Agro
Setor de espumantes cresce 10% em 2025 e consolida força coletiva das vinícolas de Garibaldi
A Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi (APEG) encerrou 2025 com um desempenho expressivo. As dez vinícolas associadas comercializaram aproximadamente 10,7 milhões de garrafas de espumantes, número que representa crescimento de cerca de 10% em relação a 2024.
O resultado reforça não apenas a expansão do mercado, mas também o amadurecimento do consumo de espumantes brasileiros, que vem se diversificando e conquistando novos públicos. Segundo a APEG, o aumento das vendas em diferentes estilos e faixas de preço evidencia a consolidação da bebida como uma opção versátil para diversas ocasiões de consumo.
Diversificação de estilos e paladar do consumidor impulsionam o setor
O crescimento foi impulsionado pelo avanço equilibrado entre diferentes categorias de espumantes. Em 2025, os espumantes Moscatéis registraram aumento de 7,5% nas vendas, enquanto os de segunda fermentação – métodos Charmat e Champenoise – cresceram 13%.
Esses números refletem a evolução do paladar do consumidor, que passou a buscar estilos variados, como Nature, Extra-Brut, Brut e Demi-Sec, ampliando o consumo para além das datas comemorativas.
Vinícolas associadas acumulam mais de 100 premiações no ano
Além do bom desempenho comercial, as vinícolas da APEG conquistaram 110 premiações em 2025, sendo 83 em competições internacionais e 27 no Concurso do Espumante Brasileiro, reforçando a qualidade e o reconhecimento global dos rótulos produzidos em Garibaldi (RS).
Fazem parte da associação as vinícolas Chandon, Casa Pedrucci, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Courmayeur Domaine, Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo, Ponto Nero, Carlesso, Foppa & Ambrosi, São Luiz e Vaccaro — empresas com diferentes perfis, unidas pela valorização do terroir local e do espumante brasileiro.
União do setor e fortalecimento da marca “Garibaldi”
Para o presidente da APEG, Ricardo Morari, os números de 2025 confirmam a eficácia de um trabalho coletivo que prioriza a promoção do espumante nacional, a qualificação técnica e o fortalecimento da origem Garibaldi.
“O crescimento registrado neste ano mostra um consumidor mais curioso e aberto a explorar novos estilos. Esse avanço só é possível pela união das vinícolas e pela atuação conjunta em prol da categoria”, afirma Morari.
O dirigente destaca ainda que o aumento das vendas vem acompanhado da maior visibilidade do espumante brasileiro em eventos, ações institucionais e experiências de enoturismo, o que reforça o reconhecimento e o valor agregado do produto. “Mais do que volume, falamos em consistência, diversidade e qualidade”, complementa.
Garibaldi avança no reconhecimento como Capital Nacional do Espumante
Além dos resultados de mercado, 2025 também marcou um avanço importante para Garibaldi no âmbito institucional. No dia 10 de dezembro, a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o relatório da deputada Denise Pessôa (PT/RS) sobre o Projeto de Lei nº 9.692/2018, que reconhece oficialmente o município como Capital Nacional do Espumante.
Com essa aprovação, a proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — última etapa na Câmara antes de ser encaminhada ao Senado Federal.
Perspectivas positivas para 2026
Com base no desempenho obtido em 2025, a APEG projeta um cenário otimista para o próximo ano, sustentado pela integração entre produção, cultura, turismo e identidade territorial. Segundo a entidade, esses pilares continuarão a guiar as ações coletivas das vinícolas associadas, mantendo Garibaldi como referência nacional e internacional na produção de espumantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Bahia e Pará recebem projeto estratégico do Mapa para ampliar produção sustentável de cacau agroflorestal
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa também foi apresentada na Bahia, na última segunda-feira (25). Os dois estados concentram a maior produção de cacau do país.
Com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF), o projeto tem como objetivo promover ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio da implantação de sistemas agroflorestais baseados na cultura do cacau, integrando produção sustentável, conservação ambiental e desenvolvimento territorial.
Durante a cerimônia de lançamento, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Fábio Rodrigues, destacou a relevância estratégica da cadeia produtiva do cacau para o desenvolvimento sustentável do país. “O principal objetivo do Mapa é entregar à sociedade desenvolvimento plural, sustentável e geração de renda para o povo brasileiro. Não dá para ignorarmos que 22% do PIB nacional vêm da agricultura e deixarmos de investir no setor. O que precisamos é produzir mais e demonstrar ao mundo que o nosso cacau, antes de tudo, é de qualidade”, afirmou.
O secretário-executivo adjunto ressaltou ainda a atuação do Ministério na manutenção da segurança fitossanitária das regiões produtoras. “Precisamos ter produtores capacitados para fazer o manejo adequado, desenvolver plantas saudáveis e manter a produtividade”, explicou.
O secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, destacou a importância histórica e social da cacauicultura para milhares de famílias brasileiras. “Cada um de vocês tem uma história com o cacau, tem uma família ligada ao cacau. Acabamos de chegar da Bahia, onde vimos uma construção histórica feita por famílias e pessoas que, com respeito e dedicação, ajudaram a construir uma produção gigantesca. Pará e Bahia representam muito dentro desse contexto. E a Ceplac não pode, e não vai, se distanciar disso”, ressaltou.
A iniciativa está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, especialmente às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e aos programas ABC+ e Inova Cacau, consolidando a agricultura como parte das soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Nesse contexto, o Mapa publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030.
O projeto contará com aporte de US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento, totalizando investimentos de US$ 30,9 milhões. Com duração prevista de 48 meses, as ações serão executadas nos estados da Bahia e do Pará, abrangendo os biomas Amazônia e Mata Atlântica.
Durante a apresentação do projeto, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, relatou a expansão da produção cacaueira no país, destacando dados que mostram que atualmente existem cerca de 620 mil hectares de cacau no Brasil, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão para mais de 26 unidades federativas.
“Esse projeto nasce para responder aos desafios relacionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas. Quando olhamos para a COP1, tínhamos cerca de 5 bilhões de habitantes no planeta. Agora, na COP30, já somos mais de 8 bilhões. Um crescimento superior a 40%. E é isso que traz enormes desafios”, explicou.
Entre os resultados previstos estão a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais, a redução estimada de 5,18 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, além do atendimento direto de aproximadamente 69 mil beneficiários e impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.
O modelo de cacau agroflorestal é considerado estratégico por integrar produção agrícola, conservação ambiental, captura de carbono e geração de renda, promovendo sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Participaram da cerimônia representantes de instituições de pesquisa, universidades, cooperativas, organizações locais, lideranças territoriais, produtores rurais, agricultores familiares, estudantes e equipes técnicas.
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