Brasil
Combate ao crime: MJSP lança Rede Nacional contra roubo de cargas
Brasília, 17/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nessa terça-feira (16), a Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga (Redecarga), iniciativa voltada a fortalecer a atuação integrada das forças de segurança no combate a um dos crimes que mais impactam a logística, a economia e a segurança pública no País. A cerimônia ocorreu durante a abertura do I Encontro Técnico da Rede, realizado nos dias 16 e 17 de dezembro, em Brasília (DF), reunindo representantes de todas as Unidades da Federação, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do setor privado de transporte.
A coordenação da Rede ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). O objetivo é promover a integração entre as Delegacias Especializadas no Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga de todo o Brasil, ampliando a cooperação institucional, o intercâmbio de informações estratégicas e a realização de ações conjuntas voltadas à repressão qualificada dessas práticas criminosas.
Durante o encontro, os pontos focais indicados pelos estados participaram de debates e painéis voltados ao compartilhamento de experiências, à apresentação de boas práticas e ao alinhamento de procedimentos operacionais.
A proposta é permitir que as equipes conheçam as diferentes realidades regionais e construam soluções conjuntas, respeitando as especificidades locais, mas atuando de forma coordenada no enfrentamento do crime organizado que atua no setor de transporte de cargas.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, a criação da Rede representa um avanço estrutural na política de segurança pública.
“As redes nacionais especializadas representam um passo significativo para a desconstrução do crime organizado no Brasil. No caso do roubo e do furto de cargas, o diálogo permanente e a cooperação entre União e estados são fundamentais para ampliar a eficiência das investigações e das operações”, destacou.
Além de estimular a troca de informações, a Redecarga tem como finalidade oferecer suporte material e operacional às unidades policiais, favorecendo investigações mais complexas e ações simultâneas em diferentes regiões do País. A iniciativa busca, ainda, aproximar o poder público do setor privado, reconhecendo o papel estratégico da cadeia logística e a necessidade de atuação integrada para reduzir prejuízos econômicos e riscos à população.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, ressaltou que a Rede fortalece a atuação baseada em inteligência e cooperação. “A integração entre as polícias civis especializadas, a Polícia Rodoviária Federal e outros parceiros institucionais permite qualificar o enfrentamento ao roubo e ao furto de cargas, com ações coordenadas, uso estratégico de dados e maior capacidade de resposta ao crime organizado”, afirmou.
A programação do encontro técnico contou com discussões sobre fluxos de informação, padronização de procedimentos, uso de tecnologias aplicadas à investigação e estratégias de trabalho conjunto. A expectativa do MJSP é que, a partir da consolidação da Rede, os estados passem a atuar de forma ainda mais articulada, potencializando resultados e ampliando o impacto das ações repressivas.
Com a criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga, o MJSP reforça a diretriz de atuação integrada prevista no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), apostando na cooperação federativa, na inteligência policial e no diálogo com a sociedade para enfrentar de forma estruturada o crime organizado no País.
Brasil
Ministro da Pesca e Aquicultura apresenta tilapicultura brasileira a autoridades paraguaias
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve em Rifaina, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (07/05) para apresentar projetos de tilapicultura para agentes públicos paraguaios. O objetivo foi apresentar experiências positivas da aquicultura brasileira em Águas da União, com destaque para os modelos de gestão, boas práticas produtivas, sustentabilidade ambiental e integração com o desenvolvimento regional.
Na visita, a equipe do MPA contou com a presença da secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, da diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, o Assessor Internacional, Eduardo Sfoglia, e o superintendente de São Paulo, Adauto Batista de Oliveira. Eles puderam trocar conhecimentos com os visitantes do Paraguai, como forma de fortalecer a aquicultura nos dois países. A ideia é que se possa produzir tilápia no reservatória da Hidrelétrica de Itaipu, que é compartilhada pelos dois países.
Para Fernanda de Paula, “a vinda dos paraguaios é extremamente importante porque estamos dando subsídios para eles construírem a sua legislação para liberar a produção de tilápia no reservatório de Itaipu, o que vai fazer com que possamos ter um incremento na produção de peixes no Brasil“.
Juliana Lopes explicou que a visita dos paraguaios é fundamental para que a atividade seja finalmente liberada no Reservatório. “Trouxemos eles aqui para conhecer nosso cultivo porque somos referência em desenvolvimento genético, na produção, na sanidade e principalmente na questão regulatória”, destacou.
O ministro Edipo Araujo reforçou a importância da tilapicultura no reservatório. “Toda essa discussão que envolve a produção em Itaipu, ela direciona um olhar do governo brasileiro em ampliar a produção aquícola, em gerar emprego, gerar oportunidade. Precisamos desenvolver e fomentar essa prática sustentável no nosso país”, declarou.
Próximos passos
A tilapicultura já recebeu parecer favorável da Itaipu Binacional, responsável pela gestão do reservatório. Também foi liberada pelas autoridades brasileiras, mas aguarda a liberação pelos paraguaios.
A expectativa é que o lago da hidrelétrica tenha a capacidade produtiva de 400 mil toneladas de peixe por ano, potencial que seria dividido igualmente entre os dois países.
O diretor de coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni, explicou que a piscicultura de outras espécies já é feita em menor escala no reservatório. Também existem cerca de 600 pescadores que vivem da captura no lago. No entanto, ainda é necessário regulamentação para a produção de tilápia em larga escala. “Estamos em vias de implementar as ações, acho que esse é o aspecto extremamente importante. Queremos ter produção, mas vamos continuar focando na sustentabilidade”, acrescentou.
Edipo ainda exaltou o potencial aquícola do país. “A aquicultura no Brasil não é mais futuro, é presente. Conseguimos observar isso na prática, em campo, junto aos nossos mais de 33 mil aquicultores”.
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