Connect with us


Política Nacional

Veneziano celebra ações do governo federal na área de saúde na Paraíba

Publicado em

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) destacou ações do governo federal na área da saúde realizadas na Paraíba. O parlamentar relatou a entrega de 38 unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a 31 municípios.

O senador também mencionou a construção de uma policlínica no Vale do Piancó, com recursos voltados à ampliação do atendimento de média e alta complexidade. Segundo ele, as iniciativas buscam enfrentar a demora no acesso a diagnósticos e tratamentos.

— Somos sabedores desde a sua criação, que se deu por iniciativa do presidente Lula, de quantos milhares e milhares de vidas são salvos por termos o atendimento presto, o atendimento competente, o atendimento na hora de profissionais que se determinam a fazê-lo.

Veneziano defendeu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias envolvendo o Banco Master. O senador afirmou que os fatos precisam ser esclarecidos e que é necessário identificar eventuais responsáveis.

— Eu espero, sinceramente, que a gente possa averiguar, investigar e colaborar com as investigações bem feitas da Polícia Federal. Só não podemos achar como natural, dia a dia, pessoas que são prestativas à máfia do sistema financeiro, que foram prestativas à máfia de uma organização criminosa que tem o Vorcaro à sua frente. É necessário que o Ministério da Justiça tome as devidas precauções. Coloque, se necessário for, uma vigilância diuturna, lado a lado com o Vorcaro, porque esse cidadão vale, para muitos, mais morto do que vivo.

Leia mais:  CDH aprova legendas descritivas para surdos nos cinemas

O senador destacou ainda a importância estratégica da relação entre o Brasil e a República Cooperativa da Guiana, ressaltando o papel de Roraima como principal eixo de conexão entre os dois países. Segundo ele, a extensa fronteira terrestre favorece a integração econômica e amplia oportunidades em setores como agricultura, mineração e comércio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook

Política Nacional

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

Published

on

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

Leia mais:  Especialistas defendem modernização das contas públicas e do Orçamento em evento da OCDE

Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

Leia mais:  Comissão aprova obrigatoriedade de protetores auriculares para alunos autistas em escolas

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262