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Selic deve encerrar 2026 em 14% e pressiona custo do crédito no agronegócio, aponta Rabobank

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A taxa Selic pode encerrar 2026 em um patamar mais elevado do que o esperado anteriormente. Segundo revisão do Rabobank, a estimativa subiu de 13,25% para 14%, em meio a um cenário de inflação persistente e incertezas no ambiente macroeconômico brasileiro.

A atualização considera os sinais mais recentes divulgados na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e no Relatório de Política Monetária, que indicam uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das pressões inflacionárias.

Espaço mais limitado para cortes de juros

A revisão reforça a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária tende a ser mais gradual do que o previsto anteriormente. Embora cortes de juros tenham ocorrido nos últimos meses, o ambiente inflacionário ainda exige cautela.

Entre os principais fatores de pressão estão:

  • Preços de alimentos ainda voláteis
  • Oscilações no mercado de energia
  • Incertezas no comportamento das commodities globais
  • Desancoragem das expectativas de inflação

Segundo o Rabobank, o Banco Central deve manter uma postura restritiva por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta, o que limita o espaço para reduções mais agressivas da Selic.

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Crédito rural deve seguir mais caro e seletivo

Para o agronegócio, a manutenção da Selic em níveis elevados implica custo de financiamento ainda pressionado. Linhas de crédito rural atreladas ao mercado financeiro, operações estruturadas como CPRs financeiras, barter e financiamentos privados tendem a refletir diretamente esse ambiente.

Na prática, o cenário exige maior disciplina financeira dos produtores, com atenção redobrada ao fluxo de caixa, rolagem de dívidas e planejamento de investimentos.

Câmbio pode ter menor volatilidade, mas riscos persistem

Por outro lado, juros mais altos tendem a oferecer suporte ao real, reduzindo parte da volatilidade cambial. Esse fator pode beneficiar cadeias exportadoras do agronegócio, como soja, milho, café, algodão, açúcar e proteínas animais.

A estabilidade do câmbio contribui para previsibilidade na formação de preços e nas estratégias de comercialização, embora o mercado externo continue sendo determinante para as cotações internacionais.

Gestão e eficiência ganham ainda mais importância

Com a perspectiva de Selic elevada até o fim de 2026, especialistas avaliam que o ambiente seguirá desafiador para expansão do crédito e investimento no campo.

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Nesse contexto, ganham destaque estratégias como:

  • Gestão rigorosa de custos de produção
  • Reestruturação e alongamento de dívidas
  • Proteção financeira contra oscilações de mercado
  • Aumento da eficiência operacional nas propriedades

O cenário reforça que, em um ambiente de crédito mais caro por mais tempo, a gestão financeira se torna um dos principais fatores de competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de laranja 2026/27 começa com preços abaixo de 2025, apesar da menor produção

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A safra brasileira de citros 2026/27 começou com um cenário diferente do observado no ano passado. Mesmo diante da expectativa de uma produção menor, os primeiros preços negociados para a laranja estão abaixo dos registrados no início da temporada 2025/26, refletindo um mercado menos aquecido e uma postura mais cautelosa da indústria de processamento.

De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o início da nova safra tem sido marcado por menor urgência das processadoras em adquirir matéria-prima, diferentemente do que ocorreu em julho de 2025, quando os baixos estoques de suco impulsionaram a disputa pela fruta e sustentaram as cotações em níveis historicamente elevados.

Indústrias reduzem ritmo de compra

Segundo os pesquisadores do Cepea, a dinâmica de comercialização mudou significativamente entre uma safra e outra. No ciclo anterior, a oferta limitada e a necessidade de recompor estoques fizeram com que as indústrias antecipassem negociações, elevando os preços pagos aos produtores.

Neste ano, porém, o mercado iniciou a temporada de forma mais equilibrada, sem a mesma pressão compradora. Como resultado, as primeiras referências de preços ficaram abaixo das observadas no mesmo período de 2025, mesmo com a perspectiva de menor disponibilidade de fruta.

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Primeiras negociações envolvem frutas precoces

O Cepea destaca que as cotações registradas neste início de julho ainda refletem principalmente contratos fechados anteriormente para frutas precoces e de meia-estação, além de negociações pontuais realizadas no mercado spot.

Por esse motivo, os preços atuais ainda não representam completamente o comportamento da safra 2026/27, uma vez que o volume de fruta disponível segue limitado neste começo de colheita.

Mercado deve ganhar novas referências nas próximas semanas

A expectativa é que o avanço da segunda florada e o aumento gradual do processamento industrial proporcionem um volume maior de negociações, permitindo a formação de referências de preços mais consistentes para a temporada.

Com a entrada de uma oferta mais ampla e a intensificação das atividades das indústrias, produtores e compradores terão maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que deverá definir o comportamento das cotações ao longo dos próximos meses.

Enquanto isso, o setor acompanha atentamente a evolução da safra, o ritmo de processamento e o mercado internacional de suco de laranja, elementos que continuarão influenciando a formação dos preços da fruta no Brasil durante a temporada 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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