Agro
Tarifaço dos EUA provoca perda de US$ 608 milhões para municípios brasileiros do agronegócio
Dois meses após a aplicação das sobretaxas pelos Estados Unidos sobre produtos do agronegócio brasileiro, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para o efeito negativo na economia local. Segundo levantamento da entidade, baseado em dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, os Municípios registraram queda de 29,7% nas exportações, equivalente a US$ 608,3 milhões a menos na comparação com agosto e setembro de 2024.
“É fundamental que o governo federal adote medidas para preservar empregos e buscar novos mercados, evitando impactos ainda mais severos na economia municipal”, afirma Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.
Setores mais afetados: açúcar, carne, madeira e café
A análise indica que os setores mais impactados foram:
- Cana-de-açúcar: o açúcar bruto praticamente deixou de ser exportado, enquanto o açúcar refinado registrou queda de 25 milhões de toneladas, gerando US$ 99,2 milhões em perdas no bimestre.
- Carne bovina in natura: redução de US$ 91,2 milhões nas exportações.
- Madeireiro: produtos como obras de marcenaria, madeira compensada e perfilada tiveram retração conjunta de US$ 97,7 milhões.
- Café verde: exportações caíram 19,4 milhões de toneladas, resultando em perda de US$ 27,5 milhões para a economia dos Municípios.
Municípios mais prejudicados pelo tarifaço
Entre os Municípios que mais sofreram com a retração das exportações estão:
- Imperatriz (MA): queda de 8 milhões de toneladas, impactando US$ 27,9 milhões.
- Caçador (SC): redução de 12,9 milhões de toneladas, com perda de US$ 15,3 milhões.
- Matão (SP): retração de US$ 26 milhões.
- Três Lagoas (MG): perda de US$ 26 milhões.
- Lins (SP): queda de US$ 12,5 milhões.
O levantamento reforça os desafios enfrentados pelos gestores municipais, que lidam com aumento de responsabilidades sem contrapartida de recursos financeiros, impactando diretamente a economia local.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.
No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.
De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.
Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.
A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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