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Paraná

Simulação em Morretes treina equipes e população para situações de desastre

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Os moradores do bairro Floresta, em Morretes, participaram, na manhã deste sábado (21), de exercício simulado de resposta a um cenário crítico de inundação e deslizamento. A atividade envolveu mais de 40 profissionais da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Corpo de Bombeiros Militar e prefeitura do município.

Foram reproduzidas situações com resgate a moradores com problemas de saúde, emissão de cell broadcast, evacuação de casas e abertura de abrigo em espaço seguro. A população local foi previamente avisada sobre todas as atividades. O exercício permitiu a revisão de protocolos e correção de eventuais falhas para o aprimoramento de procedimentos.

Localizada às margens da BR 277, a comunidade Floresta, onde vivem hoje cerca de 50 famílias, foi uma das mais afetadas pela tragédia Águas de Março, de 2011, que atingiu os municípios de Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaratuba. 

O simulado teve início às 9h30 com a vistoria dos geólogos numa residência em área de risco. Os proprietários, um casal, foi imediatamente retirado e levado para um ponto seguro. Ao mesmo tempo foi disparado um aviso por cell broadcast para todo o município, com um aviso sobre o treinamento. A ferramenta permite o envio de mensagem via antena de celular para os aparelhos de uma área predeterminada, sem a necessidade de cadastro.

Na estrada de terra que separa casas com grandes jardins e propriedades rurais localizadas na base da Serra do Mar, os moradores se concentraram na sede da associação de moradores. Neste ponto, duas pessoas que, no simulado teriam problemas graves de saúde, foram resgatadas de helicóptero, enquanto os demais seguiram de ônibus para o Colégio Estadual Osny Fraga, a poucos quilômetros dali. No abrigo, os moradores acompanharam palestras que reforçaram cuidados essenciais de proteção à vida diante de situações extremas como a tragédia de 2011.

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Para a Renata Colombo, presidente da associação de moradores do bairro, o simulado despertou a comunidade para a relevância das ações de prevenção.“Todas as dinâmicas realizadas foram relevantes, porque uma completa a outra. O aviso que nós recebemos, saber onde fica o ponto de encontro. A partir desse simulado nós vamos estar mais preparados, e essa simulação vai repercutir na nossa comunidade e localidades vizinhas”, avalia. 

Para a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros o exercício prático trará melhoria dos procedimentos de resposta, como destaca o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual.“Esse exercício foi bem completo, pudemos fazer um levantamento de quem recebeu o alerta e todo o desencadeamento da ação, desde a retirada de pessoas em áreas mais distantes ou aquelas com dificuldade de mobilidade. Tudo foi muito parecido com uma situação real,  como o que aconteceu em 2011, mas com recursos que nós não tínhamos naquela época”, destacou Fernandes.
“Voltamos nesse local onde muitos de nós atuaram há 15 anos. O simulado de hoje nos permitiu reforçar a segurança nessa comunidade com novas atividades que vão trazer  avanços no trabalho do estado e do município”, completa o tenente-coronel Fabrício Frazzato. 
O simulado é uma ferramenta prática que permite o aprimoramento de procedimentos e a adequação de eventuais falhas que possam ser corrigidas para melhorar as ações de preparação, mitigação e resposta em situações de emergência. É responsabilidade das prefeituras a atualização anual do plano de contingência onde estão contidos os mapeamentos das áreas de risco, definidos os abrigos em casos de desastre além de uma série de ações que envolvem o atendimento a eventos severos e extremos.
“Em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros o município se preparou e agora vamos fazer uma avaliação do que deu certo para manter e o que deu errado vamos corrigir para garantir a segurança de todos”, reforça o prefeito Sebastião Brindarolli Junior.
“Esperamos que, assim como Morretes, outros municípios procurem fazer simulados com a população. Queremos a partir desse evento criar um efeito educativo e sensibilizar os gestores municipais para a importância da prevenção a situações de desastre”, concluiu Fernandes. 

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Fonte: Governo PR

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Paraná amplia cuidados com mães e bebês e já registra 40,2 mil nascimentos em 2026

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Em alusão ao Dia das Mães, comemorado neste domingo (10), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância do cuidado integral com gestantes, puérperas e recém-nascidos, fundamental para garantir saúde e qualidade de vida desde os primeiros momentos.

