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Brasil

Silveira celebra arrecadação de R$ 8,8 bilhões no primeiro Leilão de Áreas Não Contratadas do Pré-Sal

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A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou nesta quinta-feira (4/12), na B3, em São Paulo, o leilão inédito de alienação dos direitos e obrigações da União nos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) das jazidas compartilhadas de Mero, Tupi e Atapu, no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Santos. O certame resultou em cerca de R$ 8,8 bilhões em arrecadação, confirmando a força econômica, a maturidade regulatória e a elevada atratividade do Pré-Sal brasileiro, além de ampliar a confiança do mercado no potencial produtivo dessas áreas estratégicas.

“Os resultados do leilão mostram que acertamos ao apostar na transparência, na previsibilidade e na boa governança. O mercado respondeu com confiança, e isso se traduz em mais investimentos, mais arrecadação e mais desenvolvimento socioeconômico para o Brasil”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Na sessão pública, foi realizada a venda da participação da União (tract participation – TP) correspondente a 3,50% em Mero e 0,950% em Atapu, ambas arrematadas por consórcios formados pela Petrobras e Shell, com arrecadação total de R$ 8,79 bilhões. As áreas arrematadas registraram ágio médio de 3,3%, com destaque para Atapu, que alcançou ágio de 16% sobre o valor mínimo estipulado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para a área de Tupi, não foram registradas propostas.

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Amparado pela Lei nº 15.164, de 14 de julho de 2025, o leilão representa um marco para a governança do Pré-Sal, ao permitir a transferência, ao mercado, dos direitos e obrigações da União com total transparência, segurança jurídica e critérios técnicos e econômicos bem definidos. Integrado à estratégia do Governo do Brasil, o Leilão de Áreas Não Contratadas busca ampliar investimentos no setor, fortalecer a governança dos recursos energéticos e promover o uso eficiente das áreas sob domínio da União. As áreas ofertadas, já incluídas no regime de partilha da produção, ainda não possuíam contratos firmados para exploração e produção.

O certame permite a entrada de empresas qualificadas para o desenvolvimento dessas áreas, garantindo à União participação direta nos resultados da produção, por meio de bônus de assinatura e da partilha do excedente em óleo. A iniciativa contribui para acelerar projetos, ampliar a produção nacional de petróleo e gás natural, estimular a cadeia produtiva e gerar impactos positivos na arrecadação e no desenvolvimento tecnológico do setor.

A sessão pública representa uma etapa central do processo e reafirma o compromisso do governo com a transparência, a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica, pilares fundamentais para a atração de investimentos e o fortalecimento do ambiente de negócios no setor energético brasileiro.

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Com a conclusão do leilão, o vencedor assume integralmente os direitos e obrigações dos AIPs, incluindo compromissos de descomissionamento, recuperação ambiental e continuidade operacional. O processo foi conduzido pela PPSA, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil com a valorização dos ativos da União e a modernização do setor de óleo e gás.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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