Connect with us


Agro

Sustentabilidade marca nova IG de São Paulo: banana do Vale do Ribeira conquista reconhecimento

Publicado em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebra a conquista de mais uma Indicação Geográfica (IG) no estado de São Paulo: a banana do Vale do Ribeira. Desde 2020, quando a mobilização dos produtores chegou ao ministério, a equipe da Divisão de Desenvolvimento Rural em São Paulo (DDR-SP) acompanha o processo. O reconhecimento da Indicação de Procedência foi formalizado na terça-feira (14).

O Mapa prestou apoio técnico e orientações aos municípios envolvidos, inclusive por meio de eventos itinerantes para apresentar aos produtores os benefícios da IG. A Indicação Geográfica é um instrumento de valorização da produção regional, conferido por selo que comprova a relação entre determinado produto ou serviço e seu território de origem. O registro é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Além do Mapa, participaram da iniciativa o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Instituto Federal de São Paulo e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Os produtores estão representados pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e pela CooperCentral do Vale do Ribeira.

Leia mais:  Arroba em alta melhora margem do pecuarista, mostra Cepea

Para o presidente da associação, Augusto Aranha, o selo consolida a vocação que o Vale do Ribeira vem fortalecendo nos últimos anos: uma agricultura sustentável, integrada à preservação ambiental. Ele destaca que, após a conquista, o próximo passo será organizar o uso da marca e estruturar ações de divulgação para ampliar o reconhecimento do produto junto aos consumidores.

Localizado a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, o Vale do Ribeira reúne produção agrícola em sintonia com a Mata Atlântica, com forte presença da agricultura familiar. O instrumento oficial que delimitou o território foi emitido pela Cati e inclui os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook

Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Published

on

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia mais:  Demanda por etanol no Brasil pode mais que dobrar até 2040, aponta estudo do Instituto MBC
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia mais:  Prazo para regularizar imóveis rurais em faixa de fronteira é prorrogado até 2030

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262