Brasil
Senasp e UFBA lançam especialização inédita para mulheres na segurança pública
Brasília, 06/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), abriu, nesta sexta-feira (6), as inscrições para a pós-graduação em Gestão e Liderança para Mulheres na Segurança Pública. O curso, realizado em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), integra as ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina nas forças de segurança.
A especialização oferece 240 vagas e tem como objetivo reduzir desigualdades de gênero e ampliar a presença de mulheres em cargos de decisão. As inscrições seguem abertas até 17 de março.
O lançamento ocorre no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. “Mais do que um curso de formação, essa iniciativa traduz o compromisso da Senasp com a redução da desigualdade de gênero e com o fomento da participação das mulheres em cargos de liderança no Sistema Único de Segurança Pública”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa, Michele de Ramos.
Foco no protagonismo e na igualdade
Para enfrentar a baixa presença de mulheres em cargos de decisão na segurança pública brasileira, o curso foi elaborado para aperfeiçoar as habilidades de gestão e liderança importantes para esses cargos. A iniciativa também está alinhada ao novo Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio.
“É fundamental que os espaços institucionais contem com mais mulheres em posições de liderança. Esta especialização contribuirá para políticas mais inclusivas e para uma melhoria estratégica na segurança pública”, destaca Michele de Ramos.
Público-alvo do curso
Ao todo, são ofertadas 240 vagas. O programa é destinado a profissionais das seguintes instituições:
– Polícias Militares e Polícias Civis;
– Corpos de Bombeiros Militares;
– Polícia Técnico-Científica (Perícia);
– Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal;
– Polícias Penais estaduais e Federal;
– Guardas Municipais.
O processo seletivo será realizado integralmente em formato digital. O edital completo, com os critérios de seleção, pode ser acessado no portal oficial da UFBA. Clique aqui.
Brasil
Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para o período 2026-2028
O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta pelos próximos dois anos. O plano estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde e prevê a abertura de 109 bases de dados até agosto de 2028.
Do total previsto no cronograma, 46 bases, o equivalente a 42%, têm abertura programada ainda para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.
O PDA tem como objetivo promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência, além de melhorar a qualidade das informações disponibilizadas e ampliar o suporte à tomada de decisão e ao controle social. Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir dos dados públicos.
Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis. “O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade”, afirma.
Participação social
A construção do novo plano incluiu uma consulta pública realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 123 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse aquelas consideradas prioritárias para abertura.
A consulta recebeu 974 votos em 123 bases, sendo que algumas foram abertas antes da publicação do PDA. Assim, 109 bases, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a prioridade de abertura, juntamente com outros critérios técnicos.
Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente a 2024–2026, eram 229, o que representa um acréscimo de 131 bases catalogadas.
Nova plataforma
Uma das mudanças do ciclo 2026–2028 foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma de abertura. Antes, o processo era realizado por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual.
A plataforma também permite registrar alterações com identificação de autor, data e justificativa, além de acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases a partir dos critérios estabelecidos para o plano. O modelo amplia a rastreabilidade do processo de elaboração.
Dados Abertos do SUS
A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).
Até julho de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 124 conjuntos de dados e 2.651 arquivos estruturados, com registro de 120.872 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.
A partir da publicação do novo plano, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações de qualificação, divulgação das bases publicadas, incentivo ao uso e reuso dos dados e a publicação de relatório de monitoramento após um ano de execução.
Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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