Connect with us


Agro

Síndrome da Murcha da Cana-de-Açúcar preocupa o setor e pode causar perdas de até 60%

Publicado em

Doença ameaça lavouras e impacta o setor sucroenergético

A Síndrome da Murcha da Cana-de-Açúcar (SMC) tem se tornado um dos principais desafios fitossanitários do setor sucroenergético brasileiro. O problema está ligado ao aumento expressivo de colmos secos e apodrecidos, especialmente em lavouras próximas à colheita, podendo atingir incidências de até 60% em determinadas áreas.

De acordo com o pesquisador Laudecir Lemos Raiol Júnior, do CEPENFITO, os impactos são significativos:

“Em experimentos de campo, registramos reduções de produtividade de até 40%. Em áreas comerciais, há relatos de perdas que chegam a 60%”, explica o especialista.

Essas estimativas são baseadas em levantamentos que consideram o número de colmos secos ou murchos por metro linear, permitindo avaliar diretamente o impacto da doença na produção.

Efeitos também atingem a indústria e elevam custos

Além dos danos no campo, a SMC também traz prejuízos à indústria. Colmos afetados, mesmo em estágios iniciais, apresentam altas cargas de microrganismos indesejáveis, como leveduras e bactérias, que reduzem a qualidade do caldo e dificultam o processo de fermentação.

Leia mais:  Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

Esses fatores provocam aumento da acidez, menor eficiência fermentativa e maior consumo de insumos industriais, elevando os custos de controle de contaminação.

Sintomas visíveis e causas associadas

Os sintomas variam conforme a variedade de cana, local de cultivo e manejo, mas há características recorrentes, como descoloração da casca, perda da camada de cera e, internamente, colmos com coloração “marrom glacê” e odor azedo, típico de fermentação.

A doença tende a se manifestar com mais intensidade no final do ciclo de maturação, quando o déficit hídrico aumenta e as plantas entram em senescência, tornando-se mais vulneráveis a patógenos.

Entre os principais fatores associados à síndrome estão:

  • Temperaturas elevadas;
  • Ataque de pragas;
  • Ocorrência de outras doenças;
  • Alto grau de maturação dos colmos.

Apesar de ser mais comum em estágios avançados, a SMC também pode ocorrer em plantas jovens, dependendo das condições ambientais e do nível de estresse fisiológico.

Estratégias de controle e manejo no campo

Para reduzir as perdas causadas pela doença, os especialistas recomendam:

  • Treinamento das equipes para identificar sintomas precocemente;
  • Monitoramento contínuo das áreas afetadas;
  • Antecipação da colheita, sempre que possível, para evitar o agravamento do apodrecimento dos colmos.
Leia mais:  Custos de produção caem no frango e sobem no suíno em outubro, aponta Embrapa

Essas medidas contribuem para minimizar os prejuízos agrícolas e industriais, mantendo a qualidade da matéria-prima processada.

Pesquisa da Unesp busca soluções e ferramentas de detecção precoce

O CEPENFITO, vinculado à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, tem se destacado nas pesquisas voltadas à identificação das causas e fatores de risco da SMC. O centro atua na análise das condições ambientais e de manejo que favorecem a doença e ampliam sua severidade no campo.

Segundo Raiol Júnior, novas frentes de pesquisa estão em andamento:

“Estamos avaliando ferramentas espectrais para detecção precoce de colmos doentes e conduzindo estudos sobre o comportamento de clones e variedades quanto à tolerância ou suscetibilidade à síndrome.”

Esses avanços buscam fortalecer o manejo preventivo e garantir maior sustentabilidade à produção canavieira no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

Leia mais:  Exportações da China desaceleram em março e refletem impactos da guerra no Oriente Médio
Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

Leia mais:  Custos de produção caem no frango e sobem no suíno em outubro, aponta Embrapa

Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262