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Vitácea Brasil e Grupo Hijuelas Criam Nova Empresa para Ampliar Genética Avançada na Fruticultura Brasileira

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O Grupo Vitácea Brasil e o Grupo Hijuelas, multinacional chilena especializada em material vegetal de alta performance, anunciaram a criação da Vitácea-Hijuelas, nova empresa formada com capital igualitário de 50% para cada sócio. A iniciativa busca fortalecer a competitividade do Brasil no mercado de frutas de alto valor agregado, ampliando o acesso a genética avançada, biotecnologia e tecnologias modernas de produção de mudas.

Expansão da produção de mudas de alta qualidade

Segundo Murillo Albuquerque Regina, diretor-fundador do Grupo Vitácea Brasil, a nova empresa vai produzir mudas frutíferas em todo o território brasileiro, com exceção das uvas, que continuarão a ser produzidas exclusivamente pela Vitácea Brasil. “A união combina a capilaridade nacional e a experiência técnica da Vitácea com a presença global e a capacidade de pesquisa do Grupo Hijuelas, ampliando o acesso dos produtores a variedades superiores de berries, frutas de caroço e outras espécies tropicais e subtropicais”, explica Murillo.

O projeto prevê investimento inicial de cerca de R$ 15 milhões, voltado à infraestrutura tecnológica, incluindo laboratórios de micropropagação, unidades de multiplicação genética e expansão de campos de matrizes. Na primeira fase operacional, a expectativa é produzir mais de 5 milhões de mudas licenciadas já no primeiro ano, com potencial de expansão para 20 a 25 milhões de mudas anuais nas etapas seguintes.

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Fortalecimento da fruticultura brasileira

A parceria chega em um momento de expansão do setor. O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial de frutas, com produção anual superior a 55 milhões de toneladas e valor bruto de mais de R$ 70 bilhões. O mercado nacional de frutas frescas e processadas apresenta crescimento consistente, impulsionado pelo consumo interno e pelas exportações, que já superam US$ 1,3 bilhão por ano.

Murillo destaca que a iniciativa cria “uma ponte entre pesquisa, inovação e setor produtivo, permitindo que produtores brasileiros tenham acesso a genética internacional de alto desempenho e tecnologias avançadas de manejo, acelerando a modernização da fruticultura e ampliando a presença em cadeias globais de frutas premium”.

Nova etapa para a fruticultura nacional

Com a aliança, as empresas planejam transformar o Brasil em polo estratégico de genética e produção de mudas de alta qualidade na América Latina. A integração de equipes técnicas, laboratórios e programas de pesquisa deve ampliar a oferta de variedades adaptadas às condições tropicais, subtropicais e temperadas do país.

Além de beneficiar produtores de diferentes portes, o projeto fortalece a presença do Brasil em nichos de alto valor agregado, como berries especiais e frutas voltadas ao mercado premium e à exportação. “A parceria amplia o acesso do produtor à genética internacional de ponta e a tecnologias modernas de propagação de mudas, aumentando produtividade, qualidade e competitividade da fruticultura nacional”, conclui Murillo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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