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Show de Alok em Matinhos foi o evento musical com maior público da história do Paraná

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O show do DJ Alok realizado em Matinhos dentro da programação do Verão Maior Paraná entrou para a história como o maior evento musical já registrado no Estado, reunindo 338 mil espectadores em uma única apresentação, segundo estimativa oficial da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). O levantamento histórico foi feito com a Secretaria de Estado da Cultura e abrange shows públicos e particulares.

Esse número consolida o Litoral paranaense como um dos principais palcos de grandes eventos do Brasil e reforça a capacidade de organização do Estado para receber públicos em escala.

Para se ter dimensão do contingente reunido na orla da praia de Caiobá, em Matinhos, o público do show de Alok equivale a mais de oito Couto Pereiras ou Arenas da Baixada lotadas. Considerando a capacidade média de 40 mil pessoas em dias de jogos, seriam necessários mais de oito estádios cheios ao mesmo tempo para comportar a mesma quantidade de pessoas que acompanharam a apresentação na areia da praia.

Para se ter dimensão do feito ocorrido em Matinhos, outros grandes eventos musicais realizados no Paraná reuniram públicos significativamente menores. Em 1993, cerca de 35 mil pessoas acompanharam a passagem emblemática do ex-Beatle Paul McCartney por Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski. O mesmo local recebeu aproximadamente 30 mil espectadores em 1996, durante uma das turnês da banda AC/DC.

Já em 2010, o Couto Pereira foi palco de um show do Metallica, que reuniu cerca de 42 mil pessoas, um dos maiores públicos já registrados em uma arena esportiva do Estado para um evento musical.

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Eventos ligados à fé também figuram entre os maiores públicos já registrados no Paraná. Em 2017, o encontro evangélico “A Mudança”, realizado na Arena da Baixada, reuniu cerca de 45 mil pessoas, com uma programação que incluiu apresentações de música gospel e momentos de oração. Outro evento que tradicionalmente atrai multidões no Estado é a procissão do Dia de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, que reúne anualmente entre 120 mil e 160 mil fiéis, consolidando-se como uma das maiores manifestações religiosas do Sul do Brasil.

Outro comparativo que ajuda a dimensionar o show é o número de visitantes do Show Rural 2025, em Cascavel, a maior feira agropecuária do Paraná. Foram 400 mil pessoas em cinco dias de evento, enquanto Alok reuniu 85% desse público em apenas poucas horas.

Em termos absolutos, o maior evento da história do Estado segue sendo a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, em 1980, quando uma missa celebrada no Centro Cívico, no entorno do Palácio Iguaçu, reuniu um público estimado entre 700 mil e 1 milhão de pessoas, segundo registros históricos.

VERÃO MAIOR PARANÁ – Além de liderar o ranking histórico, o Verão Maior Paraná ocupa também a segunda e a terceira posições entre os maiores públicos musicais do Estado. Na edição deste ano, os shows de Zé Neto & Cristiano e de Jiraya Uai levaram 167 mil pessoas à orla de Matinhos. Já na edição passada, Luan Santana reuniu 164 mil espectadores, também em apresentação única.

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O quarto maior público da história do Paraná em shows musicais é dividido por três atrações: Simone Mendes, em 2024, e Belo e Jeito Moleque, em 2026, que empataram com 152 mil pessoas cada, igualmente dentro da programação do Verão Maior Paraná.

Outro comparativo ajuda a dimensionar ainda mais o feito. O público reunido na areia da praia de Caiobá, em Matinhos, durante o show de Alok, seria suficiente para formar a quinta maior cidade do Paraná, superando a população de municípios como São José dos Pinhais, com cerca de 329 mil habitantes, e Foz do Iguaçu, com aproximadamente 295 mil moradores.

O número também supera a população fixa de todos os sete municípios do Litoral do Paraná somados, que juntos reúnem cerca de 310 mil habitantes. Ou seja, em poucas horas, a faixa de areia de Matinhos concentrou mais pessoas do que todo o Litoral paranaense possui.

