Agro
Soja: mercado cauteloso no Brasil acompanha plantio nos EUA e encontro entre Trump e Xi
Mercado brasileiro de soja registra baixa movimentação
A comercialização da soja no Brasil seguiu limitada ao longo da semana, com poucas oscilações nos preços. Em alguns momentos, houve melhora nas cotações, impulsionada por picos na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar.
Mesmo assim, os produtores optaram por negociar apenas volumes reduzidos, aproveitando oportunidades pontuais, o que manteve o ritmo de negócios moderado.
Conflito no Oriente Médio influencia custos e decisões globais
No cenário externo, o conflito no Oriente Médio continua sendo um dos principais direcionadores do mercado. A alta do petróleo, reflexo direto das tensões geopolíticas, levanta preocupações sobre o aumento dos custos de produção agrícola.
Esse fator pode impactar diretamente as decisões de plantio, especialmente nos Estados Unidos, onde produtores avaliam a viabilidade econômica da próxima safra.
Intenção de plantio de soja nos EUA ganha destaque
O mercado aguarda com expectativa o relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para divulgação na terça-feira (31), às 13h.
A expectativa é de aumento na área destinada à soja em 2026, superando tanto o ciclo anterior quanto a estimativa inicial apresentada em fevereiro durante o Fórum Anual do departamento.
Levantamento da Reuters aponta que o mercado projeta uma área de 85,55 milhões de acres. No ano passado, foram semeados 81,22 milhões de acres. As estimativas variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.
Caso confirmado, o número ficará acima dos 85 milhões de acres indicados anteriormente pelo USDA, mas ainda abaixo da área prevista para o milho, estimada em 94,37 milhões de acres.
Estoques de soja dos EUA também entram no radar
Além da área de plantio, o mercado também acompanha a divulgação dos estoques trimestrais norte-americanos, com posição em 1º de março.
A expectativa é de estoques em 2,077 bilhões de bushels, acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando o volume era de 1,911 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,29 bilhões de bushels.
Encontro entre Trump e Xi Jinping pode impactar comércio global
Outro fator relevante no radar do mercado é o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
A Casa Branca confirmou que Trump visitará Pequim nos dias 14 e 15 de maio para retomar as negociações com o governo chinês.
A viagem havia sido adiada anteriormente devido ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito com o Irã, mas foi remarcada mesmo com as tensões ainda em curso.
Expectativa por acordo comercial e demanda chinesa
O mercado internacional aposta que o encontro entre as duas maiores economias do mundo possa resultar em avanços nas negociações comerciais.
Nesse contexto, cresce a expectativa de que a China volte a intensificar as compras de soja dos Estados Unidos, movimento que pode influenciar diretamente os preços globais e o fluxo de exportações.
Resumo:
Apesar da estabilidade no mercado brasileiro, o cenário internacional segue como principal vetor de direção para a soja, com destaque para o relatório do USDA, os estoques americanos e as negociações entre Estados Unidos e China.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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