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Transição justa e trabalho sustentável é tema de Painel do MTE na COP30

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No painel “Negociação Coletiva e Transição Justa: Caminho para o Trabalho Sustentável”, ocorrido nesta quarta-feira (12) no Pavilhão Brasil durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), o Ministério do Trabalho e Emprego reuniu autoridades, representantes sindicais e empresariais para debater os impactos das mudanças climáticas sobre o mundo do trabalho e os caminhos para uma transição justa e sustentável.

Participaram do painel o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Dias Carvalho; e o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio. A mediação ficou a cargo do secretário de Relações do Trabalho do MTE, Marcos Perioto.

Os participantes destacaram no Painel a importância da negociação coletiva como ferramenta essencial para equilibrar o desenvolvimento econômico, a proteção ambiental e a valorização do trabalho. O ministro Luiz Marinho enfatizou que a transição para uma economia de baixo carbono precisa ser acompanhada de justiça social e de políticas públicas que promovam emprego decente e inclusão produtiva.

“Não podemos tratar a transição justa apenas como um conceito ambiental. Ela precisa ser também um processo social, que garanta oportunidades reais para os trabalhadores e não deixe ninguém para trás”, afirmou o ministro.

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Marinho também reforçou o papel do Estado como indutor de políticas que estimulem a formação profissional, a geração de empregos verdes e o diálogo tripartite entre governo, trabalhadores e setor produtivo.

O painel integra a programação do MTE na COP30, que busca promover reflexões sobre o futuro do trabalho diante das mudanças climáticas e apresentar estratégias para uma economia sustentável, inclusiva e resiliente.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Dia Mundial de Luta contra a Malária reforça prevenção e avanços no Brasil

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O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados por Plasmodium falciparum, forma mais grave da enfermidade, além de diminuição de 28% nos óbitos.

Os resultados positivos ganham ainda mais relevância neste 25 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, a mobilização reforça a importância da prevenção, do diagnóstico oportuno e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades no combate à doença.

Como reconhecimento aos avanços obtidos nos territórios prioritários, o Ministério da Saúde entregou, durante a 18ª ExpoEpi, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. A iniciativa valoriza experiências exitosas, fortalece a vigilância em saúde e incentiva novos resultados rumo à eliminação da doença no país.

Outra medida estratégica foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março de 2026, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

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“A eliminação da malária exige vigilância permanente, inovação e compromisso coletivo. O Brasil tem avançado de forma consistente, mas seguimos mobilizados para ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento oportuno e às ações de prevenção, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

Prevenção, diagnóstico e cuidado contra a malária

A maior parte dos casos registrados concentra-se na região amazônica, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite também podem ocorrer. Em casos graves, a doença pode provocar convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade respiratória e choque. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de agravamento, especialmente nas infecções por Plasmodium falciparum.

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A malária tem cura e o tratamento é simples, eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos. Casos graves devem ser hospitalizados imediatamente. O diagnóstico oportuno, seguido do início rápido do tratamento adequado, é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações e mortes.

As medidas de prevenção individual incluem o uso de mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas, telas em portas e janelas e aplicação de repelentes. Já entre as ações coletivas estão a borrifação residual intradomiciliar, a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, pequenas obras de saneamento, drenagem de criadouros, limpeza de áreas alagadas e melhoria das condições de moradia e trabalho.

Conheça a campanha de combate à malária e entenda como reduzir os riscos de transmissão

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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