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Todas as unidades da federação aderem ao novo edital do Mais Médicos Especialistas

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Todas as 27 unidades federativas do país, que somam 609 municípios participantes, solicitaram ao Ministério da Saúde o reforço de médicos especialistas para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). O dado evidencia a adesão integral ao último edital do projeto Mais Médicos Especialistas, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas (ATE) voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados na rede pública.

Atualmente, 583 médicos especialistas já atuam no projeto em todas as regiões do Brasil. De acordo com o Cadastro Nacional de Especialistas (CNES), 48,7% desses profissionais estão no interior do país e 34% em regiões metropolitanas, fortalecendo a assistência especializada justamente onde há maior carência de serviços.

A lista com os municípios contemplados no edital, as áreas de especialidade e o número de vagas para as próximas chamadas já está disponível na página oficial do projeto. Ao todo, são 1.206 vagas distribuídas nas cinco regiões do Brasil: 257 no Norte, 446 no Nordeste, 68 no Centro-Oeste, 361 no Sudeste e 74 no Sul.

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Entre os principais objetivos do Mais Médicos Especialistas estão: redução das desigualdades regionais no acesso à atenção especializada, reduzir o tempo de espera para atendimentos com médicos especialistas, promover a formação, fixação e atuação de médicos especialistas em regiões prioritárias para o SUS, além de ampliar a capacidade de diagnóstico precoce.

O projeto oferece aos médicos especialistas selecionados atualização clínica e cirúrgica em áreas estratégicas da atenção especializada, além de mentoria presencial e remota, conforme a complexidade dos procedimentos. Também estão previstas imersões presenciais em serviços de referência, atividades educacionais a distância e o desenvolvimento de competências técnicas, éticas, de gestão e inovação em saúde.

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, o SUS tem capacidade de responder aos principais gargalos da assistência quando há cooperação federativa. “A adesão dos estados e municípios ao Mais Médicos Especialistas demonstra a confiança dos gestores na política e a urgência de ampliar o acesso à atenção especializada no país. Em pouco tempo, conseguimos mobilizar redes locais de saúde e alinhar esforços entre União, estados e municípios”, aponta.  

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Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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