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MPPR e Município de Quedas do Iguaçu formalizam a realização de concurso público para atender as áreas de educação e infância

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Em Quedas do Iguaçu, o Ministério Público do Paraná firmou Termo de Ajustamento de Conduta com o Município para a realização de concurso público para os quadros municipais para atendimento às áreas de infância e juventude e educação. O documento determina que o certame seja aberto e encerrado até o dia 31 de dezembro deste ano, com a nomeação dos novos servidores prevista para 2027.

Áudio da Promotora de Justiça Ana Righi Cenci

O TAC foi elaborado em conjunto por meio da 1ª e da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, que tem atribuição nas áreas de infância e educação e patrimônio público, respectivamente. Ficou estabelecida a contratação de 70 professores para Ensino Fundamental (de pré-escola ao 5° ano); 40 professores de Educação Infantil; 12 professores de Educação Física; 2 fonoaudiólogos; 2 terapeutas ocupacionais (cargos a serem criados por Lei Municipal); 4 assistentes sociais e 8 psicólogos. Além de realizar o concurso, o Município também se comprometeu a cessar a admissão de profissionais para esses cargos mediante Processo Seletivo Simplificado ou outras formas de contratação precária (inclusive terceirização).

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O MPPR sustenta que a contratação de novos servidores para o quadro efetivo do Município atende diversas demandas apresentadas pelas Promotorias, tanto em relação ao patrimônio público, no sentido de coibir a terceirização de serviços essenciais, quanto na área da infância e educação. Ficou estabelecido ainda pelo TAC que o andamento do concurso não poderá prejudicar os serviços já prestados pela administração pública, assim, os cargos atualmente ocupados por servidores nomeados devem ser mantidos até a posse dos novos concursados.

Homologação – Após a assinatura das partes, feita nesta semana, o TAC agora segue para homologação do Conselho Superior do Ministério Público.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

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Acontece no MPPR - Bandeirantes

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.

A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.

Como funciona

De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação. 

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Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.

A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.

Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.

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Articulação da rede

Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.

Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.

O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.

A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.

Fonte: Ministério Público PR

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