Paraná
Universidade do Paraná é a 1ª do País a receber selo ABNT de combate à violência contra mulher
O Paraná é o Estado com o maior número de certificações com o Selo ABNT de boas práticas no combate à violência contra a mulher. Agora, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Curitiba, tornou-se nesta quinta-feira (19) a primeira instituição de ensino superior do Brasil a conquistar o reconhecimento. A entrega oficial do certificado ocorreu durante a abertura do III Simpósio de Empreendedorismo Tecnológico Feminino, promovido pela instituição.
O reconhecimento da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) valida os protocolos implementados pela universidade para prevenir o assédio contra mulheres e garantir canais de denúncia seguros.
O Estado teve a empresa Versátil Andaimes, de Colombo, como a primeira do Brasil a receber o selo, além da Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB), primeira associação comercial reconhecida. A Casa Civil do Governo do Paraná e a Assembleia Legislativa do Paraná também já foram certificadas.
A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, afirmou que, ao buscar essa certificação, a UTFPR reforça seu compromisso com a dignidade das alunas, servidoras e de toda a comunidade acadêmica. “Quando uma instituição de ensino, da importância que tem a UTFPR, decide obter esse selo, ela envia uma mensagem clara à sociedade: a violência contra a mulher não será tolerada, ignorada ou relativizada. Será enfrentada com estrutura institucional e com a seriedade que a segurança e o futuro das mulheres exigem”, disse.
O presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Mário Esper, afirmou que a certificação da UTFPR ganha ainda mais relevância neste momento, logo após a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto que representa um avanço concreto na proteção das mulheres em situação de ameaça.
“Medidas legais são fundamentais, mas elas precisam caminhar ao lado de ações institucionais efetivas. Ao conquistar esse selo, a UTFPR afirma publicamente que o combate à violência contra a mulher deve ser tratado com seriedade, estrutura e compromisso real”, reforçou.
Para o diretor-geral do Campus de Curitiba da instituição, Paulo Daniel Batista de Sousa, ao receber este selo, a universidade demonstra responsabilidade social e protagonismo na construção de uma sociedade mais justa e livre de violência.
“Destaca-se, nesse contexto, a importância do papel da universidade como agente transformador da sociedade, atuando não apenas na formação acadêmica, mas também na promoção de valores fundamentais como o respeito, a equidade e a cidadania. Ao assumir esse compromisso, a UTFPR reafirma sua posição como protagonista na construção de políticas e práticas que impactam positivamente a comunidade”, afirmou.
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SELO DE BOAS PRÁTICAS – Criado em agosto de 2024, o Selo de Boas Práticas no Combate à Violência contra as Mulheres é uma iniciativa do Instituto Nós Por Elas em parceria com a ABNT, para reconhecer organizações que adotam medidas efetivas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
A certificação pode ser solicitada por instituições públicas e privadas de qualquer porte e é concedida nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Platina, conforme o cumprimento de 14 critérios definidos pelo NPE e verificados pela ABNT, como assinatura de Termo de Compromisso, promoção de ações educativas e divulgação do tema.
PRESENÇAS – Também participaram da solenidade a vice-reitora da UTFPR, Vanessa Ishikawa; o diretor-geral do Campus Curitiba, Paulo Daniel Batista de Sousa; a diretora de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi),Mariana Neris, e a diretora de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais da Semipi, Ivânia Ramos. Também participaram Aline Benção, representando a presidente do Instituto Nós por Elas, Natalie de Castro Alves; e as coordenadoras do UTFem – Programa de Empreendedorismo Tecnológico Feminino, Cindy Renate Piassetta Xavier e Rosângela Stankowitz.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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