Agro
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Coamo acelera construção de usina de etanol de milho no Paraná e projeto deve gerar até 2 mil empregos
A construção da nova indústria de etanol de milho da Coamo, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, avança em ritmo acelerado e já alcança 45% do cronograma previsto. O empreendimento entra agora em uma das etapas mais estratégicas da obra, marcada pelo início das montagens mecânicas e eletromecânicas, além da intensificação da infraestrutura industrial.
O projeto integra o plano de expansão industrial da cooperativa e deverá fortalecer a produção nacional de biocombustíveis, além de impulsionar a geração de empregos e o desenvolvimento econômico regional.
A nova unidade será incorporada ao parque industrial da Coamo, que atualmente conta com 12 plantas instaladas em Campo Mourão e Paranaguá, no Paraná, além de Dourados, no Mato Grosso do Sul.
Segundo o gerente da Indústria de Etanol de Milho da Coamo, Emerson Mansano, o avanço das obras representa um marco importante para a região.
“O momento atual do projeto concentra a infraestrutura civil e o início das montagens eletromecânicas, consolidando-se como um marco para o desenvolvimento econômico local”, destaca.
Tecnologia de ponta marca nova fase da obra
De acordo com o diretor Industrial da Coamo, Divaldo Corrêa, a obra entra agora em uma etapa decisiva, com foco na verticalização da estrutura e instalação dos equipamentos industriais.
“Estamos implementando o que há de mais moderno no setor de etanol de milho atualmente”, afirma o executivo.
A planta industrial foi projetada com tecnologia de última geração, utilizando engenharia americana e uma cadeia global de fornecimento. Os equipamentos são provenientes de diferentes mercados internacionais, incluindo China e Estados Unidos, além de fornecedores brasileiros responsáveis pela maior parte da fabricação.
O projeto reforça a tendência de modernização do setor de biocombustíveis no Brasil, especialmente na cadeia do etanol de milho, segmento que vem registrando forte expansão nos últimos anos.
Obra da Coamo se torna polo de geração de empregos no Paraná
O canteiro de obras já se consolidou como um dos principais polos de contratação de mão de obra da região de Campo Mourão. Atualmente, cerca de mil profissionais atuam diretamente na construção da unidade, distribuídos entre mais de 70 empresas terceirizadas responsáveis pelas frentes civil, elétrica e mecânica.
A expectativa da cooperativa é ampliar significativamente esse número nos próximos meses.
Segundo Emerson Mansano, o pico das obras deverá mobilizar aproximadamente dois mil trabalhadores temporários, atraindo profissionais especializados de diversas regiões do Brasil, incluindo Norte e Nordeste.
O avanço da construção também movimenta setores ligados à logística, hospedagem, alimentação e prestação de serviços na região.
Cronograma segue dentro do planejado
A Coamo mantém o cronograma da obra rigorosamente dentro do previsto. Neste momento, os trabalhos estão concentrados no diligenciamento das fabricações e na logística para recebimento dos equipamentos de grande porte.
A previsão da cooperativa é concluir a implantação da planta e iniciar as operações no primeiro trimestre do próximo ano.
“O ritmo atual reflete a maturidade do projeto e a eficiência na mobilização das empresas parceiras. Estamos otimistas com o cumprimento das próximas metas, que consolidarão esta planta como referência em produtividade e tecnologia no Brasil”, conclui Divaldo Corrêa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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