Brasil
Sudeste: economia e população da região mais rica do país ganharam com entregas importantes em 2025
Região que responde por mais da metade do PIB nacional — 53% —, o Sudeste é marcado pela forte industrialização, por um setor de serviços diversificado e pelo crescimento constante do agronegócio.
Com o objetivo de fomentar cada vez mais o desenvolvimento dessa parte do país, em 2025 o Ministério dos Transportes destravou obras históricas, realizou 9 leilões e avançou em projetos ferroviários estratégicos.
Ações que geraram impactos diretos na fluidez do tráfego, na eficiência logística e no escoamento de cargas, beneficiando milhões de brasileiros e fortalecendo a economia regional.
São Paulo: principal polo econômico do país e detentor do maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as unidades da federação, São Paulo concentra alguns dos mais importantes corredores logísticos do Brasil. A Via Dutra é um deles.
Entre as obras entregues na rodovia, destaca-se a expansão das pistas expressas ao longo de 24 quilômetros entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e a capital paulista. Novos viadutos ampliarão conexões com rodovias como a Hélio Smidt e a BR-381, além de uma ligação inédita com a ponte do Tatuapé.
Houve ainda a inauguração do Viaduto Papa Francisco, em Aparecida (SP). A obra elimina o cruzamento entre veículos e a linha férrea, contribuindo para o aumento da segurança viária e a melhoria da fluidez do tráfego, com benefícios diretos para moradores e para os cerca de 150 mil romeiros que visitam anualmente o Santuário Nacional. O eixo ainda abrange melhorias em complexos viários que expandem a ligação da rodovia à malha urbana paulista.
Entre os leilões de rodovias paulistas realizados em 2025, destaca-se o da Rodovia Fernão Dias, eixo vital entre São Paulo e Belo Horizonte, passa por uma transformação robusta: o novo contrato projeta quase R$ 15 bilhões ao longo de 15 anos. As obras incluem intervenções voltadas à segurança viária, à ampliação da capacidade e a melhorias estruturantes, com potencial de gerar cerca de 137 mil empregos.
Minas Gerais: o estado encerrou 2025 com um recorde de leilões, totalizando quatro certames que somam R$40 bilhões em investimentos. Desde que o ministro Renan Filho assumiu a pasta, em 2023, Minas Gerais passou a liderar o número de concessões rodoviárias, com sete leilões realizados em menos de três anos, que já somam cerca de R$ 63 bilhões em investimentos privados aplicados em estradas estratégicas, como as BRs-040, 381 e 262.
Detentor da maior malha rodoviária do país — com mais de 272 mil quilômetros de estradas que conectam as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste —, o estado é passagem obrigatória para grande parte da produção nacional e um elo essencial da logística brasileira.
Também foi em 2025 que o Governo Federal investiu R$ 120 milhões no Anel Rodoviário de Belo Horizonte e entregou duas novas pontes na BR-265, que é uma via transversal com 916 quilômetros de extensão, considerada uma das principais rodovias do Sul de Minas. A estrada tem papel estratégico para o transporte de café, batata e hortaliças.
A BR-135 passou a receber diversas obras de pavimentação e recuperação de trechos estratégicos, enquanto a BR-040 contou com ações para facilitar a ligação entre o Centro-Oeste e o Sudeste.
Rio de Janeiro: a nova concessão da BR-040/495, ligação estratégica entre a capital fluminense e Juiz de Fora (MG), garantiu R$ 8,8 bilhões em obras de modernização, duplicação e aumento de capacidade, retomando intervenções paradas há muito tempo. O aporte vai beneficiar os mais de 49 mil motoristas que trafegam diariamente pelo trecho com faixas adicionais, vias marginais, túneis, passarelas, ciclovias, pontos de ônibus e um Ponto de Parada e Descanso (PPD).
No trecho da Autopista Fluminense, a BR-101 teve assegurados R$ 10,18 bilhões para modernizar um total de 322,10 quilômetros, da divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo ao entroncamento com a Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói.
No quesito ferrovias, o Ministério dos Transportes apresentou o primeiro projeto de Chamamento Público no setor. O Corredor Minas-Rio, que inclui a ferrovia entre Angra dos Reis (RJ) e Varginha (MG), será o primeiro projeto estruturado com base na Lei das Ferrovias, nº 14.273/2021.
O empreendimento dará sequência à estratégia do Ministério dos Transportes de ampliar a malha ferroviária nacional e de criar um ambiente mais atrativo e previsível para novos investimentos no setor.
Espírito Santo: o principal destaque no estado foi o avanço da concessão da Estrada de Ferro EF-118 (conhecido como Anel Ferroviário do Sudeste), com a aprovação, pelo Ministério dos Transportes, do plano de outorga do projeto. A iniciativa abre caminho para a implantação de um novo eixo ferroviário ligando Santa Leopoldina (ES) a São João da Barra (RJ), com extensão de 246 quilômetros, aproximadamente, intensificando a conexão logística entre os dois estados e estendendo o acesso a importantes complexos portuários da região. O modelo adotado, que conta com a participação inédita da União, também possibilita expansões futuras da malha ferroviária. O leilão deverá acontecer em julho deste ano.
O estado também conta com a repactuação do contrato com a Ecovias Capixaba, que permitiu obras de reforço de pavimento, aumento de capacidade, novas soluções de segurança e tecnologias de monitoramento.
