Brasil
Silveira celebra retomada da indústria naval com assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, no Rio Grande do Sul
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta terça-feira (21/1), no Estaleiro Rio Grande, em Rio Grande (RS), da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa estratégica do Sistema Petrobras voltada à renovação e ampliação da frota marítima e fluvial brasileira. O evento, que contou com a presença do presidente Lula e de autoridades federais, estaduais e municipais, marca um novo ciclo de investimentos na indústria naval e offshore nacional.
Do total de investimentos, aproximadamente US$ 414 milhões serão destinados à construção de cinco navios gaseiros no Estaleiro Rio Grande, com potencial de geração de até 3.200 empregos diretos e indiretos. As novas embarcações ampliarão de seis para 14 a frota da Transpetro desse tipo de navio, triplicando a capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e outros derivados, como a amônia, além de incorporar ganhos ambientais, com até 20% mais eficiência energética e redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a iniciativa dialoga diretamente com as políticas do MME para o fortalecimento da infraestrutura logística do setor energético, o adensamento da cadeia produtiva nacional e a ampliação do conteúdo local.
“Retomar a indústria naval no Brasil é fundamental para não só para a reindustrialização, mas para a nossa soberania energética e alimentar. É o fortalecimento e a valorização do nosso conteúdo local, gerando empregos e desenvolvimento social”, afirmou Silveira.
Ao incentivar investimentos em embarcações mais modernas e eficientes, o programa contribui para garantir maior segurança operacional, competitividade e sustentabilidade no abastecimento energético.
Além do impacto industrial, o Programa Mar Aberto tem papel relevante na geração de emprego e renda, especialmente em regiões com tradição naval, como o Rio Grande do Sul. A assinatura dos contratos representa um passo concreto na reativação do setor e no fortalecimento de estaleiros brasileiros, em consonância com a estratégia do Governo do Brasil de promover desenvolvimento econômico com base em investimentos produtivos e conteúdo nacional.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
MTE institui Comitê Gestor para fortalecer política de incubação de cooperativas populares
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, na última segunda-feira (27), a Portaria nº 735 que institui o Comitê Gestor do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). A medida marca um novo passo na consolidação da política pública voltada à incubação de empreendimentos de Economia Solidária no país.
O Comitê terá como principal finalidade promover a articulação, o acompanhamento e o monitoramento das ações do Proninc, programa coordenado pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), do MTE. A iniciativa fortalece projetos de incubadoras vinculadas, em sua maioria, a instituições de ensino superior e institutos federais, integrando ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, o Brasil conta com 94 incubadoras.
tecnológicas de Economia Popular e Solidária.
Entre as atribuições do novo colegiado estão a formulação e revisão das diretrizes da política de incubação, a definição de critérios para seleção de
iniciativas e a avaliação da execução do programa. Também caberá ao Comitê disseminar metodologias baseadas na autogestão, na participação social e na educação popular, além de fomentar capacitações e fortalecer redes de cooperação.
A Portaria estabelece ainda que o Comitê atuará na mobilização de recursos financeiros, humanos e institucionais, na promoção da transparência e
do controle social, e no estímulo à territorialização das ações, respeitando as especificidades culturais, econômicas e sociais de cada região. Assim que
estiver instalado, o Comitê Gestor terá três tarefas fundamentais: mapear a situação das incubadoras, num exercício de amplo diagnóstico para avaliar as condições da política pública, depois desse período; construir as diretrizes para a Política de Incubação no Brasil, definindo quais serão os caminhos e como ela tem que ser feita; e avaliar o processo de incubação no país, com um conjunto de marcos/indicadores.
A coordenação do Comitê ficará sob responsabilidade da Senaes, que também oferecerá suporte administrativo e operacional. O Comitê poderá elaborar um Regimento Interno, a ser aprovado em até 90 dias após sua instalação, definindo regras de funcionamento e deliberação.
A composição do Comitê reúne representantes de diversos órgãos do Governo Federal, instituições de fomento, redes acadêmicas e entidades ligadas à Economia Solidária, ampliando o caráter intersetorial da política. A Portaria também prevê a participação de convidados, sem direito a voto, para colaborar em temas específicos.
As reuniões ordinárias serão realizadas a cada quatro meses, podendo ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida. Com a criação do Comitê Gestor, o governo busca fortalecer a articulação institucional e ampliar o alcance das políticas de apoio às cooperativas populares, reconhecidas como instrumentos de geração de trabalho, renda e inclusão social. Segundo Sérgio Godoy, diretor de Formação e Estudos da Senaes, a extinção do Comitê, no governo anterior, representou um grande retrocesso, com a desarticulação de espaços de participação social na formulação das políticas públicas, especificamente as ligadas à Economia Solidária. O diretor explicou que “o Governo Lula precisou reconectar relações com todas as incubadoras, presentes em universidades, institutos federais, estaduais e fundações, além de retomar o diálogo com os movimentos ligados às tecnologias sociais”. “Foi necessário um novo estudo sobre o cenário para que pudéssemos construir diagnósticos e promover oficinas neste período”, afirmou.
Fernando Zamban, secretário nacional de Economia Popular e Solidária, ressalta que a Política de Incubação para a Economia Solidária é fundamental
para a sobrevivência e competitividade dos negócios solidários, garantindo sustentabilidade, com as técnicas de gestão, marketing, contabilidade, entre
outras, que preparam para que os empreendimentos e coletivos possam superar obstáculos mercadológicos com maior segurança.
Confira os órgãos, que integrarão o Comitê.
I – Secretaria-Geral da Presidência da República;
II – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
III – Ministério da Saúde;
IV – Ministério da Cultura;
V – Ministério da Justiça e Segurança Pública;
VI – Ministério da Educação;
VII – Fundação Banco do Brasil;
VIII – Rede Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho – Rede
Unitrabalho;
IX – Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia
Social – ABEPETS;
X – Rede de Economia Solidária dos Servidores da Rede Federal – Rede IF
EcoSol;
XI – Rede Universitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas
Populares – Rede ITCPs;
XII – Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de
Educação Superior – FORPROEX;
XIII – Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF;
XIV – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq;
XV – Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP
Acesse a Portaria nº 735
Conheça mais sobre o Proninc
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