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Universidades estaduais ampliam número de programas bem avaliados pela Capes

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As universidades estaduais do Paraná conquistaram bons resultados na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O levantamento foi divulgado nesta semana e analisa a qualidade dos programas de pós-graduação stricto sensu em todo o País, referente ao período de 2021 até 2024.

Ao todo, 53 programas das instituições estaduais paranaenses elevaram suas notas, 16 tiveram desempenho considerado de alto padrão internacional, e 146 são considerados bons e muito bons.

O sistema de avaliação é o principal instrumento de aferição da qualidade dos cursos de pós-graduação brasileiros, considerando critérios como produção científica, impacto social, internacionalização e nível de formação dos docentes. Os dados são coletados por meio da Plataforma Sucupira e avaliados por comissões de especialistas e pelo Conselho Técnico-Científico.

A classificação é expressa em notas, numa escala de 1 a 7. Os conceitos 7 e 6 expressam excelência internacional; 5 e 4 são considerados muito bom e bom; 3 é regular; e 2 e 1 implicam no descredenciamento dos cursos.

Os resultados obtidos pelas universidades estaduais do Paraná confirmam a importância do investimento em pesquisa, como explica o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona. “Esse desempenho é fruto de investimentos contínuos em infraestrutura, bolsas, pesquisa e valorização dos nossos docentes e pesquisadores. Além da melhoria das notas neste levantamento, os cursos de mestrado e doutorado têm impacto direto no desenvolvimento social e econômico do Paraná”, afirma.

DESEMPENHO DAS UNIVERSIDADES – A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou o maior número de cursos com o conceito máximo. Os programas de Biotecnologia e Ciências da Saúde conquistaram a nota 7, mesmo conceito dos programas de pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Ciência Animal e Patologia Experimental de Ciência Animal, totalizando cinco programas de excelência internacional, nas áreas de saúde, biotecnologia e exatas.

Dos cursos avaliados da instituição, 11 subiram uma posição e 30 mantiveram o conceito. São 3 cursos com nota 3, 18 programas com nota 4, 13 com conceito 5 e um com nota 6. A universidade soma 49 programas, sendo 42 com sede no câmpus em Londrina e integra outros sete nacionais.

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UEM – Os programas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tiveram um bom desempenho. A instituição passa a ter dois cursos com a nota máxima (7). O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia alcançou a nota 7 e juntou-se ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais nos cursos com maiores conceitos. Dos 52 cursos que aparecem no levantamento, 15 programas aumentaram a nota e 35 mantiveram o conceito. A UEM tem 6 programas com nota 6, 20 com nota 5, 19 com nota 4 e quatro com conceito 3.

UEPG – O Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) conquistou o conceito 6 e passa a figurar entre os cursos de excelência internacional. A instituição conta com 19 programas de pós-graduação avaliados, cinco registraram aumento de nota e 14 mantiveram o conceito anterior. A instituição soma três programas com nota 3, nove com nota 4, seis com nota 5 e um programa com nota 6. 

UNIOESTE – A Universidade Estadual do Oeste do Paraná tem se destacado nas avaliações, frequentemente alcançando notas altas como o conceito máximo no IGC do MEC e notas significativas em programas de pós-graduação, refletindo a qualidade de seus cursos de mestrado e doutorado. Dos 33 programas avaliados no último quadriênio, quatro subiram de conceito. A instituição tem um programa nota 6, 11 cursos com conceito 5, 14 com nota 4 e 7 com conceito 3.

UNICENTRO – A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) teve 18 programas avaliados. Desse total, nenhum sofreu redução de nota na avaliação e quatro programas apresentaram elevação de conceito, com destaque para o Programa de Pós-Graduação em Geografia, que agora ocupa o conceito 5. Atualmente, a instituição conta com um programa recém-aprovado com nota 3, 15 programas com nota 4 e dois programas com nota 5.

UENP – Na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), os programas de Ciência Jurídica e Ensino alcançaram o conceito 5, considerado de excelência em âmbito nacional. Dos cinco programas avaliados, quatro aumentaram a nota e um manteve o conceito. A universidade passa a contar com um programa nota 3, dois programas nota 4 e dois programas nota 5. 

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UNESPAR – Entre os destaques da universidade está o Programa de Pós-Graduação em Formação Docente Interdisciplinar (PPIFOR), que alcançou a nota 5, um marco que reflete o fortalecimento e expansão do programa na Unespar. Também obtiveram avanço significativo os Programas de Pós-Graduação em Educação Matemática, História Pública, Música, Cinema e Artes do Vídeo e Educação Inclusiva, que evoluíram da nota 3 para a nota 4. 

Dos 13 Programas de Pós-Graduação da Unespar, considerando cursos próprios e aqueles ofertados em rede ou associação com outras instituições, nove registraram aumento em suas notas e quatro mantiveram as avaliações anteriores, evidenciando uma evolução qualitativa significativa e reafirmando o compromisso da universidade pública com a excelência acadêmica. Atualmente, a Unespar possui quatro programas com nota 3, sete com nota 4 e dois programas com nota 5. 

