Paraná
Com mais de 500 carros antigos e motos, passeio celebra Ponte de Guaratuba
O Litoral do Paraná foi palco neste sábado (23) do 1º Encontro e Passeio de Carros Antigos e Motos Ponte de Guaratuba, evento gratuito organizado pela Secretaria de Estado do Esporte (SEES) e que visa incentivar o turismo na região após a inauguração da ligação sobre a Baía de Guaratuba. Foram mais de 500 veículos percorrendo os 1,2 quilômetros da ponte que pôs fim ao ferry boat depois de 60 anos de espera.
Os veículos partiram do Beach Club Águas Claras, em Matinhos, e seguiram por cerca de 20 quilômetros em formato de desfile, passando pela Ponte de Guaratuba até chegarem ao Centro de Eventos da cidade, onde ficaram expostos. A programação foi seguida de shows musicais promovidos pela prefeitura, onde foi montada uma praça de alimentação com food trucks para os visitantes.
O evento contou com o apoio do Viaje Paraná, órgão vinculado à Secretaria do Turismo do Paraná (Setu) e das prefeituras de Guaratuba e Matinhos.
O diretor de Infraestrutura Esportiva da Secretaria de Esportes, Rogério Bufrem Riva, destacou que o objetivo do evento é celebrar a Ponte de Guaratuba, um marco na história do Litoral. “Todos os colecionadores que chegam já nos perguntam quando vai ser a data do próximo encontro. E claro, a ponte proporciona isso. Escutei esses dias que ‘esses carros tinham que ter passado na ponte quando saíram da fábrica, não 50 anos depois’. Estamos contentes com a receptividade”, disse.
“Conversamos com a Prefeitura de Guaratuba, que está muito empolgada com a movimentação que a cidade está recebendo, não só dos carros inscritos, mas também dos carros não inscritos que estão nos procurando. Isso deve movimentar bastante o comércio e a cidade”, acrescentou.
FOMENTO AO TURISMO – O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, reforçou que iniciativas como essa contribuem para fomentar o turismo na região. “É o primeiro encontro de antigomobilismo e mototurismo acontecendo na ponte. O Viaje Paraná entendeu isso e está apoiando o evento para que não seja algo único, que aconteça outros eventos não só aqui em Matinhos e Guaratuba, mas em todo o litoral paranaense”, comentou.
“É um momento que a gente considera de baixa temporada. Por isso, é um período em que precisamos incentivar o turismo para que ele continue acontecendo na região, movimentando principalmente a economia local”, complementou.
O grande número de visitantes foi celebrado pelo prefeito de Guaratuba, Maurício Lense. “Nossa cidade está passando por várias mudanças com o advento da ponte. Ela se projetou ainda mais e o Governo do Estado, percebendo isso, está nos apoiando nesses eventos que vão acontecer com frequência em Guaratuba. Hoje é o de carros antigos e motos, atraindo um grande público e famílias para a cidade. Ficamos muito felizes porque isso fomenta o comércio, movimenta a cidade e é isso que nós queremos”, opinou.
“O nosso objetivo é fazer com que a sazonalidade diminua, porque temos um movimento muito grande durante a temporada e depois passa por um período de baixa. Eventos como esse vêm justamente para incrementar e fazer com que o comércio e a cidade como um todo se movimente. Hotéis, pousadas, restaurantes, enfim, todo mundo ganha”, terminou.
O passeio também teve caráter social. Os participantes realizaram a doação de alimentos que serão destinados à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). “Além de comemorar o Maio Amarelo, estamos ajudando as Apaes, tanto de Matinhos quanto de Guaratuba. A unidade de Matinhos vai receber os alimentos doados pelos motoristas. Já em Guaratuba, a praça de alimentação vai ser explorada pela Apae da cidade, que atende mais de 140 crianças. Isso nos deixa muito felizes”, arrematou Riva.
RARIDADE – O evento reuniu diversos clubes de carros antigos do Paraná e centenas de apaixonados pelos veículos que desfilaram pela Ponte de Guaratuba.
