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Wellington César Lima e Silva toma posse no MJSP e defende atuação integrada de combate ao crime organizado

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Brasília, 15/01/2026 – Wellington César Lima e Silva tomou posse, nesta quinta-feira (15), como ministro da Justiça e Segurança Pública, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. A nomeação foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (13), após a saída do ministro Ricardo Lewandowski.

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Brasil vive um momento histórico no enfrentamento à corrupção e ao crime organizado, ressaltando que o Estado brasileiro reúne, atualmente, condições institucionais inéditas para avançar no combate a essas práticas. Segundo o presidente, a atuação integrada dos órgãos públicos tem ampliado a capacidade de resposta do país frente às organizações criminosas, reforçando o papel da União na coordenação das políticas de segurança pública.

Para o presidente Lula, o fortalecimento das instituições e a aprovação de medidas estruturantes, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, são fundamentais para definir com maior clareza o papel da União no apoio aos estados. “Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado. Nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar no andar de cima da corrupção e do crime organizado nesse país como agora, nesse exato momento”, afirmou.

Ao assumir o comando do ministério, o ministro Wellington César Lima e Silva destacou que o enfrentamento ao crime organizado foi elevado ao patamar de ação de Estado e exige atuação coordenada e permanente entre diferentes instituições públicas. Segundo o ministro, a complexidade do fenômeno ultrapassa a esfera exclusiva do Poder Executivo e demanda engajamento de todo o sistema de justiça.

“Ações isoladas, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar estruturas criminosas complexas e financeiramente organizadas. O combate ao crime organizado não é tarefa apenas de governo, mas de Estado, e exige a participação do Ministério Público, do Poder Judiciário e de todos os órgãos que integram o Executivo, em uma coordenação à altura do desafio”, disse.

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Para Lima e Silva, a efetividade das políticas públicas depende da integração entre inteligência, fortalecimento institucional, cooperação federativa e uso eficiente dos recursos públicos. “O compromisso que o Poder Judiciário tem de estar sensível ao sentido de urgência que a situação reclama também é imperativo”, afirmou.

Ao transmitir o cargo, o ministro Ricardo Lewandowski ressaltou que a posse de Wellington César Lima e Silva representa continuidade institucional e fortalecimento da atuação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo ele, o novo ministro reúne experiência e compromisso com o Estado brasileiro. “O senhor escolheu o homem certo, no lugar certo, no momento certo. O ministro Wellington é um servidor de Estado, um homem de Estado, com trajetória sólida e profunda compreensão do funcionamento da máquina pública”, afirmou Lewandowski.

Lewandowski destacou ainda que a gestão que se encerra buscou assegurar que a política de segurança pública fosse conduzida dentro dos limites constitucionais e com respeito aos direitos e garantias fundamentais. Para ele, esse compromisso permanece como um dos principais desafios e responsabilidades da nova gestão à frente da pasta.

Atuação conjunta como eixo estratégico

Durante fala com a imprensa, Wellington César Lima e Silva reforçou que órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Banco Central já vêm desempenhando papel relevante no enfrentamento a diferentes segmentos do crime organizado, mas enfatizou que o avanço das ações depende da sinergia com o Ministério Público e da sensibilidade do Poder Judiciário quanto à urgência do tema.

Segundo o ministro, somente com esse alinhamento institucional será possível maximizar a eficácia das iniciativas e produzir resultados duradouros. Ele acrescentou também que o combate ao crime organizado deve ser compreendido como uma tarefa de longo prazo, com impactos diretos para as atuais e futuras gerações.

Perfil

Natural de Salvador (BA), Wellington César Lima e Silva, de 60 anos, construiu carreira consolidada no campo do direito público e penal. É graduado em Direito, mestre em Ciências Criminais pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), no Rio de Janeiro (RJ), e doutor em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, na Espanha. Também atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação.

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Ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991 e, ao longo de mais de duas décadas, exerceu funções de destaque na instituição, chegando ao cargo de procurador-geral de Justiça do estado entre 2010 e 2014. No período, liderou iniciativas voltadas ao fortalecimento da atuação institucional e à integração com as forças de segurança pública e demais órgãos do sistema de justiça.

Entre as iniciativas conduzidas durante sua gestão está a criação do Comitê Interinstitucional de Segurança Pública (CISP), colegiado voltado à articulação entre diferentes instituições, com foco no aprimoramento da efetividade das políticas de segurança e de defesa social.

Em 2016, Lima e Silva ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo da então presidente Dilma Rousseff, experiência que ampliou sua atuação no comando da pasta e no relacionamento com os órgãos vinculados ao ministério. Posteriormente, continuou exercendo funções estratégicas na administração pública federal.

Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República. Em julho de 2024, foi indicado para comandar a Advocacia-Geral da Petrobras, onde liderou o departamento jurídico da companhia, fortalecendo os mecanismos de governança corporativa e de conformidade regulatória.

Ao assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva sucede o ministro Ricardo Lewandowski. Durante o período de transição, a pasta foi conduzida interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, garantindo a continuidade administrativa até a posse do novo titular.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado

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Brasília, 12/6/2026
– O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.

A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.

Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.

Governança permanente

A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.

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Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.

A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.

Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

Reunião no MJSP
Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil

Resultados reforçam papel das forças federais

O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.

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A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.

Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.

As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.

A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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