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Suplementada, chamada de Bolsas no País amplia Pós-Doutorado Júnior em 43%

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O investimento adicional de R$ 45 milhões na chamada de Bolsas no País permitiu ampliar em 43% o total de bolsas de Pós-Doutorado Junior (PDJ) concedidas neste ano – um salto de 777 para 1.100 bolsas, 337 além do previsto. Em relação ao resultado preliminar, que previa 667 bolsas PDJ antes da incorporação das reconsiderações, o acréscimo é de 67%, com 447 bolsas a mais.
Confira o resultado final.

Resultado de um esforço conjunto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), esse valor é o somatório de um aporte orçamentário adicional próprio do CNPq e de uma suplementação obtida junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, na linha de atuação Fixação de Pesquisadores do programa estratégico Conhecimento Brasil.

Ampliado em um terço em relação ao previsto, o investimento final na chamada alcançará R$ 170 milhões em dois anos, permitindo a concessão de 1.392 bolsas em seis modalidades. Além das 1.114 bolsas PDJ, a chamada aprovou 43 propostas de Pós-Doutorado Empresarial (PDI); 43 propostas de Pesquisador Visitante Especial (PVE); 149 propostas de Pesquisador Visitante (PV); 41 propostas de Doutorado Sanduíche no País (SWP); e 2 de Doutorado Sanduíche Empresarial (SWI).

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“A decisão de priorizar a ampliação das bolsas PDJ atende ao interesse estratégico de buscar fixar no país os jovens talentos da ciência brasileira, que são os que mais precisam dessas bolsas para se manter na atividade científica imediatamente após concluírem seus doutorados. A bolsa PDJ é decisiva para que esses jovens sigam fazendo ciência no Brasil enquanto buscam colocações mais estáveis em universidades ou empresas”, explica o presidente do CNPq, Olival Freire Jr.

Do total de bolsas aprovadas, 649 (46,6%) foram para a região Sudeste; 284 (20,4%) para a região Sul; 318 (22,8%) para o Nordeste; 91 (6,5%) para o Centro-Oeste; e 49 (3,5%) para a região Norte.
As áreas do conhecimento com maior número de bolsas foram Ciências Biológicas (305); Exatas e da Terra (206); Agrárias (197); Humanas (169); e Engenharias (156).

A distribuição das bolsas por faixa etária indica que jovens pesquisadores foram os mais contemplados pela chamada, com 70% das bolsas (969) atribuídas a cientistas com menos de 40 anos. A faixa etária mais contemplada foi entre 30 e 34 anos, com 492 bolsas, 35,3% do total. Outras 337 bolsas (24,2%) foram para pesquisadores com entre 35 e 39 anos; e 140 (10%) para cientistas com idade entre 25 e 29 anos. No recorte por sexo dos proponentes, 467 (51,5%) são homens e 437 (48,2%) são mulheres, com 4 propostas (0,3%) sem declaração.

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Entre as novidades da chamada neste ano, destaca-se a substituição da modalidade de Pós-Doutorado Sênior (PDS) pela modalidade Pesquisador Visitante (PV), cujas regras foram ampliadas, permitindo que doutores com mais de sete anos de conclusão do doutorado possam se candidatar.

Além disso, a modalidade Pesquisador Visitante Especial (PVE), que não estava disponível nas edições anteriores, foi incluída nesta edição, oferecendo uma nova oportunidade para pesquisadores de destaque.

Acesse a página da Chamada CNPq Nº 49/2024 – Bolsas no País.

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Divulgação

Com informações do CNPq

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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