COLABORAÇÃO – As universidades estaduais mantêm parcerias com outras instituições para a oferta de programas de pós-graduação em rede, modelo em que os cursos são desenvolvidos de forma conjunta, com compartilhamento do corpo docente e responsabilidades acadêmicas. Essa articulação amplia a oferta de formações e a cobertura territorial da pós-graduação. Atualmente, 14 programas funcionam nessa modalidade, dos quais três registraram aumento de nota na Avaliação Quadrienal da Capes. Desse total, três programas obtiveram nota 5, 10 ficaram com nota 4 e 3 com nota 3.

Os resultados divulgados nessa semana são parciais e pedidos de reconsideração serão aceitos até 11 de fevereiro. A análise será feita de 16 de março a 2 de abril. O resultado final será divulgado em maio.

SISTEMA ESTADUAL DE ENSINO SUPERIOR – Atualmente as sete universidades estaduais do Paraná somam 11.568 estudantes matriculados em 205 cursos de mestrado e 119 cursos de doutorado.

Fonte: Governo PR

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Paraná é o 1º estado a usar Inteligência Artificial do Google no tratamento do câncer

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Uma solução inovadora no combate ao câncer, nunca antes testada no Brasil, foi adotada pelo Governo do Paraná e implantada em dois hospitais de referência. Desde abril, o Hospital do Câncer de Londrina e o Hospital São Vicente, em Guarapuava, utilizam a ferramenta Capricórnio, do cardápio do Google, para acelerar a identificação de terapias oncológicas de forma personalizada. Dois meses depois, os resultados começam a aparecer e podem transformar tratamentos no Estado.

O impacto no atendimento e no diagnóstico é direto. Com a ferramenta, criada pela gigante de tecnologia em parceria com um hospital da Holanda, o médico consegue organizar e relacionar informações do paciente em tempo significativamente menor do que os processos tradicionais de revisão manual da literatura científica. 

Na prática, o profissional cruza as informações obtidas por meio do PubMed com dados do paciente, como histórico clínico, mutações genéticas, testes de sensibilidade a medicamentos e respostas anteriores ao tratamento. Depois, o Capricórnio levanta métricas e indicadores de artigos científicos e apresenta possibilidades terapêuticas personalizadas para aquele caso. 

Segundo o diretor médico do Hospital do Câncer de Londrina, Bruno Henrique Bressanini de Almeida, a pesquisa em bancos de dados durava, em média, uma semana antes da chegada da tecnologia. Essa análise precisava ser feita nos intervalos dos atendimentos ambulatoriais. Hoje, esse tempo caiu para apenas uma hora.

“Conseguimos filtrar estudos de uma certa mutação, selecionando apenas aqueles de um estágio específico da doença, combinando com as características clínicas do paciente. Tudo isso de uma vez”, detalhou. “A ferramenta atua como apoio à decisão clínica, auxiliando na pesquisa científica ágil e precisa”, complementa o diretor.

Depois do levantamento científico, os profissionais envolvidos no cuidado, do manejo clínico até a radioterapia e fisioterapia, se reúnem para tomar uma decisão. É por meio dessa discussão que as condutas são definidas. Até agora, o balanço da experiência é unânime: o processo ganhou assertividade, celeridade e personalização.

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“Com os resultados obtidos pela ferramenta, diminuímos o tempo de internação e as chances de complicações, pois fornecemos uma medicina personalizada com base em dados científicos sólidos”, explicou o chefe da Oncologia Clínica do hospital da região Norte, Everton Germano Araújo Melo.

Um dos casos debatidos pela equipe multidisciplinar com o suporte da IA foi o de Ana Beatriz Carvalho, de 42 anos. Há três anos ela acompanha um tumor com origem nas células do sistema neuroendócrino. Recentemente, três pequenas lesões foram localizadas no fígado da paciente.

Munidos de literatura médica específica para o perfil dela, os médicos decidiram manter a terapia principal (injeções mensais que controlam o crescimento do tumor) e optaram por remover as novas lesões. Segundo Germano, a decisão foi fundamentada em evidências científicas que demonstram a eficácia dessa abordagem combinada. “A utilização de ferramentas de IA no processo de discussão representa um avanço metodológico que potencializa a medicina baseada em evidências, otimizando a qualidade e a eficiência das decisões terapêuticas em oncologia”, disse.

Para o paciente, o avanço tecnológico é importante por oferecer sobrevida e esperança. “Para mim, a gente tem que juntar a tecnologia com o conhecimento clínico dos médicos. Eu sou a favor da soma de novas tecnologias e novas medicações com os anos de estudo dos profissionais da saúde. Isso se transforma em qualidade de vida, não só para mim, mas para todos os pacientes oncológicos, que é pelo que mais lutamos: mais sobrevida”, detalhou Ana Beatriz.

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NOVA ROTA DE TRATAMENTO – Em Guarapuava, no Centro-Sul, um estudo de caso chamou a atenção, de um paciente atendido há mais de um ano no Hospital de Caridade de São Vicente. Com um câncer de origem desconhecida, o caso desafiou a equipe médica desde o início, porque foram encontradas metástases nos linfonodos, ossos e pleura. 