Dados da pasta mostram que nos primeiros cinco meses de 2026 foram registrados 40.209 nascimentos no Paraná. Entre eles está o da pequena Rebecca Valentyna, filha da Juliana Ramos, que nasceu no Hospital e Maternidade Municipal Papa Francisco, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A mãe relembra o atendimento humanizado e a estrutura da nova maternidade como diferenciais no momento do parto.

“Fui super bem atendida e cuidada durante todo o período em que fiquei internada. Me internei no dia 10 de fevereiro, minha filha nasceu no dia 25 e tive alta no dia 4 de março. Passei praticamente um mês no hospital e não tenho nada para reclamar. Eu e a minha bebê fomos muito bem tratadas por toda a equipe, desde a gestação até depois do nascimento”, afirmou.

Inaugurada em 2025, a maternidade ampliou o atendimento materno-infantil na Região Metropolitana de Curitiba, oferecendo estrutura moderna e atendimento pelo SUS.

Outro avanço importante foi a reabertura do Hospital e Maternidade Municipal de Rio Branco do Sul, também na RMC, inaugurado em outubro de 2025 após mais de uma década sem maternidade no município. A unidade passou por reforma e ampliação, beneficiando também moradores do Vale do Ribeira, com estrutura de pronto atendimento, centro obstétrico e 37 leitos.

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Em 2026, o Estado também inaugurou a Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, referência para os sete municípios do Litoral. A unidade recebeu investimento de R$ 11,2 milhões e conta com leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), promovendo atendimento humanizado e maior segurança para mães e bebês. Desde a inauguração, já realizou mais de 700 atendimentos obstétricos e 160 partos.

Além das novas maternidades entregues em Pinhais, Rio Branco do Sul e Paranaguá, o Paraná também conta com importantes unidades de referência materno-infantil em diferentes regiões do Estado, como a Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina, em Loanda, que foi ampliada e dobrou a capacidade de atendimento, e o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes, em São Mateus do Sul, que ganhou uma nova estrutura após investimentos de R$ 21 milhões do Governo do Estado, por meio da Sesa.

O Paraná também avança na ampliação da rede materno-infantil através de suas maternidades padrão. O projeto padrão, criado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e oferecido às prefeituras, está em tramitação em diferentes regiões do Estado. Entre os municípios contemplados estão Bela Vista do Paraíso, Reserva, Pinhão, Sengés, Marechal Cândido Rondon, São João do Ivaí, Marialva e Toledo, fortalecendo a assistência obstétrica e neonatal e ampliando o acesso ao atendimento especializado para gestantes e recém-nascidos.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, são estruturas que reforçam a ação do Governo do Estado e da Secretaria da Saúde na regionalização do atendimento. “As futuras mamães agora têm condições de receber o atendimento mais perto das suas casas, sejam nos Pronto Atendimentos Municipais, nas Unidades Mistas de Saúde ou nos Ambulatórios Médicos de Especialidades. E claro, toda essa estrutura de novas maternidades contribuem para dar mais dignidade e tecnologia no atendimento às gestantes”, disse.

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LINHA DE CUIDADO MATERNO INFANTIL – Outros avanços recentes foram a ampliação da vacinação BCG diretamente nas maternidades e a oferta do ultrassom morfológico para 100% das gestantes atendidas pelo SUS no Estado, fortalecendo ainda mais a Linha de Cuidado Materno Infantil.

A coordenadora de Atenção e Vigilância da Sesa, Carolina Bolfe Poliquesi, reforçou que a Linha de Cuidado Materno Infantil organiza e qualifica a assistência prestada em todas as etapas. “A Linha de Cuidado visa apoiar a organização das ações e dos serviços de saúde e a melhoria da assistência à saúde da criança, com a instituição de diretrizes para o cuidado integral”, afirmou.

A Linha de cuidado está estruturada de forma integrada na Rede de Atenção à Saúde, envolvendo a Atenção Primária à Saúde (APS), a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e a Atenção Hospitalar (AH), e organiza e qualifica a assistência à gestante, à puérpera e à criança em todo o Paraná. A iniciativa tem como objetivo garantir acesso, integralidade e qualidade do cuidado, desde o planejamento reprodutivo, passando pelo pré-natal, parto e puerpério, até o acompanhamento da criança nos primeiros anos de vida.

Fonte: Governo PR

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