Paraná
Viaje Paraná atinge a marca de 30,4 mil capacitados sobre o turismo do Estado
Mais de 30,4 mil pessoas já foram capacitadas, desde de 2024, quando iniciaram as atividades do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR). A ação mais recente, que ajudou a atingir o saldo, aconteceu nesta segunda-feira (11) durante a Expo Fórum de Turismo 60+, em São Paulo (SP).
O evento aborda uma das crescentes demandas do mercado turístico atual, que são os roteiros e produtos voltados para este público, uma parcela considerável da população mundial. Em busca de impactar essa faixa etária, o Viaje Paraná apresentou os potenciais do Estado a cerca de mil agentes de viagens, empresários do setor e público final.
Durante a palestra, o Estado promoveu atrativos e experiências singulares, como o inverno, as vinícolas e o Natal de Curitiba – maior programação natalina gratuita do Brasil. Além da capacitação, o Viaje Paraná possui estande com coexpositores, materiais de divulgação, ativações e gastronomia até o fim do evento, nesta terça (12).
“O Estado sabe a importância que esse público tem no turismo e no fomento ao setor. Ao conhecerem nossos atrativos e serviços, esses viajantes movimentam a economia, rede hoteleira, bares, restaurantes e colocam o Paraná em destaque”, disse o secretário estadual do Turismo, Luciano Bartolomeu.
PÚBLICO 60+ – Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa de vida global já atingiu a marca de 73,5 anos em média. Além disso, o número de idosos dobrou nas últimas três décadas, somando, atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo. No Brasil, segundo Ministério da Saúde, a estimativa é que até 2030 a população 60+ supere em número a faixa de 0 a 14 anos.
Chamado de “Geração Prateada” – em alusão ao grisalho dos cabelos –, o turismo para pessoas 60+ é um segmento que tem conquistado amplo espaço no mercado. Trata-se de uma classe de pessoas que gostam de viajar cada vez mais em busca de novas experiências, por mais tempo e investindo mais dinheiro. Conforme o Ministério do Turismo (MTur), esse público já é responsável por 18 milhões de viagens anuais.
“A melhor idade não está mais presa àqueles roteiros de sempre: são pessoas que gostam de variedade, experiências alternativas e até mesmo de aventura”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná. “Estamos mostrando tudo que o Estado pode oferecer a esse público, porque são turistas que têm mais tempo para viajar, com mais recursos, e que conseguem fazer roteiros em momentos considerados de baixa temporada pelo setor, gerando fluxo o ano inteiro”.
ESPAÇO DE PROMOÇÃO – O estande do Viaje Paraná no evento conta com nove metros quadrados, espaço ideal para networking e divulgação. Estão reunidos cinco coexpositores do setor estadual, entre empresas, agências e destinos, que podem apresentar seus produtos e serviços ao público do evento.
“Já participei muitas vezes ao lado do Viaje Paraná, porque é uma ação que traz resultados à empresa. O público da melhor idade gosta de fazer viagens com mais calma, que é justamente o foco da nossa agência, oferecendo contato com a cultura local, comunidades e gastronomia”, cita Fernanda Auffinger, da Lafuga Viagens.
“Além do Paraná como um todo ter essa visibilidade super importante, estamos promovendo também o nosso destino. O público 60+ adora Foz do Iguaçu por conta do contato direto com a natureza e pela acessibilidade encontrada em nossos atrativos”, disse Marisa Karling, da Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu.
“Estar próximo dos profissionais, sobretudo os que trabalham com o público da melhor idade, é uma oportunidade única para aumentar as taxas de recepção de visitantes nos hotéis e no Estado”, destaca Robson Sanches, da Rede Viale de hotéis.
Além dos coexpositores, selecionados através de Chamamento Público, o espaço do Estado também reúne materiais de divulgação turística, ativações – como fotos com a Kapivara, mascote do Viaje Paraná que faz sucesso entre os visitantes – e sessões gratuitas de preparo e degustação do barreado, prato típico do Litoral e um dos produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica (IG).
BALANÇO – O saldo de 30,4 mil capacitados resulta das grandes convenções, famtours e participação em outros eventos ao redor do Brasil e no Exterior desde o início das atividades do Viaje Paraná, em 2024. Apenas neste ano, já são mais de 8,7 mil brasileiros e estrangeiros que se encantaram com os atrativos e destinos paranaenses.
Fonte: Governo PR
Paraná
Descentralização: Museus Satélites marcam nova era da política cultural no Paraná
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Cultura (SEEC), iniciou um dos movimentos mais estruturantes e históricos da política cultural paranaense: a implantação de oito Museus Satélites em diferentes regiões do Estado. A iniciativa marca, pela primeira vez, a presença permanente de museus estaduais fora da capital, Curitiba, consolidando uma política pública de descentralização inédita no Paraná.
O primeiro satélite já foi instalado em Londrina, com acervo do Museu Paranaense (MUPA). Os próximos serão em Pato Branco, também com acervo do MUPA; em Maringá e Cascavel, com acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR); em Tunas do Paraná e Guarapuava, com acervo do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR); e por fim em Ponta Grossa e Paranaguá, com acervo do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA).
A ação amplia o acesso a um dos maiores acervos culturais do país — com mais de 3 milhões de peças —, até então concentrado na Capital. A partir de 2026, esse patrimônio passa a circular e a se enraizar em diferentes territórios, aproximando-se da população e fortalecendo a relação entre cultura, identidade e pertencimento em todo o Estado.
