Agro
Bolsas globais sobem com inflação abaixo do esperado e expectativa de cortes de juros
As bolsas de valores ao redor do mundo operam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (19), impulsionadas por dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado e pela perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026. O cenário positivo nos mercados internacionais também influencia o desempenho da Bolsa brasileira.
Wall Street reage a dados de inflação
Em Nova York, os índices registram ganhos expressivos durante a manhã:
- Dow Jones: +0,61%, aos 48.180 pontos
- S&P 500: +0,92%, aos 6.783 pontos
- Nasdaq: +1,29%, aos 22.988 pontos
O otimismo dos investidores foi impulsionado pela divulgação de indicadores de inflação mais baixos do que o esperado, reforçando a expectativa de cortes de juros pelo Fed no próximo ano. Os setores financeiro e de tecnologia lideram as compras, enquanto os investidores monitoram a política monetária global.
Ibovespa acompanha alta global
No Brasil, o Ibovespa também opera em alta, refletindo o cenário positivo internacional.
- Ibovespa: ~157.923 pontos, com valorização de 0,38%
O índice é beneficiado pela recuperação de mercados externos e pelo fluxo de investimentos estrangeiros, mesmo em meio à atenção de analistas sobre política fiscal e decisões do Banco Central que podem influenciar o desempenho das ações no curto prazo.
Bolsas asiáticas têm desempenho misto
Os mercados da Ásia fecharam o dia com resultados variados:
- Nikkei (Tóquio): +1,3%
- Hang Seng (Hong Kong): +0,12%
- Xangai: +0,16%
- CSI 300: -0,59%
- Seul: -1,53%
O avanço foi impulsionado pela política monetária do Japão e pelo otimismo em setores defensivos, enquanto a tecnologia e o setor imobiliário registraram queda devido a incertezas sobre crédito e financiamento de grandes empresas regionais.
Europa fecha com leve alta
Na Europa, as bolsas encerraram a sessão de forma mista, com leve valorização geral. Os setores bancário e financeiro registraram ganhos, compensando perdas em tecnologia. A expectativa de cortes de juros nos EUA mantém investidores atentos, mesmo diante de volatilidade local.
Contexto econômico e riscos
- Inflação e juros: Dados de inflação mais baixos nos EUA reforçam a perspectiva de redução de taxas pelo Fed, influenciando mercados globais.
- Geopolítica: Tensões internacionais e decisões políticas podem alterar rapidamente o humor dos investidores, especialmente em setores sensíveis ao crédito e commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.
O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.
Clima mais frio reduz oferta de hortaliças
Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.
De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.
Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.
Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.
Leite em pó e feijão também registram alta
Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.
O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.
Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.
Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos
Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.
Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.
Também registraram redução de preços:
- Massas alimentícias secas: -3,0%;
- Café em pó e em grãos: -2,5%;
- Carne suína: -1,4%;
- Açúcar: -1,1%;
- Óleo de soja: -0,9%.
Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.
Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.
Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.
Na sequência aparecem:
- Feijão: 26,5%;
- Leite UHT: 23,9%;
- Carne bovina: 6%;
- Ovos: 6%.
O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.
El Niño pode ampliar volatilidade dos preços
Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.
Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.
Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.
Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças
Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.
Também apresentaram elevação:
- Feijão: 6,3%;
- Farinha de mandioca: 4,5%;
- Leite em pó: 2,9%;
- Molho de tomate: 2,7%.
Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Esportes6 dias agoFrança domina Suécia e carimba passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo
-
Paraná7 dias agoSanepar publica edital para implantação de sistema de abastecimento integrado no Norte do Paraná
-
Esportes6 dias agoMéxico vence Equador no Azteca e carimba passaporte para as oitavas de final
-
Esportes6 dias agoApós lesão na coxa, Lucas Paquetá se apega à fé por recuperação no Mundial
-
Política Nacional7 dias agoPais e especialistas pedem política de cuidado para jovens e adultos com autismo
-
Política Nacional7 dias agoNova lei prevê divulgação de sintomas para facilitar diagnóstico do câncer infantil
-
Esportes6 dias agoNoruega vence Costa do Marfim com brilho de Haaland e encara o Brasil nas oitavas
-
Brasil7 dias agoMinistério dos Transportes entrega viaduto em Barra Mansa (RJ) que amplia a integração entre rodovia e ferrovia
