Paraná
Turistas da América do Sul injetaram US$ 320 milhões no Paraná em 2025
Mais de US$ 320 milhões, convertendo, mais de R$ 1,7 bilhão. Esse é valor estimado que foi injetado no Paraná por meio de turistas de alguns dos principais países da América do Sul em 2025. O número é resultado do ticket médio de gastos feitos por esses viajantes no Brasil ano passado, divulgados pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), durante evento em Foz do Iguaçu, no Oeste, nesta sexta-feira (20).
Promovido pela Embratur, Ministério do Turismo e Sebrae, o encontro teve como mote a apresentação do Plano de Ação para a Promoção Turística Internacional focado no Paraná. Foi um desdobramento do Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 (Plano Brasis), que promove os estados forma integrada à estratégia nacional de posicionamento da Marca Brasil. O Plano Brasis é desenvolvido pela Embratur em parceria com o Sebrae e com apoio do Governo do Estado.
Ao longo da programação, foram divulgados os principais mercados no mundo e os gastos desses turistas no Brasil em 2025, onde alguns países da América do Sul se destacaram: Argentina (ticket médio de US$ 504 gasto por turista); Chile (US$ 190); Paraguai (US$ 259); Uruguai (US$ 344); Colômbia (US$ 810); Peru (US$ 482); e Bolívia (US$ 131).
Com base nestes dados da Embratur relativos ao Brasil, o Viaje Paraná, órgão estadual de promoção do turismo, calculou os gastos dos turistas no Paraná. A estimativa de mais de 320 milhões de dólares injetados na economia por meio dos turistas sul-americanos é resultado do valor de cada ticket médio multiplicado pelo saldo de turistas desses países que visitaram o Estado em 2025. Juntos, as sete nações somam cerca de 850 mil turistas – 80% do total de chegadas internacionais no Paraná naquele ano, que foi de 1.064 milhão de pessoas, recorde estadual.
“Os nossos indicadores internacionais significam mais empregos à população, mais visitas aos municípios e mais dinheiro circulando em nossa economia”, disse Leonaldo Paranhos, secretário estadual do Turismo.
Para Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, o dado confirma a importância da vinda estrangeiros atraídos pelos destinos turísticos do Estado. “Quando falamos da importância do turismo para o Paraná, nos referimos a exatamente esse resultado: mais moeda estrangeira movimentando a economia, mais empregos para atender esses viajantes e mais destaque ao Estado enquanto destino turístico qualificado, versátil e atrativo no Exterior”, afirma.
OUTROS CONTINENTES – Países de outros continentes também tiveram seus gastos médios divulgados. A estimativa é de que no Paraná foram injetados cerca de US$ 143 milhões através de turistas da Europa (considerando Alemanha, Espanha, França, Portugal, Reino Unido, Itália, Países Baixos, Suíça e Bélgica); outros US$ 57 milhões da América do Norte (EUA, Canadá e México); US$ 10 milhões da Ásia (China e Japão); além de US$ 18 milhões da Austrália e US$ 589 mil da África do Sul.
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PARANÁ DESTAQUE NACIONAL – O evento organizado em Foz do Iguaçu contou com a presença do Viaje Paraná e reuniu empresários, profissionais, trade, autoridades e Poder Público do turismo paranaense. Dados, panoramas e estratégias de mercado para alavancar ainda mais o setor no Estado foram debatidos.
Estruturado de forma colaborativa, o Plano Brasis combina inteligência de dados, análise de mercado e identificação das vocações turísticas. Promover o Paraná de forma integrada à estratégia nacional de posicionamento da Marca Brasil é um dos focos, potencializando atrativos únicos e ampliando a presença estadual nos principais mercados emissores.
“O objetivo é otimizar o valor do recurso investido para ampliar a divulgação e a promoção do destino Paraná e de Foz do Iguaçu, que é a nossa estrela maior e ajuda a puxar o desenvolvimento outras regiões”, ressaltou Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná.
A atuação internacional será direcionada a países estratégicos para o aumento no número de turistas internacionais no Paraná, definidos a partir de dados e inteligência de mercado. Entre eles estão Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, que já possuem forte fluxo para a região. Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Espanha, por sua vez, são considerados essenciais para uma expansão.
DESTINOS E ATRATIVOS – Durante os painéis, destinos e atrativos paranaenses foram destaque pela estrutura e captação de visitantes. Foz do Iguaçu – escolhida pela Embratur como palco do evento – foi posicionada como um dos principais destinos internacionais do Brasil, impulsionada pela infraestrutura turística, locais para eventos e pelo Parque Nacional do Iguaçu, Patrimônio Mundial da Humanidade e lar das famosas Cataratas do Iguaçu – uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo.
“Apresentamos o plano de ação com estratégias construídas coletivamente, para impulsionar a promoção dos destinos paranaenses no mundo. A partir desse diagnóstico cocriado entre Embratur, Sebrae e governos locais, esperamos fortalecer a sinergia de iniciativas para que o Paraná seja destino para um turismo internacional cada vez mais qualificado”, disse Bruno Reis, diretor de Marketing, Negócios e Sustentabilidade da Embratur.
