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Agro

Soja no Brasil: colheita avança com cautela e preços internacionais seguem voláteis

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A colheita da soja 2025/26 no Brasil avança de forma desigual entre as principais regiões produtoras, impactada por condições climáticas, desafios logísticos e variações de preços no mercado físico e internacional. Enquanto algumas áreas registram progresso acelerado, outras permanecem com baixo índice de colheita, refletindo a cautela de produtores diante da incerteza sobre rendimento e demanda.

Colheita da soja ainda lenta no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a colheita é incipiente, atingindo apenas 1% da área cultivada de 6,68 milhões de hectares. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, 65% das lavouras estão em enchimento de grãos e 19% em maturação.

A estiagem em várias microrregiões reduziu o potencial produtivo, levando à revisão das expectativas de rendimento. Os produtores mantêm venda travada, com a saca cotada a R$ 117,00 em municípios do interior, enquanto no porto de Rio Grande chega a R$ 129,00.

Santa Catarina e Paraná: mercado mais estável

Em Santa Catarina, o mercado se mantém estável, impulsionado pela demanda da agroindústria e integração com a cadeia de proteína animal. A soja registra média de R$ 121,00 na Copérdia, com variação entre R$ 116,00 e R$ 117,00 em outras regiões. O farelo de soja mantém preços elevados, com granel a R$ 1,97/kg e ensacado a R$ 2,31/kg, refletindo forte procura das fábricas de ração. No porto de São Francisco do Sul, a saca chega a R$ 128,50.

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No Paraná, a colheita já atinge 42% da área, acelerada pelo encurtamento do ciclo em algumas regiões devido às altas temperaturas. O indicador Cepea/Esalq registra R$ 121,52 por saca, enquanto o porto de Paranaguá cotou R$ 128,66. Apesar do avanço, produtores enfrentam quedas de energia e congestionamento nas rodovias de acesso aos portos, impactando o escoamento.

Mercado internacional: Chicago e cenário externo mantêm volatilidade

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja mostram movimentos mistos, com leves altas em meio à volatilidade do mercado. Por volta das 7h (horário de Brasília), o contrato maio operava a US$ 11,74 por bushel, e o julho a US$ 11,87, com o óleo de soja em 63,22 cents de dólar por libra-peso e o farelo a US$ 315,20 por tonelada curta.

O mercado segue atento a conflitos geopolíticos, incluindo o Oriente Médio, e às relações China-EUA, além da visita do presidente Donald Trump à China em abril. A alta do petróleo, ainda que mais contida que nos últimos dias, também contribui para a sustentação dos preços.

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Fechamento em alta e pressão sobre cotações

Na terça-feira, os contratos futuros fecharam em alta:

  • Soja março: +0,50% (US$ 11,55 3/4 por bushel)
  • Soja maio: +0,56% (US$ 11,70 1/2 por bushel)
  • Farelo de soja março: +0,71% (US$ 310,50/t)
  • Óleo de soja março: +0,16% (62,27 cents/lp)

O movimento de valorização foi sustentado por fatores externos, como conflito no Oriente Médio, alta do petróleo e demanda interna nos EUA. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real limitou ganhos mais expressivos, beneficiando a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Avanço da colheita no Brasil

De acordo com a Conab, a colheita nacional atingiu 41,7% da área cultivada, com produtores mantendo cautela devido a fatores climáticos e logísticos. O mercado interno observa os preços com atenção, especialmente diante da expectativa de estabilidade ou leves ajustes nas cotações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa viabiliza exportação de genética bovina leiteira para Botsuana

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuou para viabilizar a exportação de 600 bovinos para Botsuana, sendo 590 animais da raça Girolando e 10 da raça Gir. A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira do país africano, que produz atualmente apenas 10% do leite que consome, por meio do melhoramento genético do rebanho e da transferência de tecnologia brasileira.

No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) verificou a documentação e as condições de transporte dos animais. Os bovinos foram transportados em três voos fretados. O primeiro ocorreu em julho, com o embarque de 189 animais, e os outros dois foram realizados nos dias 25 e 28 de setembro. Os animais partiram de Lins (SP), com destino a Lobatse, no sudeste de Botsuana. As negociações foram realizadas com a Botswana Development Corporation (BDC), empresa estatal do país.

Em 23 de setembro, o ministro de Negócios e Empreendedorismo de Botsuana, Tiroeaone Ntsima, e representantes da BDC estiveram em Lins para conhecer os animais destinados à exportação. A embaixadora de Botsuana no Brasil, Benetia Tumelo Chingapane, acompanhou a agenda do ministro durante a visita.

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Transferência de tecnologia

A cooperação entre Brasil e Botsuana vai além do fornecimento de animais e material genético. O objetivo é compartilhar conhecimentos e tecnologias que contribuam para a estruturação de programas de melhoramento genético e para o aumento da produtividade leiteira. Entre as possibilidades em avaliação está a instalação de um laboratório de fertilização in vitro (FIV) no país.

A experiência brasileira nessa área também é compartilhada com a Índia. Em dezembro de 2025, um memorando de entendimento firmado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa, estabeleceu um consórcio com três empresas indianas e duas brasileiras. O acordo prevê dez anos de cooperação científica e tecnológica, com foco na transferência e validação de tecnologias genômicas para a pecuária leiteira indiana.

No âmbito da parceria, o Brasil apoiou a instalação de três laboratórios na Índia: um de fertilização in vitro, um de análises clínicas veterinárias e outro de genômica.

O Girolando é resultado do cruzamento entre as raças Gir e Holandesa. Enquanto a primeira se destaca pela rusticidade e adaptação ao clima tropical, a segunda apresenta elevado potencial de produção de leite. A combinação dessas características tornou a raça uma das principais utilizadas na pecuária leiteira brasileira.

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A genética bovina desenvolvida no Brasil é resultado de décadas de pesquisa e melhoramento, com participação de instituições como a Embrapa, produtores, associações de criadores e órgãos públicos. A raça Gir, originária da Índia, também teve papel importante nesse processo, que permitiu ao país desenvolver animais adaptados às condições tropicais e com maior potencial produtivo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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