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Municípios podem aderir a projeto voltado à formação de agentes políticos e servidores públicos para o combate à corrupção

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Agentes políticos e servidores públicos dos municípios paranaenses podem inscrever-se para participar do projeto Agentes da Cidadania, iniciativa do Ministério Público do Paraná com foco na defesa do patrimônio público e no combate à corrupção. A formação, voltada especialmente àqueles que atuam nas áreas de compras, licitações e gestão de contratos de prefeituras e Câmaras Municipais, busca atualizar os servidores quanto à legislação relacionada à área e apresentar os mais eficientes mecanismos de enfrentamento aos ilícitos cometidos contra a administração pública.

Reconhecimento – Os Municípios que alcançarem a capacitação de, no mínimo, 80% dos servidores públicos que atuam nas principais áreas de interesse e comprovarem atingir as diretrizes do curso receberão o Selo Agentes da Cidadania.

Como aderir – Com possibilidade de adesão contínua pelos Municípios, o Agentes da Cidadania mantém página na internet com todas as informações e orientações para a participação. Para inscrever-se, os interessados devem acessar o endereço eletrônico do programa, realizar um cadastro na plataforma da Escola Superior do MPPR, ferramenta utilizada para a formação, e seguir as orientações descritas.

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Acesse o site do Agentes da Cidadania

Adesão – Para ampliar o alcance da proposta e incentivar a adesão à formação, promotores de Justiça acompanham a participação das Administrações Municipais em todas as comarcas do estado, promovendo interlocução com os chefes dos Executivos e Legislativos Municipais.

Formato – O curso “Agentes da Cidadania” é composto por dez videoaulas e realizado integralmente em formato virtual. Aberto à participação de qualquer interessado, o projeto gera certificação (mediante testes aplicados após cada uma das dez videoaulas previstas). Além do recurso audiovisual, a formação oferece material digital de apoio e links para aprofundamento nos temas abordados. Entre os pontos de estudo propostos estão as diferentes formas de corrupção praticadas por agentes públicos e privados, ética e transparência, compras públicas, nepotismo, improbidade administrativa, lei anticorrupção e demais crimes contra a administração pública.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar

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O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul. 

A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno. 

“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros. 

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MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. 

O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.

“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo. 

Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera. 

PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest). 

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Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.

Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras. 

“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.

Fonte: Governo PR

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