Outra parte da estratégia é destacar os potenciais do Paraná nos segmentos de Ecoturismo, Turismo de Aventura, Cultural, Gastronômico e MICE (Negócios e Eventos). A promoção internacional do Estado também deve ficar em sintonia com o que está em alta no mercado mundial, como na oferta de experiências imersivas, sustentáveis e diversificadas, que aumentam o “valor” do destino.
“O Plano Brasis é, de fato, o reconhecimento de que há diferenças no nosso país e que precisamos valorizar cada um dos estados. Aqui no Paraná, o Sebrae se compromete publicamente a apoiar o plano operacional, porque não adianta reunir lideranças se não houver um desdobramento prático com ações concretas que impactem o turismo e a vida do cidadão”, afirmou o diretor técnico do Sebrae Paraná, César Reinaldo Rissete.
Fonte: Governo PR
Paraná
Fundação Araucária e Confap têm 5 editais para levar a pesquisa paranaense ao exterior
Por meio da parceria entre a Fundação Araucária (FA) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), pesquisadores do Paraná têm a oportunidade de experienciar a pesquisa em instituições internacionais de excelência. No momento, estão abertas cinco chamadas em parceria com a União Europeia, relacionadas ao programa de pesquisa e inovação “Horizon Europe”. A iniciativa concentra-se em financiar projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).
Com o objetivo de fortalecer a inovação e pesquisa, as ações internacionais conectam experiências que contribuem para estimular o desenvolvimento não só no Paraná, mas também no exterior, a partir da troca transnacional de técnicas e conhecimentos. De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, a parceria da entidade, que pertence ao Governo do Estado, e o Confap fortalecem as ações de internacionalização da Araucária com a possibilidade de submissões de projetos multilaterais.
“Os pesquisadores do Paraná que são contemplados recebem nosso cofinanciamento e viabilizam a participação em iniciativas com instituições do exterior, fortalecendo ainda mais a cooperação internacional na formação de redes de impacto e de qualificação científica”, ressalta a assessora. Com essa parceria, pesquisadores vinculados a instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTIs) com sede e CNPJ no Estado podem se inscrever em editais que potencializam o alcance de suas pesquisas para além do Paraná.
Conheça os editais abertos para inscrição:
O programa apoia projetos focados nas florestas, silviculturas e no setor de base florestal. Diante dos problemas ambientais causados pelas mudanças climáticas, o edital incentiva a sustentabilidade florestal, a adaptação climática e o fortalecimento da bioeconomia circular. No Paraná, dois projetos podem ser escolhidos para receber financiamento de até 66 mil euros cada, com recursos próprios da Fundação Araucária.
As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 2 de dezembro de 2026.
O edital, “Construindo uma Economia Azul sustentável e inovadora: aproveitando oportunidades digitais e promovendo a resiliência”, prioriza projetos que incluam a sustentabilidade, estratégia de abordagem na utilização e exploração de recursos e a economia relacionada aos oceanos. Para elegibilidade, é necessário que as propostas de pesquisa e inovação envolvam no mínimo duas bacias marítimas europeias, avaliando a resposta do projeto nas outras diversas bacias.
Para esse edital, um projeto será selecionado para ser apoiado pela Fundação Araucária, recebendo o auxílio de 90 mil euros para o desenvolvimento da pesquisa.
Inscrições abertas até 16 de outubro de 2026
Pesquisadores de instituições paranaenses têm a oportunidade de trabalhar em projetos de pesquisa em conjunto com pesquisadores da Bélgica, na região da Valônia-Bruxelas. Entre os âmbitos de pesquisa explorados estão: saúde, energia, materiais e habitats sustentáveis; cadeia agroalimentar do futuro e gestão ambiental inovadora; aeronáutica, espaço e defesa e Amazônia.
Dois projetos serão escolhidos para serem financiados pela Fundação Araucária, cada um com o apoio financeiro de R$ 320.000.
Inscrições abertas até 30 de outubro de 2026
Chamada Transnacional Conjunta Biodiversa+ (BiodivFuture) 2026-2027, investe em projetos voltados à biodiversidade e ecossistemas emergentes, somados às consequências sociais e ecológicas das ações de impacto na natureza. A proposta do projeto pode envolver o estudo de ambientes de qualquer região do mundo, contanto que sejam ecossistemas emergentes e que os resultados das pesquisas tenham relevância transnacional.
A Fundação Araucária contribui com o financiamento de 3 projetos no Paraná com o valor máximo de investimento de 300 mil reais para cada uma das pesquisas selecionadas.
Inscrições até o dia 10 de novembro de 2026.
Nesse edital, o foco é a gestão sustentável dos recursos hídricos e demais ações que resultem no uso responsável e ecológico da água. Nele, são abordados temas como a gestão de bacias hidrográficas e águas subterrâneas, resiliência hídrica, monitoramento integrado da água e gestão de dados e outras soluções positivas para problemas que envolvem os recursos hídricos.
Dois projetos transnacionais vão ser escolhidos para receberem auxílio da Fundação Araucária, cada um com um valor de no máximo 300 mil reais.
Inscrições até o dia 10 de novembro de 2026.
Para conferir mais detalhes de todos os editais disponíveis para a inscrição, visite a aba “programas abertos” no site da Fundação Araucária.
Fonte: Governo PR
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