Paraná
Tribunal do Júri de Paranaguá condena a 16 anos de prisão e ao pagamento de multa homem envolvido em homicídio motivado por suposta dívida de R$ 100
O Tribunal do Júri de Paranaguá, no litoral do Estado, condenou por envolvimento em um homicídio um homem de 26 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná. A sessão de julgamento foi realizada na semana passada (12 de novembro), e a pena aplicada foi de 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Também foi fixado o valor de R$ 50 mil a ser pago pelo condenado aos familiares da vítima, a título de reparação civil.
Áudio do Promotor de Justiça Rogério Rudiniki Neto
Segundo a denúncia, oferecida pela 6ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, o crime ocorreu na madrugada de 19 de agosto de 2023, no Jardim Jacarandá. O denunciado foi submetido a julgamento por ter participado do assassinato de um homem de 47 anos, em via pública, com socos, pedradas e golpes de faca. A motivação do crime foi uma suposta dívida de R$ 100. O outro envolvido no homicídio já havia sido condenado em julgamento anterior.
Durante a sessão de julgamento, os jurados acolheram todas as teses do Ministério Público, reconhecendo a ocorrência de três qualificadoras: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu, que já estava preso preventivamente, permanece detido. Cabe recurso da decisão.
Processo 0008233-63.2023.8.16.0129
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Pioneiro, Paraná acelera regularização fundiária com base em modelo inovador
O Governo do Estado entregou nesta quarta-feira (24) mais 24 matrículas de imóveis regularizados em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. A nova etapa amplia para 58 o número de registros de imóveis repassados pelo programa no município. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), coordena o modelo pioneiro de regularização fundiária em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
“A regularização fundiária é uma ação de cidadania. Com a entrega dessa documentação, restabelecemos a dignidade dessas pessoas, que agora têm um espaço de chão para chamar de seu”, afirma o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
Cerro Azul é a principal referência da iniciativa hoje no Estado. Em 2025, outras 34 matrículas já haviam sido formalizadas. Além de assegurar a posse definitiva da terra para dezenas de famílias, o projeto consolidou uma metodologia considerada pioneira no País.
O modelo reúne atuação integrada entre órgãos públicos, análise técnica conjunta e uso de provas audiovisuais para comprovação da posse dos imóveis, reduzindo significativamente os prazos observados em ações de Usucapião, instituto do direito civil que permite a uma pessoa adquirir a propriedade de um bem por meio do exercício da posse.
O Usucapião judicial tradicional costuma levar, em média, entre cinco e dez anos para ser concluído. No modelo adotado pelo Paraná, o tempo médio caiu para 209 dias em 2024 e para apenas 88 dias em 2025. Houve casos concluídos em apenas 60 dias entre o protocolo da ação e a sentença judicial.
A principal inovação está na utilização de registros em vídeo para comprovação da posse e manifestação dos confrontantes, substituindo etapas historicamente mais demoradas do processo judicial. O procedimento prevê acompanhamento integrado entre as equipes do IAT e do programa Justiça no Bairro, do TJPR, desde a fase preparatória até a abertura da matrícula definitiva do imóvel.
Segundo a assistente técnica do IAT, Eunice Salles, a metodologia eliminou etapas burocráticas, reduziu custos para os beneficiários e ampliou a segurança jurídica das famílias atendidas. A iniciativa foca ainda em melhorar a realidade econômica das regiões com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná.
“Esse programa é um modelo de inovação por acelerar processos burocráticos. Contempla famílias de baixa renda, de áreas rurais, que há muito tempo buscam pela regularização do imóvel, mas que não tinham condições financeiras de arcar com as taxas. Garante segurança jurídica e cidadã para as famílias beneficiadas”, diz Eunice.
A ação de Usucapião exige ainda comprovação da posse da terra, como a apresentação de contas de luz pagas pelo cidadão, cadastro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Paraná (Incra) ou até depoimentos da vizinhança, além da apresentação de documentos pessoais e de renda que indiquem a renda familiar de até três salários mínimos.
PROJETO-PILOTO – Os trabalhos em Cerro Azul começaram em 2023 a partir da recuperação e atualização de levantamentos fundiários realizados em anos anteriores. O município tornou-se o primeiro laboratório da iniciativa e permanece como principal referência da metodologia. Atualmente, 133 lotes receberam atendimento técnico.
Ao todo, 643 pessoas foram beneficiadas, direta ou indiretamente, entre proprietários, confrontantes, herdeiros e demais envolvidos nos processos de regularização. Além dos imóveis já regularizados, diversas áreas permanecem em fase de análise técnica, jurídica ou atualização cadastral.
O desempenho alcançado em Cerro Azul abriu caminho para a ampliação do programa. O próximo município contemplado será Piên, no Sul do Paraná, onde os trabalhos já começaram e abrangem 266 lotes. Segundo o IAT, atualmente existem 87 ações de regularização fundiária em tramitação. A expectativa é ampliar gradualmente o alcance da iniciativa para novas localidades paranaenses.
CIDADANIA – A regularização fundiária representa mais do que a emissão de um documento. Com a matrícula registrada em cartório, as famílias passam a contar com segurança jurídica plena sobre seus imóveis, ampliam o acesso ao crédito, à sucessão patrimonial e a políticas públicas vinculadas à propriedade formal.
Ao transformar áreas historicamente marcadas pela informalidade fundiária em propriedades legalmente constituídas, o programa do Governo do Paraná busca consolidar um modelo capaz de unir cidadania, desenvolvimento rural e eficiência administrativa.
“A experiência desenvolvida em Cerro Azul demonstra como a integração entre instituições públicas, inovação processual e tecnologia pode acelerar soluções para uma das demandas mais complexas da gestão fundiária brasileira. Com a expansão prevista para novos municípios, o Paraná fortalece uma política pública voltada à segurança jurídica, à valorização da propriedade rural e ao desenvolvimento sustentável das comunidades atendidas”, destaca o diretor de Gestão Territorial do IAT, Amilcar Cavalcante Cabral.
Fonte: Governo PR
-
Paraná5 dias agoCerimônia marca a posse de Simone Maria Tavarnaro Pereira e Roberto Ouriques como Procuradores de Justiça
-
Esportes7 dias agoGana vence Panamá na estreia e assume vice-liderança do Grupo L
-
Esportes6 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova dispensa de licitação para SUS comprar hemoderivados de empresa pública
-
Esportes7 dias agoPortugal decepciona na estreia e empata com República do Congo na Copa do Mundo
-
Brasil7 dias agoDefensoras Populares chega ao Espírito Santo e amplia acesso à Justiça para mulheres
-
Esportes7 dias agoInglaterra vence Croácia em estreia movimentada na Copa do Mundo
-
Educação5 dias agoPND poderá ser usada em seleções de 2.031 redes de ensino