As entregas realizadas pelo Ministério dos Transportes na região Sudeste, em 2025, não resultam apenas na transformação da malha viária brasileira. A pasta entregou desenvolvimento regional e mais segurança, crescimento, qualidade de vida e oportunidades para o povo brasileiro.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Com turismo em alta, apenas cinco das principais festas juninas do país vão movimentar R$ 2,4 bilhões
Quando junho chega, o Brasil muda de ritmo. As ruas ganham cores, cidades inteiras se mobilizam para receber visitantes e milhares de trabalhadores encontram nos festejos juninos uma oportunidade vital de aumentar a renda. Muito além da tradição, o São João brasileiro tornou-se uma potência econômica.
Um levantamento do Ministério do Turismo indica que a movimentação econômica neste período chegará a R$ 2,4 bilhões, considerando apenas cinco dos principais destinos juninos do país. O impacto positivo se estende de ponta a ponta da cadeia, beneficiando a rede hoteleira, aeroportos, bares, restaurantes e pequenos negócios.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, as festas juninas são o exemplo perfeito de como o setor pode transformar a tradição cultural em oportunidade.
“São eventos que fortalecem a nossa identidade, movimentam as economias locais e levam desenvolvimento para centenas de municípios em todas as regiões. Além de preservar tradições que atravessam gerações, os festejos geram emprego, renda e consolidam o turismo como um forte instrumento de desenvolvimento regional”, avaliou.
Nordeste lidera os festejos juninos
Principal polo das festividades, a região Nordeste concentra os maiores eventos do calendário turístico nacional, com cifras que impressionam. Na Paraíba, o “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande, espera receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar R$ 800 milhões. O evento conta com o apoio de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo (MTur) para fortalecer sua infraestrutura.
Em Pernambuco, Caruaru, “O Melhor e Maior São João do Mundo”, se prepara para atrair 4 milhões de pessoas, com a expectativa de injetar R$ 800 milhões na economia e gerar 20 mil empregos diretos e indiretos, lotando a rede hoteleira. Ainda no estado, Petrolina projeta movimentar R$ 325 milhões e atrair 50 mil passageiros pelo aeroporto local, com o tema “Aqui é Paixão”.
A grandiosidade se repete nos demais estados nordestinos. No Ceará, Maracanaú deve reunir 2,7 milhões de espectadores, movimentando R$ 100 milhões e gerando 4,5 mil empregos em torno do seu famoso quadrilhódromo.
O tradicional Mossoró Cidade Junina, no Rio Grande do Norte, projeta a chegada de 1,2 milhão de visitantes e uma injeção de R$ 360 milhões, com hotéis batendo a lotação máxima nos fins de semana.
Completando o roteiro da região, em Sergipe, a combinação do Forró Caju e do Arraiá do Povo, em Aracaju, promete atrair 2,5 milhões de pessoas e gerar um impacto de R$ 400 milhões. Maceió (AL) espera 700 mil pessoas no Massayó, no Polo Jaraguá; São Luís (MA) projeta a chegada de 250 mil visitantes com a força do Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, e Amargosa (BA) deve receber 70 mil pessoas por dia, movimentando R$ 50 milhões na economia baiana.
A tradição por todo o país
O aquecimento do turismo e a valorização cultural, no entanto, vão muito além do Nordeste. Na região Norte, o tradicional duelo entre os bois Caprichoso e Garantido, no Festival de Parintins (AM), espera receber 120 mil turistas e movimentar R$ 220 milhões. No Pará, o Arrastão do Pavulagem vai levar mais de 140 mil pessoas às ruas de Belém, durante o período junino.
Já no Centro-Oeste, o Banho de São João, de Corumbá (MS), mobiliza 94 comunidades às margens do Rio Paraguai, com um investimento de R$ 4 milhões nesta edição, enquanto o Arraiá do Bem, em Goiânia (GO), consolida-se como o grande destaque junino do estado.
No Sudeste, a tradição e a economia caminham juntas. A Festa Junina Beneficente de Votorantim, em São Paulo, espera movimentar R$ 20 milhões, gerar 2,5 mil empregos e atrair meio milhão de pessoas. Em Minas Gerais, a Fenamilho une grandes shows, cultura popular e a força do agronegócio.
No Sul do país, o São João do Itaperiú (SC) mantém viva uma tradição centenária com a realização da 111ª Festa de São João. A expectativa é receber cerca de 20 mil visitantes, número que supera várias vezes a população do município, que tem cerca de 3,5 mil habitantes. Já a Festa Nacional do Pinhão, em Lages (SC), esquenta o turismo de inverno, elevando a ocupação hoteleira na Serra Catarinense ao misturar a gastronomia típica à cultura da região.
Produto turístico internacional
O potencial de atração das festas juninas brasileiras também rompe fronteiras. No início deste ano, em uma ação estratégica do MTur, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil, o Obelisco – um dos principais cartões-postais de Buenos Aires, na Argentina – foi transformado em um grande arraial. O evento levou forró, dança e gastronomia típica ao público portenho, com o objetivo de estimular as viagens de sul-americanos para o Brasil durante o mês de junho. A escolha do mercado foi precisa: a Argentina é o principal polo emissor de turistas para o país, tendo respondido por mais de 3,3 milhões dos 9,2 milhões de visitantes estrangeiros recebidos no ano de 2025.
Destino: Festas Juninas
Para mostrar a força dos festejos juninos como atrativo turístico e motor de desenvolvimento regional, o MTur lançou o projeto “Destino: Festas Juninas”. A iniciativa reúne uma websérie e uma série de rádio com 10 episódios que percorrem cinco dos principais destinos juninos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
Por meio das histórias de pessoas que mantêm viva uma das mais importantes manifestações culturais do país, o projeto retrata como os festejos juninos impulsionam o turismo, movimentam a economia e geram oportunidades nos destinos.
Acesse aqui o primeiro episódio da série, no Youtube, Facebook e Instagram do Ministério do Turismo.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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