Paraná
Tribunal do Júri de Curitiba condena a mais de 27 anos de prisão homem que matou a convivente, em um caso de homicídio sem cadáver
O Tribunal do Júri de Curitiba condenou a 27 anos e 4 meses de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio duplamente qualificado pela morte e ocultação do cadáver da convivente, uma adolescente de 17 anos de idade. O crime ocorreu em novembro de 2012, no bairro Alto Boqueirão. O réu, que permaneceu muitos anos foragido, foi preso em março deste ano e não poderá recorrer da condenação em liberdade.
Conforme apurado, o homem matou a vítima, por ciúmes e discussões banais, mediante asfixia, com um golpe “mata-leão”, dentro da residência do casal. Depois levou o corpo em um baú, com um carrinho de mão, até um matagal, onde ateou fogo ao cadáver e depois colocou os restos mortais em sacos plásticos, que nunca foram encontrados. Na oportunidade, o denunciado procurou convencer um adolescente de 17 anos de idade a auxiliá-lo a ocultar o cadáver, mas o rapaz conseguiu contornar a situação, voltar para casa e contar o ocorrido aos pais, que o levaram até a Polícia. A família da vítima foi procurada pelo réu, que relatou que ela teria fugido em companhia de um namorado, levando consigo todos os pertences dela, inclusive uma televisão, que foi encontrada depois, na casa de um amigo do acusado.
Foram acolhidas no julgamento todas as teses sustentadas pelo Ministério Público: homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e meio cruel e ainda ocultação de cadáver. A qualificadora do feminicídio ainda não existia na época do crime, mas a pena foi agravada porque o homem se prevaleceu de relações domésticas. O denunciado também foi condenado a pagar danos morais à família da vítima.
Lugar de Escuta – A família da adolescente assassinada se habilitou enquanto assistente e atuou ao longo de toda a ação penal ao lado do Ministério Público na busca da efetiva promoção da justiça, jamais de vingança ou qualquer outra pretensão ilegítima. A mãe e um irmão da vítima, que prestaram depoimento presencial na sessão de julgamento, visitaram, dias antes, em companhia da advogada que constituíram para representá-los, as dependências do Tribunal do Júri, quando foram recepcionados pelo promotor de Justiça que conduziria o caso e pela servidora do MPPR responsável pelo programa Nujuri, voltado ao atendimento a vítimas de homicídio e seus familiares. Na oportunidade, receberam orientação quanto ao local de entrada e permanência até o momento da inquirição, conheceram o plenário do Júri e também foram informados a respeito das etapas do processo e da dinâmica do julgamento, dentro do projeto daquela unidade ministerial denominado “Lugar de Escuta”, de ambientação de vítimas diretas e indiretas no espaço forense, em momento anterior às datas das audiências e sessões plenárias.
Processo número 0000165-57.2013.8.16.0006
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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