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Soberania digital e impactos da IA na sociedade estarão em debate no Fórum RNP 2026

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O controle sobre a infraestrutura tecnológica deixou de ser um debate restrito aos laboratórios e se tornou uma pauta de segurança e economia. A influência da inteligência artificial na sociedade e a urgência de garantir a independência do País nessa área vão guiar as discussões da 15ª edição do Fórum RNP. A programação será de 24 a 27 de agosto, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília (DF). Para participar, é preciso fazer inscrição pela internet.

O tema do evento promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), será Soberania Digital — Dados, IA e Pessoas. Na ocasião, especialistas terão como foco a necessidade de construir e gerenciar plataformas tecnológicas com identidade própria. O encontro consolida um espaço de troca para pesquisadores e gestores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI).

O diretor adjunto de Serviços Digitais Especializados da RNP e coordenador do evento, Marcello de Jesus, reforça a responsabilidade do encontro. “O Fórum RNP tem um papel estratégico ao reunir academia, governo, instituições de pesquisa e setor de tecnologia para discutir os desafios da transformação digital no Brasil”, afirma o gestor. Ele destaca que a intenção é integrar o ecossistema brasileiro e fomentar a capacitação de profissionais para atuar nos setores público e acadêmico.

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A abertura das atividades contará com o cientista da computação Silvio Meira, cofundador da empresa TDS e professor da Universidade Federal de Pernambuco. O pesquisador analisa como as políticas de controle digital impactam o progresso do País. O fórum também tem a presença confirmada da especialista Kizzy Terra e do doutor pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) Hallison Paz. Os dois pesquisadores coordenam projetos educacionais focados em democratizar o uso da tecnologia pela população.

A estrutura de palestras divide o conhecimento em eixos como ciência aberta, cultura nas redes, ética e computação avançada. A organização do fórum reservou o primeiro dia (24 de agosto) para as reuniões de lideranças convidadas e para as oficinas técnicas com vagas restritas. O público geral acompanha os painéis e a feira de negócios de 25 a 27 de agosto.

15ª edição do Fórum RNP
Data: de 24 a 27 de agosto de 2026
Programação pública disponível a partir do dia 25/08, com encerramento às 12h no dia 27
Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada (SHTN Trecho 1, Conjunto 1B, Bloco C, Asa Norte, Brasília-DF).
Inscrições e mais informações

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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