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Universidades estaduais abrem concursos e testes para contratar novos professores

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As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro) e do Paraná (Unespar) publicaram editais para contratação de professores e agentes universitários. São 39 vagas em concurso público e outras 184 opções em testes seletivos para professores com contrato temporário. Também há vagas para agentes universitários em contrato temporário para advogado, tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e técnico administrativo.

A Unespar está com inscrições abertas para contratação de 141 professores do ensino superior temporários, para os câmpus de Apucarana, Campo Mourão, Curitiba I, Curitiba II, Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória. O prazo de inscrições segue até 14 de setembro e o valor da taxa é R$ 120,00. A solicitação de isenção deve ser feita no ato do preenchimento da ficha de inscrição no sistema, até está segunda-feira (4), seguindo as orientações do edital.

Os salários variam entre R$ 1.803,75 e R$ 9.383,94, a depender da qualificação do professor e da carga horária definida para o contrato. A seleção será por meio de prova escrita, prova didática e prova de títulos. A escrita ocorrerá no câmpus correspondente à vaga pleiteada, conforme data e endereço estipulados em edital publicado a partir de 6 de outubro. A prova didática será a partir de 16 de novembro. A publicação resultado preliminar está prevista a partir de 5 de dezembro.

A UEPG publicou edital com seis vagas para professor colaborador. As inscrições iniciam no dia 4 e encerram em 12 de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 150,00 e os interessados podem solicitar isenção nos dias 4 e 5 de setembro. O processo seletivo é composto por três etapas: prova escrita (presencial), prova didática com arguição (remota) e avaliação de títulos. A escrita será em 24 de setembro, mesma data em que ocorrerão os sorteios dos temas para a prova didática.

Os candidatos poderão se inscrever em mais de uma área de conhecimento, mas no momento da primeira etapa de provas terão que optar por apenas uma área. A remuneração varia entre R$ 1.803,76 e R$ 9.383,94, de acordo com a titulação e a carga horária do contrato. O processo seletivo simplificado tem validade de um ano, a contar da data de publicação do ato de homologação do resultado no Diário Oficial do Estado, e pode ser prorrogado uma vez, pelo mesmo período.

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Na Unicentro, o teste seletivo conta com 37 vagas para professores temporários para os câmpus de Guarapuava e Irati. O prazo de inscrição encerra nesta segunda-feira (4). A taxa é de R$ 108,00. São 31 vagas para Guarapuava e seis para Irati nas seguintes áreas: Medicina, Psicologia, Educação Especial, Surdez, Libras, Enfermagem, Fonoaudiologia e Letras. A remuneração varia entre R$ 1.082,25 e R$ 9.383,94, a depender da carga horária dos contratos (entre 12h e 40h) e da titulação do aprovado.

A avaliação será por meio de prova didática, de caráter eliminatório, e de prova de títulos (classificatória). As datas e os horários para avaliação serão publicados no edital de homologação e convocação para a prova didática, a ser expedido pela Diretoria de Concursos e Avaliação, em 13 de setembro de 2023. O resultado sai até 3 de outubro.

CONCURSO – A UEM publicou três editais para contratação de professores de ensino superior. As 39 vagas efetivas são para as áreas de ciências Agrárias, Biológicas e Exatas, com período de inscrições entre 2 e 31 de outubro. A taxa tem valor de R$ 464,87 e a isenção pode ser solicitada nos dias 2 e 3 de outubro. O processo de avaliação terá quatro etapas: prova escrita; prova didática; prova e/ou projeto de atividades acadêmicas (optativas); avaliação de títulos e currículo.

Das vagas disponíveis, 5% são ofertadas, por área do conhecimento, para pessoas com deficiência (PCD) e 10% aos candidatos afrodescendente. Será obrigatório declarar essa condição durante o preenchimento do formulário de inscrição, via internet, por meio do Formulário para Deficientes ou a Autodeclaração de Pessoa Negra. Os editais estão disponíveis AQUI.

Outro edital publicado pela UEM refere-se ao teste seletivo que regulamenta o Contrato de Regime Especial para a vaga de Advogado. A inscrição encerra nesta segunda-feira (4) e a taxa tem valor de R$ 152,34. A remuneração é de R$ 7.616,88 para a carga horária de 40 horas. A primeira etapa da avaliação, com caráter eliminatório e classificatório, ocorrerá em 17 de setembro, por meio de prova objetiva, com 25 questões. A avaliação de títulos e currículo tem caráter classificatório. O contrato terá prazo máximo de dois anos, já considerando às prorrogações permitidas em lei.

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Na UEL há opção para concorrer a duas vagas de contrato temporário: de Tradutor – Intérprete de Libras cargo de nível superior e Técnico Administrativo, em nível médio. A seleção para Tradutor está com inscrições abertas até as 18h do dia 25 de setembro de 2023. A taxa de inscrição custa R$ 100,00 e o prazo para solicitar isenção encerra nesta terça-feira (5). A avaliação ocorrerá por meio de prova prática, de caráter eliminatório e classificatório em data a ser divulgada em edital no dia 9 de outubro. A análise dos títulos será classificatória a partir dos documentos enviados na inscrição para a seleção. O vencimento básico é R$ 7.616,88. Todas as informações constam em edital.

Para participar da seleção para Técnico Administrativo, cargo de nível médio, o candidato pode se inscrever até esta segunda-feira (4). A taxa de inscrição é de R$ 70,00. A prova objetiva está marcada para de outubro, a partir das 14h. A avaliação terá 30 questões objetivas nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Estatuto da Criança e do Adolescente e Conhecimentos Específicos relacionados ao cargo. O resultado será publicado em 1º de novembro, no endereço eletrônico www.cops.uel.br. Mais informações estão no edital.

As oportunidades podem ser consultadas no espaço de concursos e testes seletivos das universidades:

Universidade Estadual de Londrina

Universidade Estadual de Maringá

Universidade Estadual de Ponta Grossa

Universidade do Centro-Oeste do Paraná

Universidade Estadual do Paraná

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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