Agro
Sell Agro projeta faturamento de R$ 90 milhões em 2026 e aposta em expansão internacional para manter crescimento no agro
Empresa de adjuvantes mantém trajetória de crescimento no agronegócio
A Sell Agro, indústria brasileira especializada em adjuvantes agrícolas, projeta faturamento de R$ 90 milhões em 2026, o que representa crescimento de 15% em relação aos R$ 78 milhões registrados no ano anterior.
Fundada em 2007, em Rondonópolis (MT), a empresa vem consolidando sua atuação no agronegócio ao oferecer soluções voltadas ao aumento da eficiência na aplicação de defensivos agrícolas, contribuindo diretamente para a redução de perdas e melhoria da performance no campo.
Segundo o CEO e sócio-diretor, Leandro Viegas, o avanço reflete uma estratégia consistente ao longo dos anos.
“Projetar esse faturamento é resultado de uma trajetória construída com foco em eficiência, proximidade com o produtor e investimento contínuo em soluções que atendem às demandas reais do campo”, afirma.
Portfólio robusto e atuação direta com produtores fortalecem marca
Atualmente, a Sell Agro conta com um portfólio de 16 produtos, além de uma estrutura composta por duas unidades industriais e 15 centros de distribuição espalhados pelo Brasil.
Um dos diferenciais da companhia é o modelo comercial direto: cerca de 90% das vendas são realizadas diretamente ao produtor rural, fortalecendo o relacionamento com o cliente final e permitindo respostas mais rápidas às necessidades da lavoura.
De acordo com a empresa, em cenários de maior pressão sobre os custos de produção, a demanda por tecnologias que aumentem a eficiência operacional tende a crescer.
“O produtor busca cada vez mais precisão e segurança nas aplicações. Os adjuvantes ganham relevância justamente por reduzirem desperdícios e aumentarem o aproveitamento dos insumos”, destaca Viegas.
Expansão internacional começa pelo Paraguai
Como parte da estratégia de crescimento, a Sell Agro prepara sua entrada no mercado internacional. A empresa deve iniciar ainda em 2026 suas operações no Paraguai, com foco inicial na região de Santa Rita, importante polo agrícola do país.
A expansão marca o primeiro movimento fora do Brasil e será realizada com recursos próprios, mantendo a diretriz adotada desde a fundação da companhia.
Crescimento com independência financeira é estratégia da empresa
Mesmo diante do interesse de investidores, a Sell Agro optou por manter sua independência. Nos últimos cinco anos, a empresa recebeu propostas de dois fundos de investimento, mas decidiu não avançar nas negociações.
A decisão reforça o posicionamento estratégico da companhia de sustentar o crescimento com capital próprio e gestão independente, priorizando solidez financeira e visão de longo prazo.
“A entrada no Paraguai é um passo importante e reforça nossa confiança na capacidade de crescer de forma sustentável, mantendo a solidez do negócio e a independência da gestão”, conclui o CEO.
Eficiência no campo impulsiona demanda por adjuvantes
Com o aumento dos custos de produção e a necessidade de maior precisão nas aplicações, os adjuvantes agrícolas vêm ganhando espaço no mercado. Essas soluções atuam diretamente na melhoria da eficiência dos defensivos, reduzindo perdas, aumentando a cobertura e potencializando resultados na lavoura.
Nesse cenário, empresas que investem em tecnologia, proximidade com o produtor e expansão estratégica tendem a se destacar, acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso
A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.
A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.
Certificação exige alto padrão de sustentabilidade
Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:
- Cumprimento da legislação ambiental
- Preservação de áreas sensíveis
- Condições adequadas de trabalho
- Relacionamento com comunidades
- Uso responsável de insumos
- Rastreabilidade total da produção
Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.
Prêmio financeiro amplia acesso a mercados
Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.
A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.
Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades
Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.
Entre os investimentos estão:
- Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
- Modernização de cantinas
- Aquisição de uniformes e equipamentos
- Condições mais seguras e adequadas de trabalho
Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.
Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes
O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.
Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:
- Consultoria especializada
- Organização documental
- Monitoramento de práticas agrícolas
- Apoio na comercialização dos créditos
O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.
Agricultura regenerativa ganha espaço no campo
As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:
- Plantio direto
- Rotação de culturas
- Sistemas agroflorestais
- Uso racional de insumos
- Essas práticas contribuem para:
- Melhoria da saúde do solo
- Maior retenção de água
- Redução da erosão
- Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento
O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.
Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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