Mais do que a criação de novos espaços expositivos, os Museus Satélites representam uma mudança de paradigma na gestão cultural pública. O projeto transforma a lógica tradicional de acesso, antes centralizada, em uma dinâmica de circulação, presença e permanência. Na prática, os museus estaduais deixam de ser destinos fixos para se tornarem redes vivas, capazes de dialogar diretamente com as especificidades culturais de cada região.
Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a iniciativa enfatiza o compromisso do Estado com a democratização do acesso à cultura. “Estamos levando um patrimônio que é de todos os paranaenses para mais perto das pessoas. É uma ação que promove a inclusão cultural, valoriza as identidades regionais e garante que a população de diferentes regiões tenha acesso direto à história, à arte e à memória do nosso Estado”, afirma.
DIFUSÃO, FORMAÇÃO, MEDIAÇÃO – A política pública é estruturada como uma rede integrada de extensões permanentes dos principais equipamentos culturais do Estado. Cada unidade funcionará como um ponto ativo de difusão, formação e mediação cultural, com programações rotativas e articulação com os contextos locais, ampliando o alcance e a relevância dos acervos estaduais.
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destaca o caráter estruturante da iniciativa dentro da política cultural do Paraná. “Essa é uma mudança histórica na forma como o Estado se relaciona com a cultura. Todos os nossos museus estavam concentrados em Curitiba, e agora passamos a construir uma presença permanente em diferentes regiões. Não se trata apenas de levar exposições, mas de estabelecer uma política contínua de acesso, formação e diálogo com os territórios”, afirma.
Distribuídos estrategicamente pelo território paranaense, os Museus Satélites estarão presentes em municípios de diferentes regiões, garantindo capilaridade e equidade no acesso à cultura. A iniciativa também fortalece a atuação conjunta entre Estado e municípios, potencializando equipamentos culturais já existentes e promovendo novas dinâmicas de ocupação e uso dos espaços públicos.
“A cultura precisa estar onde as pessoas estão. Com os Museus Satélites, invertemos essa lógica: em vez de o cidadão precisar se deslocar até a Capital, é o Estado que se faz presente nos territórios, promovendo encontros, pertencimento e reconhecimento”, completa a secretária. “Agora podemos afirmar que somos, efetivamente, uma Secretaria de Estado da Cultura, atuando efetivamente em todos os cantos do Paraná”.
“A criação dos Museus Satélites concretiza o compromisso do Governo do Paraná com diretrizes fundamentais da política cultural contemporânea: democratização do acesso, valorização da diversidade, fortalecimento das identidades regionais e interiorização das ações culturais. Trata-se de um investimento estruturante que reposiciona a cultura como vetor estratégico de desenvolvimento social, simbólico e econômico”, define o museólogo Cauê Donato Silva Araújo, coordenador do Sistema Estadual de Museus da SEEC.
Segundo ele, ao colocar em circulação um acervo de valor inestimável e ao estabelecer uma presença institucional contínua em diferentes territórios, o Estado inaugura uma nova fase na relação entre patrimônio e sociedade. “Uma fase em que a cultura não está mais concentrada em um único ponto, mas distribuída, acessível e viva — como um direito de todos os paranaenses”, afirma.
MON PELO PARANÁ – O movimento de descentralização cultural do Estado já vem sendo consolidado por iniciativas do Museu Oscar Niemeyer (MON) para além de sua sede em Curitiba. Em Cascavel, o MON mantém desde 2023 uma presença expositiva contínua com mostras itinerantes realizadas no Complexo Cultural Sefrin Filho, ampliando o acesso do público do Oeste paranaense ao acervo do maior museu de arte da América Latina.
Mais recentemente, o projeto MON sem Paredes avançou para o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, transformando um dos mais emblemáticos patrimônios naturais do Paraná em museu a céu aberto, com obras inéditas integradas à paisagem dos Campos Gerais. A iniciativa, inaugurada em 2026, reforça uma nova concepção de política cultura, que é aquela que rompe os limites físicos dos equipamentos tradicionais e promove o encontro entre arte, território, natureza e população. Essas experiências antecipam e fortalecem a lógica dos Museus Satélites, demonstrando que a presença cultural do Estado já está em expansão concreta por diferentes regiões paranaenses.
POMPIDOU PARANÁ – Além dos Museus Satélites, o Governo do Estado avança também na projeção internacional da sua política cultural com a implantação do Centre Pompidou Paraná, em Foz do Iguaçu — a primeira unidade do Centre Pompidou nas Américas. Oficializada em 2025, a parceria com uma das mais importantes instituições de arte moderna e contemporânea do mundo posiciona o Estado em uma rede global que inclui cidades como Málaga, Bruxelas e Xangai.
Com investimento estimado em cerca de R$ 200 milhões e inauguração prevista para 2027, o projeto prevê um complexo multidisciplinar com exposições internacionais, programação educativa, residências artísticas e atividades culturais diversas.
Implantado em um dos principais destinos turísticos do país, o museu foi concebido como um espaço de arte, educação e experimentação, com arquitetura assinada pelo premiado arquiteto Solano Benítez, que propõe uma construção integrada ao território e à paisagem local. Mais do que um equipamento cultural, o Centre Pompidou Paraná consolida o Estado como plataforma de intercâmbio artístico e cultural em escala global, conectando a produção latino-americana a circuitos internacionais e ampliando o acesso da população a acervos e experiências de relevância mundial.
Saiba mais sobre a programação dos Museus Satélites e agenda de aberturas AQUI .
Fonte: Governo PR
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