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Agro

Sem chuva em setembro deve atrasar início da semeadura da soja 2025/26 no Mato Grosso

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Os produtores de soja do Mato Grosso poderão iniciar a semeadura da safra 2025/26 a partir do próximo domingo (7), conforme autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, a falta de chuvas significativas na primeira quinzena de setembro deve adiar o início efetivo do plantio em várias regiões do estado, alerta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ausência de chuvas aumenta riscos para germinação

Segundo o Imea, a escassez de precipitação nos principais polos de produção eleva o risco de problemas na germinação das sementes, exigindo cuidado por parte dos produtores na definição do momento de plantio.

Custos altos e preços baixos pressionam investimentos

O instituto também destaca que as incertezas quanto ao nível de investimento na nova safra persistem. Fatores como custos de produção elevados, preços futuros da soja em baixa e taxas de juros ainda altas podem limitar gastos com insumos e tecnologias agrícolas.

Projeção de área cultivada e produtividade

Apesar dos desafios, o Imea manteve a estimativa de 13,08 milhões de hectares para a área plantada, o que representa um crescimento de 1,67% em relação à safra anterior. A produtividade média segue projetada em 60,45 sacas por hectare, uma queda de 8,81% frente ao recorde de 2024/25.

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Produção total deve recuar

A produção de soja no Mato Grosso para 2025/26 está estimada em 47,18 milhões de toneladas, retração de 7,29% em relação à temporada passada, refletindo tanto a redução na produtividade quanto os desafios climáticos enfrentados pelos sojicultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado do boi gordo ganha ritmo em maio com expectativa de consumo na Copa do Mundo e exportações aquecidas

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O mercado físico do boi gordo apresentou maior movimentação ao longo de maio, impulsionado pela expectativa de aumento no consumo de carne bovina durante a Copa do Mundo e pelo desempenho consistente das exportações brasileiras. A combinação entre demanda doméstica mais ativa e embarques robustos ao mercado internacional sustentou o interesse dos frigoríficos nas negociações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos apostaram em uma melhora gradual do consumo interno nas primeiras semanas de junho, período tradicionalmente associado ao aumento da demanda por proteínas. Além disso, os Estados Unidos, sede do evento esportivo, ampliaram significativamente as compras de carne bovina brasileira durante o mês.

Apesar do maior volume de negócios, os preços da arroba permaneceram pressionados na maior parte das regiões pecuárias do país, refletindo a melhora da oferta de animais terminados. A exceção ocorreu em estados da Região Norte, como Pará e Rondônia, onde pecuaristas reduziram o ritmo de vendas diante das boas condições das pastagens, sustentando valorização da arroba.

Mercado acompanha exportações para a China e debate sobre cotas

Outro fator acompanhado de perto pelo setor foi o comportamento das exportações destinadas à China. O mercado monitora a possibilidade de esgotamento das cotas de exportação brasileiras entre junho e julho, cenário que pode impactar o fluxo comercial nos próximos meses.

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Até o momento, no entanto, não houve avanços concretos nas negociações envolvendo o pedido brasileiro de ampliação das cotas durante a missão comercial realizada recentemente no país asiático.

Arroba do boi gordo registra oscilações nas principais praças pecuárias

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo apresentaram comportamento misto em maio, com predominância de estabilidade e recuos moderados em importantes regiões produtoras.

Confira as cotações registradas em 28 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@, estável em relação ao fim de abril;
  • Goiânia (GO): R$ 330,00/@, queda de 2,94%;
  • Uberaba (MG): R$ 325,00/@, recuo de 4,41%;
  • Dourados (MS): R$ 350,00/@, sem alterações;
  • Cuiabá (MT): R$ 355,00/@, baixa de 1,39%;
  • Vilhena (RO): R$ 335,00/@, avanço de 1,52%.

Segundo analistas do setor, o comportamento dos preços segue diretamente ligado ao aumento da oferta de animais prontos para abate e à postura cautelosa dos frigoríficos diante do consumo doméstico ainda irregular.

Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram queda ao longo de maio, pressionados pela concorrência mais agressiva de proteínas substitutas, especialmente carne de frango e carne suína.

O quarto dianteiro bovino encerrou o período cotado a R$ 21,50 por quilo, representando retração de 8,51% frente aos R$ 23,50 registrados no fim de abril.

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Já os cortes do traseiro bovino foram negociados a R$ 27,00 por quilo, com baixa de 5,26% na comparação mensal.

A expectativa do setor é de recuperação gradual das cotações no início de junho, impulsionada pelo aumento sazonal do consumo durante a realização da Copa do Mundo.

Exportações de carne bovina disparam em maio

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada e refrigerada mantiveram forte desempenho em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 203,48 mil toneladas nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,56 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques alcançou US$ 1,321 bilhão, com média diária de US$ 88,07 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.492,40.

Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte crescimento:

  • Alta de 63,1% na receita média diária;
  • Avanço de 30,7% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 24,8% no preço médio da tonelada.

O cenário reforça o protagonismo da carne bovina brasileira no mercado internacional e mantém o setor atento às oportunidades de ampliação das vendas externas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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