Paraná
Teatro Guaíra celebra 141 anos com conquistas históricas e recordes de público
O Teatro Guaíra celebra neste domingo, 28 de setembro,141 anos de história, consolidado como o maior complexo cultural da América Latina e referência no país pela qualidade de sua programação e a atuação de seus corpos artísticos. A data chega em um momento de grande vitalidade para a instituição, que encerrou 2024 com números históricos de público – mais de 413 mil pessoas prestigiaram os espetáculos em seus auditórios e nas circulações artísticas, o maior registro da última década.
Somente o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), o maior do complexo, recebeu mais de 300 mil espectadores em apresentações que reuniram grandes nomes da música, do teatro e da dança, além de atrações internacionais.
Os corpos artísticos mantidos pelo Centro Cultural Teatro Guaíra – Balé Teatro Guaíra, G2 Cia de Dança Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná – também contribuíram para o recorde. Juntos, realizaram 37 apresentações em outras cidades, incluindo apresentações no Exterior, alcançando 16.499 espectadores fora do complexo.
Somando-se às apresentações internas e externas, mais de 114.160 pessoas assistiram às produções desses grupos. Neste ano, somente neste primeiro semestre, os espetáculos dos corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra já alcançaram mais de 50 mil pessoas.
As comemorações dos 141 anos se somam a um calendário de realizações importantes. Em 2025, a Orquestra Sinfônica do Paraná celebrou seus 40 anos com concertos memoráveis, entre eles a execução da monumental Sinfonia da Ressurreição, de Gustav Mahler, que reuniu mais de 6 mil pessoas no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).
O Teatro de Comédia do Paraná estreou Daqui Ninguém Sai, em homenagem ao centenário de Dalton Trevisan, com mais de 4 mil espectadores. A G2 Cia. de Dança Teatro Guaíra, única companhia pública master da América Latina em atividade, completou 25 anos com a estreia de Gregor – uma odisseia patética e a circulação de GAG. Já a Escola de Dança Teatro Guaíra lotou o Guairinha com o espetáculo inédito ALGO/RITMO, enquanto seguia com intensa atuação em escolas públicas por meio do projeto Guaíra para Todos.
O calendário ainda incluiu a 24ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, que reuniu 25 companhias e quase 4 mil espectadores em sessões presenciais e ao ar livre.
Outro marco foi alcançado pelo Balé Teatro Guaíra (BTG), que neste ano, pela primeira vez em sua história, conquistou uma indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), um dos mais prestigiados da área cultural no país. O grupo foi indicado na categoria Elenco pelo espetáculo Contraponto, figurando entre os três finalistas.
Além da indicação inédita, o BTG expandiu sua projeção internacional com turnês em Portugal em março, e no segundo semestre na Dinamarca, após temporadas de sucesso em Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.
E para fechar com chave de ouro, com um ano repleto de atividades e realizações, pela primeira vez em sua história, o Teatro Guaíra é um dos indicados ao Prêmio Cenym de Teatro Nacional 2025, na categoria Melhor Teatro ou Casa de Espetáculos. A lista oficial foi divulgada na última sexta-feira (19) pela Academia de Artes no Teatro do Brasil (ATEB), organizadora da premiação.
“Esse ano foi um ano muito importante para o Teatro Guaíra. No ano dos 140 anos, tivemos o maior público da história do Teatro Guaíra também, com mais de 800 espetáculos nos nossos espaços, disse o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro.
“E este ano, nos 141 anos, está sendo de comemorações e desafios, com vários espetáculos da nossa orquestra, que comemorou 40 anos, e que motivaram muito toda a equipe aqui do teatro. Vencemos também os desafios de levar os nossos corpos artísticos para além do nosso Estado”, comemorou o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro.
REFORMA E INVESTIMENTOS – A celebração de 141 anos acontece em meio ao maior investimento em uma reforma, desde a inauguração do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), em 1974. O governador Carlos Massa Ratinho Juniro anunciou R$ 50 milhões para a revitalização e modernização do complexo, contemplando reformas estruturais, adequações de acessibilidade, modernização de equipamentos cenotécnicos e acústicos, além da aquisição de novos instrumentos para a Orquestra Sinfônica.
SOBRE O TEATRO GUAÍRA – Fundado em 1884 como Theatro São Theodoro, o Guaíra atravessou gerações e se reinventou ao longo do tempo, até se consolidar no atual complexo arquitetônico projetado por Rubens Meister, marco do modernismo brasileiro, no Centro de Curitiba.
Hoje, além dos três auditórios principais – o Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), o Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) e o Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório) –, o complexo inclui o Teatro José Maria Santos, localizado na Rua 13 de maio.
O Centro Cultural abarca reconhecidos corpos artísticos: o Balé Teatro Guaíra, a Orquestra Sinfônica do Paraná, a Escola de Dança Teatro Guaíra – que completará 70 anos em 2026 – e a G2 Cia. de Dança. Também produz o Festival Internacional de Bonecos e o Teatro de Comédia do Paraná, projeto que está no escopo do teatro há mais de 70 anos. “O Guaíra está cada vez mais próximo da população, promovendo o acesso à cultura com excelência artística e compromisso com a formação de plateias”, reforça Cavalheiro.
Fonte: Governo PR
Paraná
Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador
A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.
Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.
Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.
“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.
Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.
Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.
“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”
E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.
“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.
“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”
E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.
Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.
PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.
A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.
Fonte: Governo PR
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