O oncologista Nelson Morozini explica que a plataforma do projeto Capricórnio foi fundamental para a tomada de decisão médica, tanto no cruzamento de dados moleculares como da otimização do suporte e manejo de complicações no Sistema Único de Saúde (SUS). 

“A ferramenta identificou que esse padrão atípico frequentemente está associado à instabilidade genômica, o que acendeu o alerta para solicitar um painel genético focado. Se confirmado, isso abre as portas para o uso de imunoterapia no futuro”, explicou o oncologista Nelson Morozini. Para ele, a IA funciona como um segundo cérebro da reunião multidisciplinar. “Ela não substitui o médico, mas acelera o acesso a dados científicos complexos, garantindo que um paciente com um tumor raríssimo no SUS receba uma conduta altamente personalizada, comparável aos melhores centros privados do mundo”, afirmou.

A Oncologia é uma das áreas que evoluem mais rapidamente na medicina. Por meio do Capricórnio, os profissionais de saúde têm acesso às atualizações em todo o mundo. Essas informações são fundamentais para reduzir o intervalo entre a descoberta científica e o tratamento oferecido à população.

A escolha dos dois hospitais paranaenses ocorreu pelo histórico de referência na área, pela integração ao Sistema Único de Saúde (SUS) e pela oportunidade de ampliar o acesso ao atendimento de qualidade no Interior, fortalecendo a descentralização da saúde no Estado.

Paraná é o primeiro estado do Brasil a usar IA da Google para ajudar médicos no tratamento do câncer

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

PROJETO CAPRICÓRNIO – Desenvolvido em parceria com o Princess Máxima Center, situado na Holanda e considerado o maior centro de Oncologia Pediátrica da Europa, o Carpicórnio otimiza a pesquisa clínica ao reunir dados do PubMed – banco de dados global mantido pela Biblioteca Nacional de Medicina do National Institutes of Health, principal agência do governo dos EUA responsável por pesquisas biomédicas e de saúde pública – que contém mais de 35 milhões de artigos biomédicos e cresce de 1,5 milhão a 1,7 milhão de novos artigos biomédicos publicados por ano.

Todos os arquivos são disponibilizados no BigQuery, plataforma de armazenamento e gerenciamento de dados do Google Cloud, onde, através de busca vetorial, os médicos conseguem realizar pesquisas de maneira semântica, indo além do cruzamento de palavras-chave exatas. Na prática, a ferramenta processa em minutos uma extensa literatura e cruza aos dados individualizados e anonimizados do paciente.

O objetivo do Capricórnio é impulsionar tratamentos personalizados, aprimorando a capacidade preditiva de sucesso de cada protocolo. A especialista em Inovação e Saúde Digital para o Brasil no Google Cloud, Priscila Cruzatti, reforça que a decisão final do tratamento continua sendo do médico. A plataforma atua como um suporte estratégico. 

“O Capricórnio é um exemplo claro de como a Inteligência Artificial pode transformar a relação do médico com a evidência científica. O que estabelecemos no Paraná é um modelo eficaz e que pode ser facilmente replicado em outras práticas clínicas, como neurologia e saúde da mulher. Queremos garantir que profissionais de saúde em qualquer especialidade tenham acesso rápido e preciso ao conhecimento científico global para tomar decisões baseadas em dados”, afirma.

PIONEIRISMO  A adoção da tecnologia posiciona o Paraná em uma área estratégica de convergência entre inteligência artificial generativa, medicina de precisão e dados clínicos. A implantação do Capricórnio integra uma agenda ampla de transformação digital do Estado voltada à aplicação de soluções de inteligência artificial em serviços públicos.

O projeto integra o programa Transforma IA, que abriga uma série de soluções de inteligência artificial que o Governo tem implementado para modernizar a gestão pública e melhorar os serviços oferecidos à população. A iniciativa prevê investimentos em projetos voltados a áreas como segurança pública, habitação, agricultura e educação.

Conforme o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, a ideia é expandir a tecnologia para outras unidades hospitalares do Paraná. “Estamos falando de combate ao câncer e a IA está nos dando esse instrumento. O projeto foi incubado e naturalmente os resultados começaram a sair. Junto com a Secretaria da Saúde, vamos estabelecer os critérios para ampliar a usabilidade da plataforma”, detalhou. 

Na área da saúde, a utilização de inteligência artificial envolve protocolos rigorosos de governança, proteção de dados pessoais, rastreabilidade e supervisão médica. A ferramenta utiliza apenas informações anonimizadas, seguindo diretrizes de segurança e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Os modelos de projetos são disponibilizados ao Estado por meio do contrato da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) com a Celepar. A SEIA é responsável pela gestão e implantação de serviços de Inteligência Artificial na administração pública, conforme a Lei nº 22.324/2025. A Celepar, por sua vez, mantém contrato com a Google para o fornecimento das soluções tecnológicas utilizadas nos projetos.

Fonte: Governo PR

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