Agro
Seminário em Porto Alegre destaca potencial nutricional e comercial da noz-pecã
O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) vai marcar presença no seminário “Noz-Pecã: Potencial Nutricional e Cadeia Produtiva”, que ocorrerá na quinta-feira, 18 de setembro, no auditório da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre (RS). O evento é gratuito e contará com palestras voltadas para todos os elos da cadeia produtiva, desde o cultivo e manejo dos pomares até o uso culinário da noz-pecã.
Nutrição e saúde em foco
Segundo Jaceguay Barros, coordenador técnico do IBPecan, a participação do instituto é essencial, uma vez que o seminário terá como ponto central a análise das propriedades nutricionais da noz-pecã. “Além de fornecer nutrição ao corpo humano, a noz-pecã é rica em ômega 3, 6 e 9, minerais, proteínas e vitaminas, que, em conjunto, contribuem para a saúde de quem a consome regularmente”, explica Barros.
Pesquisas locais e valorização da produção gaúcha
O seminário também abordará estudos recentes sobre a noz-pecã produzida no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Brasil. “Hoje, já não nos baseamos apenas em referências internacionais. Pesquisas locais mostram a qualidade da produção sul-brasileira, o que pode fortalecer a valorização comercial da noz-pecã gaúcha”, acrescenta Barros.
Expectativa de expansão do mercado
Os organizadores esperam que o seminário contribua para ampliar o reconhecimento da noz-pecã no mercado nacional, incentivando produtores e fortalecendo o consumo entre nutricionistas e consumidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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