Paraná
Violência contra a mulher: Estado mobiliza municípios para a 4ª Caminhada do Meio-Dia
Faltando pouco mais de um mês para a 4ª Caminhada do Meio-Dia, o Governo do Paraná já iniciou a mobilização de municípios e instituições para ampliar a participação na ação estadual de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. Promovida pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), a caminhada acontecerá em 22 de julho, simultaneamente em diversas cidades paranaenses, como parte da campanha Paraná Unido no Combate ao Feminicídio.
A mobilização tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a violência contra as mulheres, fortalecer a rede de proteção e ampliar o engajamento da população na prevenção e no enfrentamento ao feminicídio.
Neste ano, a Semipi intensificou a articulação com os municípios para ampliar a adesão ao movimento. Durante os meses de junho e julho, a secretaria tem promove reuniões e ações de mobilização com prefeitas e prefeitos, primeiras-damas, gestoras municipais, lideranças religiosas, profissionais da comunicação, conselhos de direitos e representantes da sociedade civil organizada. A iniciativa busca fortalecer o alcance da campanha e garantir uma participação ainda maior em todas as regiões do Estado.
A mobilização conta com o apoio de instituições públicas, entidades da sociedade civil e diversos segmentos da comunidade paranaense. A proposta é reforçar o compromisso coletivo com a prevenção da violência de gênero e a construção de uma cultura de respeito e valorização da vida das mulheres.
De acordo com a secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, a Caminhada do Meio-Dia representa um momento de união e responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.
“A Caminhada do Meio-Dia é um convite para que toda a sociedade se una no enfrentamento à violência contra as mulheres. Cada participante reforça a mensagem de que o feminicídio não pode ser naturalizado e de que a prevenção depende do envolvimento de todos. Nosso objetivo é sensibilizar a população, fortalecer a rede de proteção e promover uma cultura de respeito, igualdade e valorização da vida das mulheres”, afirma.
Nas edições anteriores, a Caminhada do Meio-Dia reuniu milhares de participantes em diferentes regiões do Paraná, consolidando-se como uma das principais manifestações públicas de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado.
Durante o ato, a população é convidada a vestir roupas brancas e participar da caminhada como forma de demonstrar apoio à causa e compromisso com a construção de uma sociedade livre da violência de gênero.
CAMINHADA DO MEIO-DIA – A Caminhada do Meio-Dia é uma mobilização estadual realizada anualmente no Paraná como parte da campanha Paraná Unido no Combate ao Feminicídio. A iniciativa reúne órgãos públicos, instituições, entidades da sociedade civil e a população em geral em um ato coletivo de conscientização sobre a gravidade do feminicídio e das demais formas de violência contra as mulheres.
DIA ESTADUAL – A mobilização marca o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, instituído em memória da advogada Tatiane Spitzner, vítima de feminicídio em 2018, em Guarapuava. Neste ano, a expectativa é ampliar a participação de municípios, instituições públicas, organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias em uma demonstração coletiva de repúdio à violência de gênero.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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