Entre aqueles que desceram a Serra do Mar para participar do passeio está o comerciante César Botelho, de 54 anos. Ele, que veio de Curitiba com a família, é dono de um Oldsmobile 1956. “Temos ele há uns 10 anos. Estamos restaurando e tentando deixá-lo o mais próximo possível do original. Quando eu era piá, por volta dos 16, 17 anos, via esse carro estacionado em uma casa e sempre pensava ‘ainda vou comprar um como esse. Deu certo comprar dessa família”, contou.
A paixão pelo antigomobilismo, segundo ele, é de família. “Vem das histórias dos avós e dos pais, sempre contando como viajavam pelo Paraná e por outros lugares com esses carros, que ajudaram a desbravar as estradas. Tinha pouco asfalto, então eram carros resistentes. Além disso, temos uma oficina, então já está no sangue”, ressaltou. “Viemos porque sempre foi uma dificuldade pegar o ferry boat. A ponte já era para existir há mais de 50 anos. É muito legal promoverem esse evento para os carros antigos, mostrando algo que já poderia ter acontecido antes.”
Com seu Dodge Magnum 1979, a servidora pública Luciana de Paula, 40 anos, também veio da Capital só para participar do passeio. “Ele ainda está com o motor todo original. O carro está na família desde 1992 e, quando meu pai faleceu durante a pandemia, acabou ficando de herança para mim. É uma paixão que eu tenho desde criança”, recordou. “Eu abria o capô, olhava o motor e perguntava o que cada peça do motor fazia. Sempre participamos desses passeios em família, já temos uma grande história com esse carro, de mais de 30 anos.”
Para ela, passar pela Ponte de Guaratuba remete ao sentimento de fazer parte da história. “Estava comentando com os amigos que isso é um marco. Depois vai aparecer no jornal e, quando estivermos bem velhinhos, vamos contar essa história para os outros, de que passamos pela ponte com os nossos antigos, já velhinhos na época”, complementou. “Não é só o motorista, só os homens ou só as mulheres. São também as crianças, que vão começando a pegar gosto. É um legado que vamos deixar para as futuras gerações.”
E se tem encontro de carro antigo, também tem Fusca. “Esse carro já está há uns 10 anos na família. Não faz tanto tempo, mas é o nosso xodózinho. Cuidamos bem dele e usamos para passear nos finais de semana”, explicou o professor universitário Marcelo Staff, 59 anos, proprietário de um Fusca 1976 1600. Trata-se de uma das versões mais raras do modelo, que conquistou o Brasil por décadas.
“Meu primeiro carro foi um Fusca, isso lá em 1984. Como dizem, o primeiro amor é o que fica, então eu falei para minha esposa ‘nós vamos ter um Fusquinha’. Tenho também um Opala 1989 Comodoro. A gente gosta desses carros retrô porque eles trazem toda a lembrança do pai, da mãe, do avô. É uma nostalgia incrível”, acrescentou.
Paixão que vem sendo compartilhada em família. “Veio principalmente do marido esse gosto por carros antigos, mas isso me faz recordar o meu pai, que tinha esses carros na minha infância. Passeávamos de Fusca, Opala, Brasília, então isso me faz voltar um pouco para a infância. Eu gosto bastante”, completou a Adriana Staff, 52, professora e esposa de Marcelo.
“A ponte foi esperada por muito tempo e agora ela está aí. Parece um sonho e nós vamos atravessar com o Fusquinha. Ainda bem que ele teve essa oportunidade de passar pela ponte, porque muitos não tiveram. É uma emoção muito grande ver a ponte e ver o Governo do Paraná valorizando o nosso Litoral. Espero que tenha mais passeios como esse”, finalizou Marcelo.
Veículos históricos do Governo do Paraná também desfilaram, como é o caso de um Volkswagen/Fusca e de um Chevrolet/Opala da Polícia Militar (PMPR).
PONTE – A Ponte de Guaratuba foi inaugurada no dia 1º de maio e representa um marco na logística do Litoral, conectando os dois lados da Baía de Guaratuba. O Governo do Estado investiu mais de R$ 400 milhões na estrutura, que tem 1.240 metros de extensão.
O percurso entre as cidades de Guaratuba e Matinhos, que dificilmente levava menos de 40 minutos e podia levar horas em dias de muito movimento ou com condições climáticas adversas, agora dura cerca de três minutos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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