Brasil
Nono episódio do videocast “Diálogos da COP30” debate turismo de eventos e o protagonismo internacional do Brasil
O Ministério do Turismo lançou o nono episódio do videocast “Diálogos da COP30”, desta vez com o tema “Turismo de eventos e o protagonismo internacional do Brasil”. A conversa reuniu especialistas que analisaram como grandes conferências, feiras e encontros internacionais — como a própria COP30 — impulsionam a economia, atraem investimentos e ampliam a presença do Brasil no cenário global.
Participaram do bate-papo Fabio Krieger, gerente de Competitividade do Sebrae Nacional; Jordana Saldanha, diretora-executiva na área da indústria; e Fábio Simonetti, da área de marketing do Ministério do Turismo. Ao longo da conversa, os convidados discutiram os efeitos positivos do turismo de eventos para a geração de negócios, a dinamização das cadeias produtivas e a qualificação dos destinos brasileiros para receber visitantes do mundo inteiro.
Os participantes também destacaram como a COP30 tem colocado o Brasil em evidência internacional, reforçando a capacidade do país de sediar encontros de alto nível e demonstrando o potencial de cidades como Belém para integrar o calendário mundial de eventos. O episódio abordou ainda a importância da articulação entre setor público, iniciativa privada e instituições de apoio ao empreendedorismo para fortalecer a competitividade e ampliar a oferta de experiências turísticas estruturadas.
O debate reforçou que o turismo de eventos é uma das principais portas de entrada para visitantes internacionais e um vetor estratégico para movimentar a economia, gerar renda e consolidar o Brasil como destino global.
O episódio está disponível no canal do Ministério do Turismo no YouTube. Acesse AQUI para assistir.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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