Agro
Senado aprova acordo que cria mercado de 718 milhões de consumidores
O Congresso Nacional concluiu a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um processo de negociação iniciado há mais de 25 anos. Após o aval da Câmara dos Deputados na semana passada, o Senado aprovou o tratado nesta quarta-feira (04.03), abrindo caminho para a implementação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O pacto integra os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — aos 27 membros do bloco europeu, reunindo um mercado de cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
Relatora do acordo no Senado, a senadora Tereza Cristina defendeu a aprovação do texto, mas ressaltou a necessidade de mecanismos de proteção para setores sensíveis do agronegócio brasileiro. As salvaguardas foram publicadas ainda nesta quarta-feira por meio de decreto do Executivo, resultado de negociações conduzidas com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na prática, essas medidas funcionam como um mecanismo de contenção: permitem elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias caso haja impacto relevante sobre a produção nacional.
Pelos termos negociados, a União Europeia eliminará tarifas de importação sobre cerca de 95% dos bens comercializados com o Mercosul, o que corresponde a aproximadamente 92% do valor das importações europeias provenientes do Brasil. Em contrapartida, o Mercosul promoverá a liberalização de cerca de 91% das tarifas, equivalentes a 85% do valor das importações originárias do bloco europeu. A abertura comercial ocorrerá de forma gradual, com prazos que variam de quatro a quinze anos, período considerado necessário para adaptação das economias sul-americanas.
Entre os setores mais diretamente afetados estão os produtos industriais — como máquinas, automóveis, químicos, aeronaves e equipamentos de transporte — que terão redução progressiva de tarifas até chegar a zero. Para o governo brasileiro, a medida tende a ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado europeu e estimular maior integração do país às cadeias globais de produção.
O acordo também estabelece mecanismos de defesa comercial para produtos considerados sensíveis. No lado europeu, por exemplo, está prevista a possibilidade de abertura de investigações caso haja aumento significativo das importações provenientes do Mercosul ou queda acentuada de preços de produtos agrícolas no mercado europeu, especialmente em cadeias como carne e açúcar.
Na avaliação do governo, o tratado tem potencial para diversificar as parcerias comerciais do país e incentivar a modernização da indústria nacional. Atualmente, a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.
Apesar do avanço político no Brasil, o acordo ainda enfrenta etapas institucionais no bloco europeu. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o texto para revisão jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia, procedimento que pode atrasar a entrada em vigor definitiva do tratado.
Mesmo assim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o bloco pretende aplicar o acordo de forma provisória enquanto a análise jurídica é concluída, defendendo celeridade para consolidar a parceria comercial entre as duas regiões.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.
O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.
Clima mais frio reduz oferta de hortaliças
Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.
De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.
Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.
Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.
Leite em pó e feijão também registram alta
Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.
O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.
Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.
Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos
Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.
Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.
Também registraram redução de preços:
- Massas alimentícias secas: -3,0%;
- Café em pó e em grãos: -2,5%;
- Carne suína: -1,4%;
- Açúcar: -1,1%;
- Óleo de soja: -0,9%.
Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.
Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.
Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.
Na sequência aparecem:
- Feijão: 26,5%;
- Leite UHT: 23,9%;
- Carne bovina: 6%;
- Ovos: 6%.
O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.
El Niño pode ampliar volatilidade dos preços
Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.
Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.
Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.
Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças
Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.
Também apresentaram elevação:
- Feijão: 6,3%;
- Farinha de mandioca: 4,5%;
- Leite em pó: 2,9%;
- Molho de tomate: 2,7%.
Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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