Paraná
Startup incentivada pelo Estado cria metodologia empreendedora para educação básica
Com foco em tornar o ensino em escolas mais interessante e proveitoso para crianças e jovens, a startup paranaense Decola School, incentivada pelo projeto do governo estadual Paraná Anjo Inovador, tem desenvolvido soluções voltadas para a área da educação utilizando princípios do empreendedorismo.
Amigos há mais de 20 anos e apaixonados por educação, a administradora Ana Murakawa e o profissional de TI Dirceu Perre, de Londrina, Norte do Estado, viram a oportunidade de transformar a educação básica por meio da aplicação de conceitos do universo das startups.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10,9 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos não estudam e não trabalham. Impactados por esses dados, os sócios decidiram criar a Decola Startup School, uma metodologia que mistura educação empreendedora com ensino regular, e que tem o objetivo de desenvolver habilidades de resolução de problemas, como proatividade, coragem, confiança, criatividade, colaboração e empatia em alunos do ensino fundamental e médio.
A metodologia criada pela Decola Startup School é usada dentro das salas de aula de maneira intracurricular, por meio de oficinas aplicadas pelos próprios professores da escola, podendo ser implementada em diversas disciplinas. Os professores recebem os materiais e referências necessárias para a aplicação do programa, além de capacitações e mentorias quinzenais.
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Para Ana, o número alarmante de jovens “nem nem” (nome dado àqueles que não trabalham e não estudam) é uma realidade porque muitos deles não conseguem ver um propósito no que aprendem na escola e acabam ficando desmotivados na hora de escolher uma carreira para seguir.
“Queremos transformar a cultura da escola e implementar a cultura da inovação, trabalhando o empreendedorismo na raiz. Empreender é o querer fazer e fazer, ou seja, conseguir identificar um propósito de vida e se mobilizar para alcançar esse propósito mesmo diante das dificuldades”, explica.
“Nós entregamos para a escola todo o conteúdo pronto para o professor poder aplicar em sala. A metodologia funciona de forma transversal, então ela pode ser aplicada numa disciplina de matemática, geografia ou biologia, por exemplo”, conta Dirceu.
NA PRÁTICA – A Decola oferece dois produtos diferentes, um deles é o Junior Startup School, que inclui a metodologia completa sendo aplicada dentro das escolas, com uma carga horária de até 80 horas por ano com até dois encontros semanais. Os alunos recebem oficinas voltadas ao conceito “aprender fazendo” com aulas de modelagem de soluções, design thinking, economia e finanças, ecossistemas, cidadania digital, programação, prototipação, storytelling, entre outras.
Já o segundo produto é o Hackathon Startup School, no qual a Decola permite que as escolas e alunos tenham uma vivência de oito horas da metodologia criada pela startup, possibilitando que as instituições vejam de que forma isso pode impactar a cultura dentro da escola. Ambos os produtos podem ser aplicados em alunos desde o ensino fundamental até o ensino médio.
No projeto-piloto, os sócios conseguiram levar a metodologia para 150 escolas, onde mais de 200 professores puderam aplicar o método com 4 mil alunos. A Decola está regularmente atuando hoje em dia em duas escolas.
A ideia é que com o apoio do Paraná Anjo Inovador seja possível impactar também 500 alunos de escolas públicas do Paraná, envolvendo em torno de 100 professores de 10 a 20 escolas. Os recursos do programa serão utilizados para ofertar bolsas de estudo para esses alunos durante o período de 24 meses.
“Nosso objetivo com o Anjo Inovador é mostrar que o programa é, em especial, para as escolas públicas. Muitas vezes as pessoas acham que inovação, tecnologia e empreendedorismo são só para escolas particulares e a gente fez um programa para todos, que pode atingir tanto escolas privadas quanto públicas, e com isso quebrar barreiras e gerar um impacto positivo para esses jovens”, acrescenta Ana.
ANJO INOVADOR – O Governo do Paraná lançou no ano passado o maior projeto do Brasil de incentivo financeiro destinado às startups. O Paraná Anjo Inovador, promovido pela Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), destinou na primeira fase R$ 17 milhões de subsídio exclusivo para as empresas paranaenses enquadradas por lei como startups. Ainda np primeiro semestre de 2024, a SEI irá lançar uma nova fase do programa, com um novo edital, contemplando outras empresas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular
Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.
Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak
A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.
Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.
A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.
Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.
Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.
Processo 0000384-02.2026.8.16.0043
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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