Paraná
Teatro José Maria Santos recebe festival com 20 peças de revelações das artes cênicas
De 3 a 12 de outubro, o Teatro José Maria Santos será palco da primeira edição do Festival Novos Olhares, que vai reunir 20 artistas do teatro e da dança de diferentes cidades do Paraná. Com apresentações de cenas breves, monólogos inéditos e não inéditos com duração entre 15 e 25 minutos, a proposta é dar holofotes para artistas iniciantes das artes cênicas do Estado.
“A ideia do festival é trazer artistas que são profissionais e aqueles que estão em início de carreira, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade na cena teatral paranaense”, afirma Eduardo Ramos, diretor e idealizador do projeto.
Com mais de 150 inscrições recebidas de todas as regiões do Paraná, a curadoria – composta por Eduardo Ramos, também diretor do AP da 13, Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, e o ator Luis Melo – selecionou 20 propostas que priorizam a diversidade racial, de gênero, territorial e artística. A distribuição das vagas foi pensada para refletir essa pluralidade: 5 artistas negros/negras, 5 LGBTQIAPN+, 5 residentes das periferias de Curitiba e 5 de outras cidades.
“Tivemos como premissa selecionar artistas e coletivos profissionais que ainda estão buscando seu espaço. Nada melhor do que começar por uma cena curta, que pode futuramente ser desenvolvida em um monólogo completo”, complementa Ramos.
A abertura oficial do Festival Novos Olhares acontece no dia 3 de outubro, com apresentação de uma cena breve da atriz Rosana Stavis, que vai participar da roda de conversa com o público, junto artistas convidados Sueli Araújo, Nautilio Portela, e como cerimonialista Carlos Alencastro, o não ator que fez parte do elenco do mais recente espetáculo da Cia: Multidão. As apresentações dos selecionados acontecem nos dias 4, 5, 10, 11 e 12 de outubro, com quatro cenas por noite.
Além da programação artística, o projeto Novos Olhares oferece ainda atividades formativas gratuitas, incluindo oficinas de dança, escrita criativa e produção cultural, abertas ao público em geral. “A proposta pedagógica do festival busca fortalecer a formação de novos artistas e criar conexões entre diferentes regiões do estado. Não é só sobre mostrar uma cena, é também sobre provocar encontros, trocas e crescimento coletivo”, explica Mayra Fernandes, curadora e coordenadora do festival.
“Priorizamos a pluralidade de raça, gênero e território. Queremos que o Novos Olhares seja uma porta de entrada real para quem está emergindo no cenário das artes cênicas no Paraná”, completa.
Para garantir o acesso de todos os públicos, o festival conta com tradução em Libras em todas as apresentações e, em dois dias da programação – 4 e 11 de outubro -, também haverá audiodescrição, atendendo às necessidades da comunidade cega de Curitiba. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com uma hora de antecedência diretamente na bilheteria do teatro. A programação completa, com detalhes sobre artistas, oficinas e atividades paralelas, será divulgada no perfil oficial da produtora no Instagram: @apedatreze.
Serviço:
Festival Novos Olhares
Apresentações: 03 a 05 de outubro e de 10 a 12 de outubro (sextas a domingos)
Sextas-feiras e sábados, às 20h
Domingos, às 18h
Local: Teatro José Maria Santos | R. Treze de Maio, 655, São Francisco, Curitiba-PR
Tempo de duração do espetáculo: 2 horas
Classificação: 18 anos
Especificações do espetáculo: Teatro
Entrada gratuita: retirada de ingressos 1h antes no local
Fonte: Governo PR
Paraná
Com operação integrada, Paraná amplia coleta de perfis genéticos em unidades penais
O Paraná realiza nesta semana uma operação integrada de coleta de material genético em unidades penais, reforçando a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para fins de investigação criminal. A ação iniciou segunda-feira (27) e segue até quinta-feira (30) nas nove regionais do Estado e deve resultar na coleta de cerca de 2.400 amostras, que serão inseridas no BNPG. A iniciativa integra um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) que reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com o objetivo de fortalecer a atuação nas unidades penais da região Sul.