Segundo a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, os números refletem uma escolha estratégica do Paraná. “O Estado vem fazendo uma opção clara por investir de forma consistente em cultura. Esse investimento retorna em geração de empregos, aquecimento do turismo, aumento da circulação econômica e fortalecimento da economia criativa. Os grandes públicos registrados confirmam que há demanda, e o sucesso dos shows do Verão Maior Paraná comprova que, com planejamento e sinergia, é possível entregar resultados espetaculares”, afirmou.

SHOW

Foto: Secom

PONTAL DO PARANÁ – Os grandes números não se restringem a Matinhos. Em Pontal do Paraná, o maior público já registrado foi o do show do É o Tchan, em 2024, que reuniu 42 mil pessoas. Neste ano, as primeiras apresentações do Verão Maior no município já demonstraram potencial para superar estes números. Luan Pereira e Country Beat atraíram 31 mil espectadores na sexta-feira (9), enquanto os grupos de pagode Atitude 67 e Kamisa 10 foram acompanhados por um coro de 34 mil vozes no sábado (10).

ORGANIZAÇÃO – A contratação dos artistas e a organização da programação musical do Verão Maior Paraná são coordenadas pelo PalcoParaná, entidade vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Secc). Criado pela Lei Estadual nº 18.381/2014, o PalcoParaná é um Serviço Social Autônomo, sem fins lucrativos e de interesse público, responsável por executar e apoiar políticas culturais de grande alcance no Estado.

Fonte: Governo PR

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Programa de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo

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O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deu um novo passo nesta quinta-feira (21). Em uma reunião no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu, foi anunciada a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para a compra das torres passa de R$ 10 milhões, recursos da Fundação Araucária, também viabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). 

O diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, Richard Golba, destacou o trabalho realizado para a criação da Lei de Segurança Hídrica, feita em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo. Vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do governador Ratinho Junior, que tem cobrado para que isso vá a campo”, ressaltou. 

O projeto iniciou em 2024 envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, que seguem colaborando com o projeto. O IrrigaSIM é um apoio tecnológico ao Irriga Paraná. O projeto envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. As partes se comprometem a trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.

“Esse é mais um passo importante dado pelo Governo do Estado para que, com o apoio da tecnologia, possamos ter mais conhecimento e, assim, tomar as decisões certas em relação ao uso da água. Esse modelo de irrigação terá impacto direto na produção paranaense, beneficiando toda a população do Estado”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Agora a pasta vai ajudar com os dados coletados durante o projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná, que é a região que mais sofre com a seca.

“Esse projeto foi concebido para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade do Estado na agricultura continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressaltou Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial.

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“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso Estado”, complementou Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

Desde a época da pandemia, quando esteve pessoalmente no Nebrasca conhecendo os sistemas de irrigação da região, o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, aprendeu sobre as tecnologias e trouxe todas as informações para as articulações dentro do Governo do Paraná.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressaltou Tarso.

ETAPAS – Os estudos vão fazer a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por 14 pesquisadores do Simepar, dois pós-doutores, sete doutores e cinco mestres.

Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter via imagens de drones o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo.

A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no Estado.

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Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro / novembro – colheita março / abril; cultura março / abril – colheita julho / agosto; e cultura julho / agosto – colheita outubro / novembro. Os resultados dos estudos apontam redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explicou Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho. 

Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebrasca, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.

O aquífero do Nebrasca é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.

WORKSHOP – Na tarde desta quinta-feira aconteceu, no auditório do Simepar, o Workshop Águas Subterrâneas no Paraná, que apresentou detalhes do IrrigaSIM e trouxe debates sobre a importância do monitoramento das águas subterrâneas e da modelagem aplicada à gestão de aquíferos, além de outorga e regularização.

O evento contou com apresentações dos pesquisadores do Simepar e do professor Christopher Neale, envolvidos no IrrigaSIM, além de palestras do professor Gustavo Athaide, da UFPR, do professor Glauco Zely da Silva Eger, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Nizara Sanches, do Instituto Água e Terra (IAT). As atividades encerraram com uma mesa-redonda, para debater os desafios do setor.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes na reunião o professor João Carlos Bespalhok Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto; e Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.

Fonte: Governo PR

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