Agro
Vigiagro apreende mais de 3 toneladas de produtos irregulares em voos internacionais em Guarulhos
As equipes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptaram mais de 3 toneladas de produtos irregulares em bagagens de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, durante o mês de março. Em um único dia, as apreensões chegaram a 270 quilos.
Fiscalização diária em aeroportos, portos e fronteiras
O trabalho de fiscalização ocorre diariamente em aeroportos, portos e fronteiras secas do país. O objetivo é impedir a entrada de pragas e doenças que possam comprometer a produção agropecuária brasileira.
A entrada de determinados produtos sem autorização do Mapa é proibida, especialmente itens de origem animal e vegetal. Derivados de suínos, como embutidos caseiros, representam risco sanitário, podendo introduzir a peste suína africana — doença sem cura que exige o sacrifício dos animais. Produtos vegetais também podem transportar pragas na ausência de controle fitossanitário adequado.
Principais apreensões em março
No último fim de semana de março, fiscais apreenderam, em bagagens de três passageiros de voos internacionais, itens como:
- Cogumelos
- Grãos
- Camarão e pescado
Embutidos suínos de produção caseira
Em uma das malas, foi encontrado um produto amarelado não identificado, cuja origem não foi informada pelo passageiro.
Apoio de cães farejadores na fiscalização
A operação conta com cães farejadores, treinados para identificar produtos de origem orgânica. No sábado, 28 de março, os animais localizaram embutidos, plantas e frutas na bagagem de um passageiro, reforçando a eficiência da fiscalização.
Proteção da agropecuária brasileira
A ação nas portas de entrada do país é essencial para impedir a introdução de pragas quarentenárias ainda inexistentes no território nacional. Essa vigilância protege a produção agropecuária, garante a segurança alimentar e preserva a saúde dos rebanhos e plantações brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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