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Líder do Governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal em investigação sobre o Banco Master

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) uma nova etapa da Operação Compliance Zero, investigação que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da ação está o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que teve mandado de busca e apreensão cumprido pelos agentes federais.

A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil e posteriormente confirmada à agência Reuters por uma fonte com conhecimento direto da operação. Até o momento, os detalhes sobre o conteúdo das buscas e a eventual relação do senador com os fatos investigados não foram oficialmente divulgados pelas autoridades.

Operação Compliance Zero

A nova fase da Operação Compliance Zero amplia as investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas ao Banco Master. O inquérito busca esclarecer possíveis práticas irregulares e identificar eventuais responsabilidades de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.

Segundo fontes ligadas à investigação, os mandados foram autorizados pela Justiça com o objetivo de reunir documentos, registros eletrônicos e outras provas consideradas relevantes para o andamento das apurações.

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Repercussão política

A inclusão do nome de Jaques Wagner entre os alvos da operação gera forte repercussão no cenário político nacional. O senador é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e ocupa posição estratégica na articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

Até a publicação desta matéria, nem o parlamentar nem sua assessoria haviam se manifestado oficialmente sobre a operação.

Investigações seguem em andamento

A Polícia Federal também não divulgou detalhes adicionais sobre os desdobramentos da ação. Como o processo tramita sob investigação, novas informações poderão surgir à medida que as apurações avancem.

O caso passa a ser acompanhado de perto por agentes políticos e pelo mercado, devido à relevância institucional do senador e à dimensão das investigações envolvendo o Banco Master.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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