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UEPG e UEM vão atender população no sábado para auxiliar no Imposto de Renda

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As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG) e de Maringá (UEM) promovem neste sábado (20) atendimento gratuito à população para auxiliar sobre a declaração de Imposto de Renda. Em Ponta Grossa a ação acontecerá no Câmpus Central da universidade, no período da manhã. A ação da UEM será em Cianorte, no Noroeste, cidade onde a universidade tem um câmpus.

Nos dois projetos os atendimentos são destinados aos contribuintes de baixa renda e aos microempreendedores individuais, com orientações fiscais básicas. Para contribuintes que se enquadram em outras categorias, o projeto prevê a conscientização e indicação sobre a doação do Imposto de Renda para instituições cadastradas em conselhos municipais, estaduais ou federais. O prazo para entrega da declaração segue até o dia 31 de maio.

A proposta é voltada para orientar e conscientizar a população sobre a importância da regularização do Cadastro da Pessoa Física (CPF), o uso das plataformas do Governo Digital, como o portal gov.br, e para esclarecimento de dúvidas sobre as áreas fiscal e tributária. As ações são ligadas a projetos de extensão dos cursos de Ciências Contábeis das universidades. Os projetos são desenvolvidos durante o ano letivo, com a participação de alunos do curso de graduação, e oferecem serviços de contabilidade.

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O professor de Ciências Contábeis e coordenador do projeto na UEPG, Jessé Alencar, explica que o envolvimento no atendimento à população auxilia na formação profissional do estudante de graduação. “Busca-se, dentre outros objetivos, proporcionar aos estudantes informações sobre a função social dos tributos, e também, sobre os direitos e deveres associados à tributação. Qualificar o futuro profissional por meio da vivência prática, proporcionando a aplicação do seu aprendizado acadêmico”, disse.

UEPG – O mutirão acontece das 8h às 12h, na sala D-109 do Câmpus Central, que fica na Praça Santos Andrade, no Centro de Ponta Grossa. Serão 50 atendimentos por ordem de chegada. Durante a semana os atendimentos são de terça a quinta-feira, das 15h às 17h, no mesmo local. A ação é realizada pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) e Projeto Imposto de Renda (Projir). Os atendimentos para a declaração de IR acontecem há 15 anos na instituição.

UEM – O plantão na Universidade será das 9h às 15h, na Praça 26 de Julho em Cianorte. Não há limite de quantidade para os atendimentos. A Campanha NAF IR é uma ação do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da universidade. Com início em 2013, prestou atendimento a mais de mil microempreendedores individuais (MEIs) e centenas de contribuintes caracterizados como pessoa física. Durante o período aproximadamente 100 estudantes atuaram no projeto.

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Fonte: Governo PR

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MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina

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O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.

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Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa

As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.

Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.

Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.

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Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.

Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).

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Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.

Matéria anterior:

08/01/2026 – MPPR cumpre mandados de busca e apreensão em operação que investiga diversos crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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