Curitiba
Vigilância sanitária irá fiscalizar uso de máscaras no Paraná
A fiscalização do uso de máscaras no Paraná será de responsabilidade das vigilâncias sanitárias estadual e municipais, após sanção do governador do estado, Ratinho Júnior, nesta segunda-feira (25).
O decreto prevê a utilização obrigatório de máscaras enquanto durar a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no estado.
O uso de máscara é uma atitude importante, é um cuidado consigo e com os outros. É um equipamento que comprovadamente ajuda a evitar a circulação viral. A ideia da lei é de conscientização das pessoas”, explicou Ratinho Junior.
Os agentes da vigilância sanitária terão o papel de orientar as pessoas que estejam circulando sem as máscaras em espaços públicos e com circulação de pessoas.
Mas em caso de reincidência da não utilização das máscaras a multa a ser aplicada varia de R$ 106,67 a R$ 533,35 para pessoas físicas e R$ 2.133,40 a R$ 10.667,00 para pessoas jurídicas.
Qualquer denúncia contra pessoas físicas ou jurídicas devem ser feitas para a Ouvidoria da Saúde do Estado ou para as vigilâncias sanitárias municipais.
Vale lembrar que estabelecimentos como comércios, indústrias e bancos devem obrigatoriamente fornecer máscaras para seus colaboradores, além de disponibilizar um local para higienização das mãos com água, sabonete líquido e álcool em gel.
“As máscaras fazem parte de uma nova rotina no Estado para enfrentar a pandemia. Temos enfrentado a doença com responsabilidade, planejamento e muito cuidado, orientando a população sobre métodos de prevenção. Essa consciência coletiva nos ajudará a atravessar esse momento”, pontuou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Já um dos autores do projeto na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado e Luiz Claudio Romanelli (PSB), afirmou que também é importante que a população se conscientize sobre a importância dessas medidas de prevenção ao coronavírus.
“Não podemos esquecer que junto ao uso de máscara, temos que reforçar a higiene pessoal, sempre levar as mãos com água e sabão, utilizar o álcool em gel, manter o distanciamento social prudente e o isolamento social necessário”, finalizou Romanelli.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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