Agro
Tecnologias de aplicação e uso de adjuvantes impulsionam eficiência e sustentabilidade no campo
Agricultura brasileira avança com inovação e precisão
A agricultura do Brasil consolidou-se como uma das mais avançadas do mundo graças à integração entre tecnologia, ciência e gestão eficiente dos recursos. Segundo a Embrapa, práticas como mapeamento de solo, pulverização localizada e aplicações em taxa variável (VRT) já fazem parte da rotina de mais de 35% das médias e grandes propriedades, número que cresce ano após ano.
Essas ferramentas aperfeiçoam o uso de insumos e fortalecem a tomada de decisão, garantindo maior produtividade com uso racional dos recursos naturais.
Tecnologia de aplicação garante precisão e segurança no uso de insumos
Dentro desse cenário, a tecnologia de aplicação surge como elemento central para assegurar que fertilizantes, defensivos e bioinsumos cheguem ao alvo correto, na dose adequada e no momento ideal. Trata-se de uma etapa estratégica para reduzir desperdícios e maximizar o desempenho agronômico.
A eficiência desse processo se potencializa quando associada ao uso de adjuvantes — substâncias que ampliam a eficácia, a estabilidade e a aderência das soluções aplicadas às plantas.
Adjuvantes ampliam performance e fortalecem sustentabilidade
Quando combinados à tecnologia de aplicação, os adjuvantes desempenham funções determinantes para o sucesso do manejo. Eles ajudam a:
- Diminuir a tensão superficial da água;
- Melhorar a aderência e o espalhamento da calda sobre as folhas;
- Reduzir perdas por deriva;
- Otimizar a absorção de nutrientes e moléculas químicas;
- Potencializar o desempenho de produtos biológicos.
Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica e doutor em agronomia pela Unesp, destaca que o adjuvante “é a ponte entre a tecnologia de aplicação e a resposta agronômica no campo”, ressaltando que o avanço das máquinas e a escolha correta de bicos têm papel decisivo na qualidade final das pulverizações.
Impacto econômico: mais eficiência e menor custo por hectare
Além dos benefícios operacionais, os adjuvantes têm papel importante na rentabilidade da produção. A correta utilização evita reaplicações, aumenta o aproveitamento dos insumos e reduz riscos de contaminação ambiental — fatores que contribuem diretamente para a sustentabilidade econômica e ecológica.
“Adjuvantes não são custos extras. São uma estratégia que multiplica a eficiência de cada produto aplicado, tornando o sistema mais produtivo e rentável”, afirma Neves.
Boas práticas de aplicação garantem resultados superiores
Para atingir todo o potencial dessas tecnologias, o especialista reforça a necessidade de boas práticas agrícolas, como:
- Calibração correta dos equipamentos;
- Escolha adequada dos bicos de pulverização;
- Respeito às condições climáticas;
- Integração com os programas de manejo nutricional e fitossanitário;
- Seleção do adjuvante correto para cada tipo de calda.
Inovação, responsabilidade e alta performance no agro brasileiro
Com a evolução constante da agricultura nacional, adjuvantes tornaram-se aliados essenciais para unir produtividade, rentabilidade e responsabilidade ambiental. Segundo Bruno Neves, esses produtos formam um elo fundamental para a eficiência agronômica e para sistemas de produção cada vez mais alinhados às demandas modernas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Agro7 dias agoLeite nacional busca ganho de eficiência em meio à pressão de importações
-
Paraná5 dias agoAlunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
-
Agro7 dias agoCoamo acelera construção de usina de etanol de milho no Paraná e projeto deve gerar até 2 mil empregos
-
Agro6 dias agoBrasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
-
Agro6 dias agoEtanol despenca 5,6% em maio com avanço da safra de cana e lidera queda dos combustíveis no Brasil
-
Agro6 dias agoDesenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
-
Polícial6 dias agoComandante-Geral da PMPR recebe o Secretário de Segurança Pública e encontro é marcado por entrega de condecorações
-
Entretenimento6 dias agoPedro do Flamengo curte férias em família e posa diante da Torre Eiffel, em Paris