“A ampliação do banco de perfis genéticos demonstra o alinhamento entre as forças de segurança e o compromisso do Estado com o aprimoramento dos processos na política penal. Com investimentos em efetivo, estrutura e tecnologia, a iniciativa fortalece a coleta contínua e qualificada, amplia a integração de informações e contribui diretamente para a elucidação de crimes, com rigor técnico e em conformidade com a legislação”, destaca o secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.
A operação é realizada de forma coordenada entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), com apoio dos Centros de Operações Integradas de Segurança Pública (COISP) e estruturas equivalentes nos demais estados envolvidos. A ação também contou com a participação do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCPR), garantindo a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas realizadas.
“A coleta de material genético nas unidades penais, aliada à inclusão desses dados no banco nacional, fortalece a atuação integrada das forças de segurança e qualifica o sistema de justiça criminal. A medida contribui para uma gestão mais estratégica do sistema prisional e atua tanto na resolução de crimes quanto na redução da reincidência, reforçando a confiança nas instituições”, destaca a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.
A proposta da Codesul estabelece um fluxo contínuo e organizado para a coleta de material biológico, com foco na qualificação dos processos e no aumento da eficiência investigativa.
BANCO NACIONAL — O BNPG concentra dados de DNA de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. A cada nova inclusão, o material é confrontado com os registros já existentes, permitindo identificar suspeitos, estabelecer vínculos entre ocorrências, auxiliar na localização de desaparecidos e avançar na resolução de casos, inclusive os mais antigos.
No contexto nacional, o Banco é composto majoritariamente por categorias relacionadas à persecução penal. De acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), de novembro de 2025, 74% dos registros totais correspondem a referências criminais, totalizando 206.642 cadastros. Outros 14% são oriundos de vestígios, com 38.475 perfis, enquanto cerca de 5% abrange a categoria ligada a pessoas desaparecidas.
No Paraná, o banco estadual contabiliza atualmente 12.809 perfis cadastrados, sendo 9.876 relacionados à identificação criminal. O Estado tem se destacado nacionalmente pelo avanço contínuo na inserção e qualificação desses dados. Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, foram inseridos 4.135 novos perfis na categoria criminal e 4.401 no total geral.
Esse desempenho colocou a PCIPR na segunda posição nacional no ranking do BNPG, em número absoluto de inserções na categoria de identificação criminal, consolidando o Estado como uma das principais referências do país na área.
“A coleta de DNA de pessoas condenadas permite que esse material seja comparado com vestígios de diferentes cenas de crime ao longo do tempo, o que pode ser decisivo para identificar a autoria e esclarecer casos. Com o avanço da tecnologia e da capacidade operacional, o Paraná se consolidou entre os principais laboratórios do país, reforçando a eficiência das análises e fortalecendo investigações criminais”, afirma o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
Um exemplo prático da importância do BNPG é o caso da menina Rachel Genofre, assassinada em 2008, em Curitiba. A identificação do autor ocorreu em 2019, após a inclusão do perfil genético no banco nacional, coletado durante um mutirão em um presídio paulista. O cruzamento com o vestígio preservado desde a época do crime permitiu chegar ao responsável.
CAPACITAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO — No Estado, a operação foi precedida por uma capacitação técnica realizada pela PCIPR e PPPR, que formou 50 policiais para atuar na coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa teve como foco preparar servidores para atuarem como multiplicadores dentro das unidades prisionais, ampliando a capacidade operacional do Estado e garantindo maior padronização nos procedimentos.
A formação incluiu etapas teóricas e práticas, com treinamento em protocolos de coleta, uso de equipamentos e integração entre as forças de segurança. Com a medida, a Polícia Penal passou a assumir a coleta diretamente nas unidades, enquanto a Polícia Científica mantém o suporte técnico e a inserção dos perfis no banco nacional.
Fonte: Governo PR
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