJ defende cooperação internacional permanente para enfrentar o crime organizado transnacional

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O Procurador-Geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, participou nesta quinta-feira, 23 de julho, da Conferenza di Consenso – Para Além das Fronteiras do Crime: A Experiência de Brasil e Itália por uma Aliança de Valores contra as Máfias Transnacionais, realizada na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo. O encontro reuniu autoridades brasileiras e italianas para discutir estratégias conjuntas de prevenção e repressão às organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

O PGJ integrou a mesa de abertura do evento ao lado do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, ex-Ministro das Relações Exteriores e ex-Juiz da Corte Internacional de Justiça Francisco Rezek; do Ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva; do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Sérgio de Oliveira e Costa; do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; do responsável pelos Programas de Justiça e Segurança do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália e Diretor-djunto do El Paccto 2.0, Giovanni Tartaglia Polcini; da Vice-Secretária-Geral e Secretária Técnico-Científica da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA), Tatiana Ribeiro Viana; e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e Conselheiro da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM-USP), Lincoln Gakiya.

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Posição estratégica – Em sua apresentação, Zanicotti destacou as profundas transformações do crime organizado nos últimos anos e a necessidade de as instituições evoluírem na mesma velocidade para enfrentá-lo. Segundo ele, as facções criminosas ampliaram sua atuação internacional, operam em rede, movimentam recursos em diferentes países, exploram brechas regulatórias, utilizam tecnologias cada vez mais sofisticadas e buscam infiltrar-se na economia formal e nas estruturas públicas.

O PGJ também chamou atenção para a posição estratégica do Paraná nesse cenário. Com a tríplice fronteira e o Porto de Paranaguá — principal porto graneleiro da América Latina —, o Estado ocupa posição sensível nas rotas utilizadas pelo crime organizado, o que exige investimentos permanentes em inteligência, tecnologia e integração entre as instituições.

Modelo permanente e descapitalização – Durante a conferência, Zanicotti defendeu que a cooperação internacional deixe de ocorrer apenas de forma pontual e passe a constituir um modelo permanente de atuação, baseado no compartilhamento de inteligência, na interoperabilidade entre bases de dados, em investigações financeiras coordenadas e na recuperação internacional de ativos ilícitos. Para ele, acordos de cooperação somente produzem resultados quando se traduzem em ações contínuas entre as instituições.

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Outro ponto enfatizado foi a necessidade de concentrar esforços não apenas na responsabilização dos integrantes das organizações criminosas, mas também na descapitalização dessas estruturas. O Procurador-Geral defendeu estratégias voltadas ao rastreamento do fluxo financeiro do crime, ao confisco de bens e ao combate à infiltração das facções na economia legal, além da atuação integrada entre Ministério Público, Poder Judiciário, forças policiais, órgãos de inteligência e administrações tributárias.

Investimentos – Ao apresentar iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público do Paraná, Zanicotti destacou os investimentos em inteligência artificial, ciência de dados, integração de bases de informações e fortalecimento das investigações patrimoniais. Também citou operações conduzidas pelo Gaeco e o trabalho desenvolvido em cooperação com outros órgãos públicos no combate às organizações criminosas e na recuperação de ativos.

Encerrando sua participação, o Procurador-Geral afirmou que o avanço das organizações criminosas exige respostas igualmente articuladas, fortalecendo a cooperação institucional com parceiros nacionais e internacionais. Segundo ele, a proteção da sociedade, da economia legal e do Estado de Direito depende de uma atuação integrada, permanente e baseada no compartilhamento de conhecimento e de inteligência.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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