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Zona Sul de São Paulo recebe incentivo ao turismo rural com até R$ 30 mil por projeto

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A Prefeitura de São Paulo lançou a segunda edição do Programa Semeando Negócios, iniciativa que oferece até R$ 30 mil em equipamentos e serviços para empreendedores rurais da Zona Sul da cidade. As inscrições para novos projetos estão abertas até 6 de abril de 2026.

O programa selecionará 30 projetos localizados nos distritos de Parelheiros, Marsilac e Grajaú/Ilha do Bororé, que fazem parte do Polo de Ecoturismo da capital, e também nas aldeias da Terra Indígena Tenondé Porã.

Incentivo transforma atividades rurais em negócios sustentáveis

O Semeando Negócios tem como objetivo estruturar atividades rurais tradicionais como empreendimentos rentáveis e oferecer experiências para visitantes. Entre as atividades contempladas estão:

  • Passeios a cavalo
  • Colheita de verduras na horta
  • Degustação de geleias e queijos artesanais
  • Produção de mel de abelhas sem ferrão

Essas experiências são acessíveis a moradores e turistas e se tornam fonte de renda adicional para os produtores locais.

Benefícios do programa e quem pode participar

Cada projeto selecionado recebe:

  • Até R$ 30 mil em equipamentos e serviços
  • Capacitação e acompanhamento técnico por seis meses
  • Suporte em gestão, produção, comercialização e estrutura para visitação
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Podem participar produtores familiares, associações, cooperativas, agroindústrias e iniciativas de visitação em aldeias indígenas. A aceleração dos projetos segue até novembro de 2026.

Resultados da primeira edição

A edição de 2025 do programa trouxe resultados concretos na região:

  • Recanto Magini investiu na produção de alimentos com frutas nativas da Mata Atlântica
  • Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra
  • Meliponário Mondury estruturou a produção de mel de abelhas sem ferrão

Os produtos agora fazem parte das experiências oferecidas aos visitantes, fortalecendo o turismo rural sustentável na capital paulista.

Inscrições e contato

O programa é executado pela ADE SAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento) em parceria com a Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI).

As inscrições podem ser feitas pelo site: semeandonegocios.com.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 93484-5363.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita Federal gera insegurança tributária para pecuaristas com operações no Uruguai e aumenta temor de bitributação

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A publicação da Solução de Consulta Cosit nº 83/2026 acendeu um alerta entre produtores rurais brasileiros com operações pecuárias no Uruguai. O novo entendimento da Receita Federal sobre a Convenção Brasil–Uruguai para Evitar a Dupla Tributação criou um cenário de incerteza jurídica ao deixar sem definição clara o enquadramento tributário da pecuária extensiva no tratado internacional.

Especialistas avaliam que a interpretação adotada pela Receita pode ampliar o risco de bitributação para produtores que já recolhem impostos no Uruguai, além de elevar a complexidade fiscal das operações agropecuárias entre os dois países.

A Convenção Brasil–Uruguai, internalizada no Brasil pelo Decreto nº 11.747/2023, foi criada justamente para evitar que um mesmo rendimento fosse tributado simultaneamente nos dois países, além de oferecer previsibilidade tributária a investidores e produtores rurais com atuação internacional.

No entanto, a nova interpretação da Receita Federal passou a restringir o alcance do Artigo 6 da Convenção, que trata dos rendimentos provenientes de bens imóveis.

Receita reconhece agricultura, mas deixa pecuária em “zona cinzenta”

Segundo o entendimento apresentado na SC Cosit nº 83/2026, apenas atividades agrícolas e florestais foram reconhecidas como rendimentos diretamente vinculados ao uso do imóvel rural.

A pecuária extensiva, principal modelo de produção uruguaio, ficou fora desse enquadramento — exceto em casos em que a atividade seja considerada acessória à agricultura.

Para especialistas do setor, a interpretação não reflete a realidade operacional da pecuária no Uruguai, onde a utilização da terra e das pastagens naturais é elemento central da atividade produtiva.

“A Receita adotou uma leitura muito estreita. Na pecuária extensiva, o uso do solo é parte essencial da atividade. Ignorar essa relação direta entre pastagem e produção cria insegurança para quem trabalha exclusivamente com gado”, afirma Leandro Genaro, advogado tributarista do Santos Neto Advogados.

Mudança pode elevar carga tributária dos produtores

Com a ausência de enquadramento claro no Artigo 6 da Convenção, a pecuária pode passar a ser tratada como lucro empresarial, conforme previsto no Artigo 7 do tratado internacional.

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Na prática, isso altera completamente a forma de tributação dos rendimentos obtidos no Uruguai e modifica os critérios de compensação dos impostos pagos no exterior.

Segundo especialistas, essa mudança pode resultar em aumento da carga tributária para produtores brasileiros que mantêm operações pecuárias no país vizinho.

“Se a pecuária for deslocada para o Artigo 7, o produtor passa a lidar com regras diferentes para apuração do lucro e aproveitamento do crédito tributário. Isso pode gerar distorções relevantes”, explica Genaro.

Crédito tributário vira ponto crítico nas operações internacionais

Outro fator de preocupação é o mecanismo de compensação tributária previsto no Artigo 25 da Convenção, utilizado para evitar a bitributação entre Brasil e Uruguai.

O sistema exige documentação detalhada, alinhamento entre períodos fiscais dos dois países e comprovação rigorosa dos tributos recolhidos no exterior.

Qualquer inconsistência documental pode resultar na glosa do crédito tributário pela Receita Federal, ampliando o risco de dupla tributação sobre a mesma renda.

Para especialistas, a nova interpretação aumenta significativamente a necessidade de controle fiscal nas operações agropecuárias internacionais.

“O produtor terá de detalhar muito mais suas operações. A tendência é que a Receita exija comprovação minuciosa da ligação entre a atividade pecuária e o uso do imóvel rural. Sem isso, o risco de autuação cresce consideravelmente”, alerta o advogado.

Setor pecuário cobra definição mais clara da Receita Federal

A avaliação de especialistas é que a Solução de Consulta não encerra o debate jurídico — ao contrário, abre novas dúvidas sobre o tratamento tributário da pecuária brasileira no Uruguai.

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Produtores rurais e assessorias tributárias aguardam novos posicionamentos da Receita Federal para reduzir a insegurança jurídica e trazer maior previsibilidade às operações internacionais do setor.

“O entendimento atual deixa lacunas importantes. Quem atua exclusivamente com pecuária continua sem orientação clara sobre como seus rendimentos serão tratados no Brasil”, afirma Genaro.

A preocupação ganha relevância diante do crescimento dos investimentos brasileiros na pecuária uruguaia nos últimos anos, impulsionados pela segurança sanitária, disponibilidade de terras e integração comercial entre os dois países.

Enquanto não houver definição mais objetiva sobre o enquadramento tributário da atividade, produtores seguem expostos a riscos fiscais, aumento de custos e possíveis disputas tributárias envolvendo operações internacionais no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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